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Seria o planeta “Próximo b” o futuro lar da humanidade?

LuisaoCS

Seria o planeta “Próximo b” o futuro lar da humanidade?
Ilustração artística de Próximo b por M. Kornmesser


A equipe do astrônomo Guillem Anglada-Escudé publicou ontem, 26/08, na revista Nature um das descobertas astronômicas mais importantes e esperadas: a existência de um planeta de tamanho similar à Terra na órbita da estrela mais próxima a nosso Sistema Solar, a apenas quatro anos luz de distância. A partir dos dados obtidos de dois telescópios do Observatório Europeu Austral entre 2000 e 2014 e uma série de observações realizadas entre janeiro e março de 2016, os cientistas detectaram a presença de um planeta rochoso orbitando ao redor da estrela Próxima Centauri.


O que torna a descoberta especialmente interessante é que o planeta, com uma massa de 1,3 vezes a da Terra, se move na zona temperada da estrela, naquela em que talvez seria possível encontrar água em estado líquido. O planeta, batizado como Próximo b, dá uma volta a sua estrela a cada 11,2 dias e o faz tão rápido porque está bem mais para perto do que estamos do Sol, a uns 7,5 milhões de quilômetros (uns 5% da distância que nos separa de nossa estrela). Por outro lado, Próxima Centauri é uma anã vermelha, uma estrela fria da constelação do Centauro que se encontra perto de um par de estrelas bem mais brilhantes conhecidas como Alfa Centauri A e B.


Cozinhar com microondas reduz as vitaminas e nutrientes dos alimentos?

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Cozinhar com microondas reduz as vitaminas e nutrientes dos alimentos?

Tão logo o forno microondas começou a ser comercializado, muitos se negavam a usá-lo alegando que produzia câncer e outras doenças. Hoje é um eletrodoméstico presente em praticamente qualquer cozinha.

No entanto, ainda há pessoas que assinalam que, conquanto o microondas não faça mal para a saúde por si só, sua maneira de cozinhar faz com que os alimentos percam vitaminas e nutrientes. Há algo de verdade nisto?


O consumo de álcool, ainda que seja com moderação, aumenta o risco de contrair câncer

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O consumo de álcool, ainda que seja com moderação, aumenta o risco de contrair câncer

Um metaestudo cujos resultados foram publicados recentemente no jornal Addiction confirma que o consumo de álcool é capaz de produzir câncer de boca e orofaringe, laringe, esôfago, fígado, cólon, reto e mama. Não sugere, confirma, ainda que os mecanismos que relacionam a ingestão de álcool e o surgimento destes cânceres não estejam claros ainda.

E nada descarta que o consumo de álcool esteja relacionado com o aparecimento de outros tipos de câncer; de fato cada vez há mais evidências de que está também relacionado com o câncer de pele, pâncreas e próstata.

O estudo "Alcool consumption as a cause of cancer" diz ademais que ainda que há uma relação clara entre o volume de álcool ingerido e o surgimento da doença, os que bebem ocasionalmente também não estão livres.


As células do corpo emitem luz antes de morrer, assim como supernovas no espaço

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As células do corpo emitem luz antes de morrer, assim como supernovas no espaço

O cientista alemão Fritz Albert Popp, continuando o trabalho de Alexander Gurwitsch, conseguiu comprovar faz mais de três décadas que os seres humanos (e todo os seres) vivos emitem luz. Popp teorizou que estas emissões de luz débeis, as quais designou "biofótons", tem um papel importante na comunicação celular, articulando literalmente uma linguagem de luz que intervém na organização de diferentes funções. Suas descobertas sugerem que o nível de coerência destas emissões biofotônicas correlaciona com o nível de saúde de um organismo.

Certas doenças podem ser identificadas por padrões de emissão caótica, segundo explicou Popp em uma entrevista à jornalista Lynn Mctaggart, que publicou esta informação em seu livro "The Field". Recentemente, segundo publicou a revista de tecnologia do M.I.T., o cientista Sergey Mayburov, confirmou que as emissões biofotônicas intervêm em algum tipo de comunicação celular.


