Inteligência animal

Ontem ainda falávamos sobre a inteligência de macacos e cães como se o ser humano fossemos a referência neste quesito. Em verdade, o máximo que podemos dizer é que desconhecemos "se" e "como" os animais racionalizam, porque de outra forma eles estão muito mais preparados do que a gente. Por exemplo, no aspecto físico um chimpanzé jovem pode arrancar-nos o braço só com a sua força,
enquanto nós, depois que descemos da árvores não temos força suficiente para retirar um dedo deles.
Mas vamos acabar com esta violência toda e dizer que a evolução nos roubou a força, mas nos brindou com a inteligência e memória. Será? Os humanos temos o péssimo costume de subestimar a inteligência de outros animais com os quais coabitamos na Terra. Duvida? Pois ainda que, certamente, os chimpanzés não racionalizem de forma humana, tem uma memória elefantemente superior como é possível atestar após o primatológico salto.
Nossos antepassados fizeram muito sexo com os Neandertais

Se o genoma humano atual é composto de até 4% de DNA Neandertal, os especialistas opinam que deve ter existido muitíssimo intercâmbio genético entre estas espécies de hominídeos, isto é, o Homo sapiens andou comendo muito o Neandertal, pejorativamente falando, ainda que também o tenha feito de forma literal.
O curioso é que desde uma perspectiva natural -evolutiva, genética- isto não pode ser fruto da casualidade, senão que deve obedecer a uma razão cientificamente constatável. Então, qual é a causa desta obsessão copulativa com os Neandertais?
Cientista oferece recompensa para quem demonstre que a computação quântica é impossível

"Nada é impossível" repetem os otimistas entre um sorriso e outro, mas nunca se sabe. O cientista do MIT Scott Aaronson, cansado de ouvir pessoas dizendo "isso não é possível", fez um desafio: dará 100 mil dólares de seu próprio bolso àquele que prove cientificamente que "a computação quântica escalonável é impossível no mundo físico".
Aaronson trabalha todo o dia em computação quântica, e aparentemente já está farto de ouvir pessoas dizendo por aí que a computação quântica não é escalonável, e que definitivamente tudo o que ele faz está baseado em algo que não pode existir. Todos esses céticos, no entanto, não fazem nenhum esforço para provar que isso não pode ser feito, de maneira que Aaronson está pedindo que ao menos se esforcem um pouco e demonstrem que os computadores quânticos nunca farão um trabalho que seja útil.
O amor é mesmo para sempre?

Lá pelo início de 2008, falávamos sobre como o amor dura no máximo 4 anos, baseado em um estudo de cientistas da Universidade de Unam.O curioso sobre o assunto é que as pessoas que estão em um estado de verdadeira paixão não gostam muito de falar sobre o assunto No melhor dos casos), ou insultam quem se aventura a fazer elucubrações (no pior). mas não adianta ter um piti, apesar do predizem os poetas, o amor não é mesmo para sempre.
Bem, ao menos o amor quimicamente puro, se permitirem a licença. Outra coisa é que, depois que o amor neuroquímico caduca , um casal "pode" continuar unido e feliz, ainda que não necessariamente sob o manto do amor senão de muitos outros sentimentos similares, como o carinho, a camaradagem, a cumplicidade, o tesão e outros. Bom, isto é sempre verdade se obviamos os mutantes. Porque há mutantes que sim podem se apaixonar para sempre.
Menina de dez anos descobre uma molécula acidentalmente

Bem sabemos que na história da ciência as descobertas às vezes não são o fruto de árduas pesquisas senão de golpes de sorte ao acaso que de maneira súbita veem surgir inventos que depois serão celebrados. No entanto, este pode ser o primeiro caso em que dita casualidade aconteceu não com um grande especialista conhecedor de sua disciplina senão de uma
menina de dez anos em uma aula de ciência do primeiro grau.
Kenneth Boehr dá aulas em uma escola do Kansas (EUA) e em um belo dia em especial dedicou-se a que seus pequenos alunos brincassem com bolinhas de isopor que simulavam moléculas com as quais formavam estruturas; uma deles, Clara Lazen, tomou então quatro destas esferas e juntou-as para formar um modelo singular, complexo, que chamou suficientemente a atenção de Boehr, que decidiu fazer uma fotografia e depois mostrou a um amigo seu, Robert Zoellner, químico na Universidade Estatal Humboldt. O cientista catalogou a estrutura como inédita, mas ao mesmo tempo viável, e escreveu um artigo a respeito onde batizou à molécula como tetranitratoxicarbono (oxigênio, nitrogênio e carbono). No artigo, por suposto, Clara Lazen figura como coautora.
A molécula não existe na natureza, motivo pelo qual Zoellner teve que sintetizá-la com sucesso em seu laboratório.
Via | PopSci.
Assim se implanta um coração sem pulso
Em meados do ano passado foi divulgado a história de dois médicos do Texas que tinham conseguido implantar com sucesso um coração artificial sem batidas. Os doutores Cohn e Frazier tinham experimentado previamente com animais e aproveitaram um caso de vida ou morte para testá-lo em humanos. Neste curta intitulado "Heart Stop Beating" e dirigido por Jeremiah Zagar eles mesmos explicam e mostram como foi a operação.
Atenção: totalmente desaconselhado para pessoas impressionáveis e sensíveis, avisado está!
O que é o fenômeno de Proust da memória?

