Hipnose: ciência ou pseudociência?

Com frequência vemos na televisão, como pessoas escolhidas no meio do público são hipnotizadas por mentalistas ou mágicos. Em transe, essas pessoas parecem capazes de cumprir ordens, como beber um copo de água ou achar que uma cobra está subindo em sua perna. O que estamos vendo é real ou uma montagem? A hipnose, longe de espetáculos, pode ser uma técnica científica?
Já no século XIX e princípio do XX foram realizados diversos experimentos para esclarecer se a hipnose era real ou não. Mas as experiências não foram feitas em condições bem controladas e suscitaram mais perguntas do que respostas. Foi necessário esperar até meados dos 1960 quando os psicólogos da Universidade da Pensilvânia Martin Orne e Fredrick Evans decidiram pôr toda a carne na churrasqueira.
O sinal WOW: a única mensagem de inteligências extraterrestres captada na Terra

A busca de vida inteligente para além de nosso planeta vem obcecando a humanidade desde que esta olhou com anseio e profundo ânimo de solidão ou comunhão os céus que nos superam. Em décadas recentes, dito ânimo exploratório conheceu melhores procedimentos que as metáforas das muitas mitologias imaginadas até então, com o lançamento de diversos métodos que têm a esperança de contatar algum dia com uma forma de vida avançada capaz de recolher a mensagem enviada, decifrá-la e inclusive respondê-la.
Mas o que aconteceria se nas antípodas do cosmos existisse, neste mesmo momento, um ser com similares inquietudes que igualmente lançasse uma garrafa no vasto oceano universal contendo algum tipo de saudação que desse conta de sua existência a outro ser que busca a presença?
O Gênesis científico
A versão humorística do Gênesis por Michael Shermer na qual nos dá uma visão aproximada do que ocorre quando se tenta criar um mashup do criacionismo com as descobertas científicas. A verdade é que a história, ainda que uma grande piada, se torna bem mais plausível que a contada pelo velho livro rasgado pela ICAR.
Novo estudo afirma que pessoas inteligentes são menos propensas a crer em Deus

A ideia não é entrar no debate ciência-religião que dura milhares de anos e pelo menos a curto prazo não terá acordos, mas este estudo de psicologia sem dúvidas fará bastante barulho em ambos os lados, já que segundo a análise de Richard Lynn, cientista e professor emérito de psicologia da Universidade de Ulster, as pessoas com um maior quociente intelectual são menos propensas a crer em Deus.
O professor Lynn argumentou sua conclusão com base no decréscimo das crenças religiosas no século XX de forma inversamente proporcional ao aumento da inteligência média, entre outras causas, por uma maior preparação da sociedade em relação à de outras épocas. Também destacou que a diminuição da prática religiosa durante o século passado em 137 nações desenvolvidas esteve diretamente relacionada com o aumento da inteligência média.
Religiosos colocam ateus e violadores no mesmo saco

Pesquisadores das universidades de British Columbia e Oregon publicaram recentemente um estudo no qual asseguram que as pessoas com firmes crenças religiosas tendem a desconfiar dos ateus bem mais que de outros grupos, religiosos e não, como seguidores de outros credos (judeus, muçulmanos, etc.), feministas ou homossexuais. Curiosamente, o único grupo do qual os religiosos desconfiam tanto quanto dos ateus é o dos violadores. Do outro lado, no entanto, os ateus mostram-se bem indiferentes em julgar a confiança sobre pessoas religiosas.
Power Balance a ponto de falir

A não ser que apareça um investidor muito tonto a salvá-los, a empresa responsável pela criação das PowerBalance logo se declararia em falência já que terão que pagar 57 milhões de dólares em indenizações a um grupo de consumidores nos Estados Unidos que processaram à companhia por publicidade enganosa.
A PowerBalance é uma fraude, simples, grosseira, mas uma fraude na qual caíram milhares (milhões?) de patinhos pessoas a base de um efetivo esquema de marketing enganoso pagando a alguns famosos conhecidos por não prezar por seu caráter, especialmente esportistas (como Rubinho), que declaravam supostos benefícios físicos ao usar a pulseirinha de plástico vagabundo. Por 90 reais o holograma milagroso de poliéster prometia um melhor desempenho tanto nos esportes como no dia a dia.
Os três pontos céticos de Russell que poderiam revolucionar a vida humana

Bertrand Russell foi um filósofo, matemático, escritor britânico e, sobretudo, foi um grande cético. Por exemplo, foi o criador da analogia chamada o Bule de Chá de Russell, cuja função é mostrar que a dificuldade de desmentir uma hipótese não torna esta verdadeira, e que não compete a quem duvida desmenti-la, mas quem acredita nela é que deve provar sua veracidade. Outra versão mais atual da mesma é a religião do Monstro de Espagueti Voador.
É hora do Fim... de novo... pela enésima vez

Hoje, dia 27 de setembro, acaba-se o mundo. Desta vez, o motivo parece estar relacionado com o cometa Elenin que está alinhado com a Terra e o Sol, motivo pelo qual seria possível traçar uma linha reta entre os três corpos celestes. Sinal suficiente para os conpiranoicos apocalípticos inventarem bobagens sem fundamento. Existem muitos sites na Rede onde alarmam com erupções em massa, grandes terremotos, tsunamis e um longuíssimo etecetera. Arrependei-vos, ainda é tempo...
O melhor de tudo é que em realidade a única vítima será o próprio Elenin, já que está sendo consumido pela radiação solar e irá desintegrar pouco a pouco. Na verdade já está, essa é a notícia, fim da preocupação, ainda não será dessa vez que poderemos sair correndo para as montanhas.
Por que os crentes não escutam os argumentos que criticam sua crença?

Algumas pessoas esclarecidas creem em coisas raras porque estão treinadas para defender crenças às quais chegaram por razões pouco inteligentes. Mas o seguinte experimento que vou referir trata mais de pessoas normais que professam algum tipo de fé e que não estão especialmente prontas para defendê-la. Então preferem não escutar. Simplesmente não escutam para impedir a entrada em sua mente de pontos de vista que lhes seriam inconvenientes. Algo parecido à reação infantil:
- "Nãnãninãnãná, não estou escutando nada... nãnãninãnãná..."
A experiência foi realizada na década de 60 pelos cientistas cognitivos Timothy Brock e Joe Balloun. A metade dos participantes no experimento eram religiosos, e a outra metade, ateus. Ambos os grupos ouviram uma mensagem gravada que atacava o cristianismo.
A ignorância é a mãe do atrevimento

Apesar de que a Teoria da Evolução de Darwin seja uma das teorias mais sólidas, inteligentes e coerentes da história da ciência, ainda existem alguns coletivos que se negam a aceitá-la como verdadeira, mesmo que de forma parcial, se amparando no criacionismo (os menos lidos) ou no desenho inteligente (os que leram um pouco mais). Este artigo é dedicado para o segundo grupo, pois depois das estupidezes que li hoje mesmo no NDig, suspeito que o pessoal do primeiro requer de uma instrução prévia muito bem elaborada que explique a inexistência de seres míticos como Papai Noel, Boitatá e Seu Sete da Lira, ou simplesmente tenha deixado de escutar os razoamentos externos de seu próprio cérebro.