Tubarão da Groenlândia poderia ter 400 anos, o animal mais longevo do mundo

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Tubarão da Groenlândia poderia ter 500 anos, o animal mais longevo do mundo

Cientistas dinamarqueses dirigidos por Julius Nielsen descobriram que uma espécie de tubarão tem uma longevidade que os coloca como a espécie mais idosa do mundo. Segundo seus estudos os tubarões da Groenlândia ou tubarões boreais (Somniosus microcephalus) poderiam atingir até os 500 anos de idade, o que desloca a outra espécie nórdica, de baleias neste caso.

A equipe dinamarquesa conseguiu datar a idade dos tubarões, ainda que com uma certa margem de erro; anteriormente achavam que era impossível determinar sua idade como necessitam de anéis calcificados de crescimento como outros vertebrados, sendo seu esqueleto pura cartilagem. A medida foi alcançada através da radiação nos olhos dos animais, uma medida que tomou como base as partículas radioativas que foram bombardeadas durante provas nucleares na década dos 50 e 60. As partículas entraram à corrente alimentar e são mostradas como formas de carbono radioativo nos organismos.

Um dos tubarões que foram capturados revelou ter pelo menos 270 anos, mas a equipe calcula que a margem de erro indica que poderia chegar a ter até 400 anos.

O que é ainda mais interessante e preocupante é que este tubarão, que vive em águas profundas e geladas, não é sexualmente maduro até alcançar 150 anos de idade, o que implica em um grande risco de extinção. E esses tubarões devem enfrentar uma grande lista de espera até que possam "ser reproduzidos".

Via | Guardian.


Cuidado com o incenso: poderia ser mais tóxico que a fumaça do cigarro

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Cuidado com o incenso: poderia ser mais tóxico que a fumaça do cigarro

A recente tendência a acolher o que ditam culturas que se encontram a muitos fusos horários de nós, sobretudo se forem orientais, tem seus riscos: entre toda a mesclagem de informações há vários exemplos de pseudociência, como já expliquei mais amplamente em alguns posts do NDig.

Quem abraça estas manifestações culturais, "gente do bem", também adota uma série de clichês, como pôr incenso para queimar por toda casa. No entanto, há que ter muito cuidado com este costume porque, apesar de que se nos evoque algo muito espiritual e conectada com a natureza, o emprego de incenso em lugares com pouca ventilação ou fechados é prejudicial para a saúde.

É o que sugere, ao menos, um estudo realizado por uma equipe de cientistas da Universidade de Tecnologia do Sul da China em Cantão, dirigidos por Rong Zhou. Para isso, analisaram a fumaça do incenso de dois tipos ou variantes, incenso com agar e com sândalo, dois dos elementos mais comuns na fabricação destes produtos.

O experimento sugere que a fumaça do incenso é potencialmente mais tóxica que a do cigarro, porque 99% da fumaça contém partículas finas e ultrafinas de substâncias químicas muito prejudiciais para a saúde.

O estudo foi publicado na revista Environmental Chemistry Letters, mas requerem-se mais estudos para confirmar se estas conclusões se repetem em todas as variedades de incenso.


Cientistas descobrem que “leite de barata” é altamente nutritivo

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Cientistas descobrem que “leite de barata” é altamente nutritivo

Em anos recentes descobriu-se que os insetos têm um alto valor proteínico, que, no entanto, não os tornou o suficientemente populares na dieta da humanidade, salvo algumas escassas culturas (como a chinesa, por exemplo), em boa medida porque por causa de seu aspecto ou seu habitat, usualmente associado com coisas desagradáveis. Contudo, certas pesquisas recentes mostraram que diversos vermes ou coleópteros bem pode ser equiparados a uma boa bisteca ou uma pedaço de frango quanto ao valor alimentício e, em contraste, com um impacto ambiental de produção muito menor.

Em relação a isto, faz alguns dias um grupo de cientistas publicou uma pesquisa realizada sobre uma espécie de barata, a Diploptera punctata, que segrega um líquido com o qual alimenta suas crias e que segundo as análises é três vezes mais nutritivo que o leite de búfalo, que foi tomado como referência por causa de seu maior conteúdo calórico e proteínico.