Com certeza em alguma ocasião você sentiu um cheiro e sentiu-se "transportado" a uma lembrança de algo que aconteceu há muito tempo. Talvez o cheiro de pão quentinho tenha evocado em sua memória com todo luxo de detalhes um café da manhã na casa da vovó, ou o cheiro da terra molhada tenha recordado algum passeio no campo com colegas da escola ou quando morava na roça.
Estas conexões entre o olfato e a memória recebem o nome de "fenômeno de Proust", em homenagem a Marcel Proust, o escritor francês que idealizou as lembranças evocadas por uma bolacha molhada em chá em sua conhecida novela "À recherche du temps perdu".
Agora cientistas holandeses da Universidade de Utrecht tentaram encontrar as raízes deste fenômeno e chegaram à conclusão de que os episódios associados a um cheiro produzem lembranças bem mais vívidas que aquelas associadas a qualquer outro estímulo, incluída a música.
Segundo o estudo publicado na revista Cognition & Emotion, este efeito também é válido para lembranças traumáticas de episódios desagradáveis, que se revivem na memória de maneira mais detalhada e inquietante quando se evocam associados a um cheiro.
Via | red Orbit.
O amor de mãe é bom para o cérebro

As crianças que recebem mais carinho durante sua etapa escolar desenvolvem um hipocampo maior e têm menos sintomas de depressão. Estas são as conclusões de um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences - Early Edition (PNAS) e que confirma o que intuitivamente todos sabemos: não há nada melhor que "amor de mamãe".
Ainda que muitos trabalhos tenham demonstrado as conseqüências de crescer em um ambiente carinhoso sobre o sucesso escolar e outros fatores psicossociais, este é o primeiro que mostra o efeito direto sobre o cérebro. Concretamente, os pesquisadores observaram que as crianças criadas com afeto desenvolviam um hipocampo quase dez vezes maior que os que não tiveram tanta sorte. Este órgão está relacionado com processos de memória e aprendizagem, bem como com mecanismos de resposta ao estresse, motivo pelo qual é importante seu correto desenvolvimento a idades precoces.
- "O estudo tem um grande envolvimento sobre a saúde pública e sugere que devemos prestar mais atenção à forma na qual os pais criam seus filhos" indicam os autores. Tanto na escola como em seu ambiente familiar é importante o carinho ao redor dos pequenos. - "Como sociedade, devemos fazer o que for possível para fomentar estas habilidades já que está claro que os cuidados paternos têm um impacto muito grande no desenvolvimento posterior das crianças", concluem os pesquisadores.
Via | Examiner.
Ultrassom, o novo contraceptivo masculino?

Adeus aos preservativos. A partir de agora a capacidade dos ultrassons aplicados nos testículos para deter a produção de esperma poderia desbancar o restante de métodos anticoncepcionais em homens, segundo sugere um estudo publicado na revista Reproductive Biology and Endocrinology.
Ainda que o potencial dos ultrassons como anticoncepcional masculino foi pesquisado pela primeira vez há 40 anos, foi agora que a tecnologia permitiu aos pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA) aplicar ultrassons de alta freqüência (3MHz) ao redor dos testículos para provocar o esgotamento de suas células germinais.
Em experimentos com ratos, os cientistas demonstraram que duas sessões de 15 minutos de ultrassons, com dois dias de diferença e aquecendo os testículos a 37 graus centígrados, são suficientes para reduzir a quantidade de espermatozoides a um nível abaixo do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera "fértil".
Não obstante, segundo seus autores, são necessários mais estudos para determinar quanto tempo dura o efeito do anticoncepcional e se é seguro utilizá-lo várias vezes. O que sim sabem é que poderia ser o anticoncepcional masculino ideal: barato, duradouro mas reversível e com poucos ou nulos efeitos colaterais.
Via | BBC Health.
Estudo confirma teoria sobre origem de campos magnéticos

Por que o universo está magnetizado? Esta é uma pergunta que os cientistas se formularam durante décadas. Agora uma equipe internacional de pesquisadores parece ter encontrado a resposta: é resultado de um processo espontâneo. Suas conclusões foram publicadas na edição de ontem, 26 de janeiro, da revista Nature.
Usando raios laser de alta energia em um laboratório francês, os pesquisadores criaram algumas das condições do começo do universo, quando ainda as galáxias estavam se formando. Com seu experimento demonstraram que a teoria conhecida como o processo de bateria de Biermann é provavelmente correta. Descoberto em 1959 pelo astrônomo alemão Ludwig Biermann, este processo prediz que um campo magnético pode surgir espontaneamente simplesmente a partir do movimento de partículas carregadas. Isto pode ocorrer no plasma que inunda o espaço interestelar.
Os cientistas sugerem que grandes nuvens de gás que colapsaram como galáxias enviaram bolhas de forma elíptica em ondas através do universo precoce iniciando fluxos de corrente elétrica no plasma do meio intergaláctico.
Via | Discovery News.