Além desta descoberta, os pesquisadores do Instituto de Biologia de Células Mãe e Medicina Regenerativa (com sede na Índia) ficaram espantados também pelo fato de que esta espécie de barata produza essa substância, pois em geral os insetos não costumam alimentar suas crias dessa maneira.

Em particular, esse "leite" distingue-se por ser conformado de cristais, que, por sua vez, contêm proteínas, gorduras e açúcares em altas concentrações. Suas proteínas ademais são integradas por sequências de todos os aminoácidos básicos, segundo declarou Sanchari Banerjee, líder do estudo.

Com esta descoberta, é possível que no futuro próximo alguém produza um leite de barata similar que possa suprir as necessidades alimentares do gênero humano?

Via | India Times.


O segredo de Carl Sagan como divulgador científico

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O segredo de Carl Sagan como divulgador científico

Além de meus pais e alguns amigos, são poucas a pessoas pelas quais guardo admiração de ídolo. Carl Sagan com certeza é uma dessas pessoas que respeito e cultuo tanto por sua faceta de cético convencido quanto pela de divulgador científico. Por isso me chamou muito a atenção uma frase sua que encontrei em "Why Carl Sagan is Truly Irreplaceable" em que fala a respeito de sua capacidade como tal:

"Acho que sou capaz de explicar coisas porque entendê-las não foi muito simples para mim. Algumas coisas que os estudantes mais inteligentes eram capazes de ver no mesmo instante eu tinha que bater cabeça para entendê-las. Sou capaz de lembrar o esforço que tinha que fazer para aprender. As pessoas muito brilhantes descobrem as coisas tão rápido que nunca se dão conta da importância dos mecanismos que os levam a entendê-las."

Como podemos inferir, o adolescente Carl Sagan não foi o aluno mais inteligente da sua sala, mas foi o que melhor assimilou seu aprendizado para inculcar novas ideias em toda uma geração ávida para aprender os segredos do Universo.

Há um ditado grotesco que diz "Quem sabe faz, quem mal sabe ensina!", que guarda lá sua verdade de forma tortuosa e que confirma uma situação do dia a dia: professores são geralmente péssimos empreendedores e é por isso que são tão bons (alguns são realmente fantásticos) em ensinar mentes brilhantes que se converterão em grandes empreendedores. O progresso e o desenvolvimento passa pelo ensino e educação.


A moral é mais irracional do que racional

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A moral é mais irracional do que racional

Por muito que pensemos em praticar uma ética utilitarista, racional e lógica, em que nossos julgamentos morais estejam ponderados e sejam equitativos, a verdade é que a maioria de nossas intuições morais brotam de forma tão alambicada como uma selva tropical.

A razão é que, ademais, nossa conduta não obedece a comportamentos estáticos e permanentes de caráter aplicáveis a todos os contextos. E isto é algo que começamos a saber faz quase cem anos, graças a alguns experimentos realizados na década de 1920.

Realizada pelos psicólogos da Universidade de Yale Hugh Harsthorne e Mark May, a pesquisa abrangeu 10.000 alunos aos quais ofereceram a oportunidade de mentir, enganar e roubar em uma variedade de situações.

As conclusões foram totalmente imprevisíveis, caóticas e alheias a padrões, tal e qual explica David Brooks em seu livro "The Social Animal":


Achar que você sabe muito sobre um tema é uma forma de autoengano

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Achar que você sabe muito sobre um tema é uma forma de autoengano

Não importa que tão a fundo conheçamos um tema: nosso cérebro pode enganar-nos para fazer-nos achar que sabemos mais do que sabemos realmente. Uma equipe de psicólogos da Universidade de Cornell realizou um experimento a respeito de um fenômeno chamado "overclaiming", que poderíamos traduzir como superestimativa dos próprios conhecimentos, com frequência com o objetivo de demonstrar que somos mais prontos do que somos em realidade...

Os participantes do estudo deviam qualificar a si mesmos em uma série de temas, e depois deviam qualificar quão bem manejavam 15 termos especializados dos temas que supostamente conheciam melhor. O que não sabiam é que três destes termos eram falsos. A pesquisa deixou evidente que se um participante dizia que conhecia muito bem certo tema, tinha mais probabilidades de afirmar que conhecia algum dos três termos falsos, isto é, de soperestimar seu próprio conhecimento.


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