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A beleza de aprender a não saber

LuisaoCS

Há quase 30 anos, Pico Iyer fez uma viagem ao Japão, apaixonou-se pelo país e mudou-se para lá. Um grande observador do espírito humano, Iyer professa sentir que hoje sabe muito menos sobre o Japão -ou sobre praticamente tudo- do que julgava saber há 30 anos.

Esta é uma inflexão que a gente começa a aprender a partir da meia idade -um verdadeiro paradoxo do conhecimento que é conquistado com a idade-: quanto mais sabemos, mais percebemos quanto pouco sabemos.

A verdade é que não importa o quanto aprendemos ao longo da nossa vida, sempre existirão inúmeras coisas que nunca saberemos. De línguas estrangeiras aos mistérios do universo, a maioria das pessoas vê essas lacunas no nosso conhecimento como uma coisa ruim. Mas Pico, no entanto, tem uma abordagem diferente de olhar para as coisas que nunca saberemos.


Como faz: Suomian, o tradicional macarrão chinês

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Mais do que uma técnica obsoleta, o preparo do macarrão esticado Suomian é como fosse uma espécie de ritual realizado no Leste da China, que tem uma longa história a mais de 300 anos. Muitos dos lares nas aldeias da província de Zhejiang, como a vila Nanshan, sabem como fazer este macarrão, ainda que o processo seja bem demorado e complicado.

Tanto é que os fabricantes desse talharim caseiro tem que acrescentar diferentes quantidades de sal e farinha de acordo às estações do ano e devem ser muito observadores com o tempo quando se trata de escolher os dias para secar o macarrão.

Os moradores locais costumam servir o Suomian como o macarrão da longevidade nos aniversários, pois eles são longos e contínuos na forma, simbolizando a boa saúde e a longevidade.

Supostamente, hoje existem apenas 300 pessoas no mundo que sabem como fazê-lo e este vídeo que mostra um senhor que faz o Suomian é fascinante, porque podemos ver um mestre artesão trabalhando na sua arte que envolve atividades como pendurar macarrão como fios e trançá-lo em torno de duas varas 60 vezes. Muito interessante que ele é muito respeitado pelo trabalho que só anos e anos de experiência podem ensinar (ele faz esse macarrão há mais de 30 anos).


A arte japonesa da marchetaria de Hakone

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O yosegi-zaiku (marchetaria) é uma arte milenar japonesa que combina peças de madeiras diferentes -valorizando a cor natural de cada madeira- para criar objetos e obras de arte com base em diversas técnicas de formação de mosaicos.

Essas técnicas passadas de geração em geração datam do período Heian (794 a 1185), mas foi preciso chegar a 1984 para que a Lei de Incentivo a Indústria do Artesanato Tradicional japonesa reconhecesse a marchetaria como patrimônio tradicional do Japão.

As cidades de Odawara e Hakone, na província de Kanagawa, são referências na produção do yosegi-zaiku, já que contam com diversidade de madeiras que podem ser encontradas no monte Hakone.

Poderíamos nos estender por páginas para falar mais sobre o assunto, mas achamos que seria melhor deixá-lo assistir a um mestre como Tanegi Zukuri em ação.


Este notável video-ensaio revela as semelhanças de estilo entre Kubrick e Scorsese

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A influência é um dos grandes temas das atividades criativas. Por mais que às vezes se insista tanto na originalidade, a verdade é que tudo tem sempre uma referência, às vezes mais explícita que outras, mas sempre presente. "Do nada, nada vem", disse Parmênides já no século V ou VI antes de nossa era, e desde então é claro que a cultura é uma soma de sobreposições, interpretações, adições e mais.

O vídeo que encabeça estas linhas é uma interessante edição de material de dois diretores importantíssimos na história recente do cinema: Stanley Kubrick e Martin Scorsese.

O ensaio é obra de Leandro Copperfield, que procedeu de uma forma que poderíamos qualificar de minimalista, pois unicamente emparelhou cenas dos filmes de ambos realizadores. Surpreendentemente, isto basta para fazer emergir as semelhanças entre cada um, como se tivesse uma conexão secreta combinada entre os dois, baseada nos detalhes.

E, talvez seja mais preciso dizer, uma filiação de Scorsese com Kubrick.


Um bonito vídeo que documenta o processo de fabricação artesanal do papel japonês

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O washi ou papel japonês é um papel tradicional fabricado de forma artesanal naquele país há uns 1.300 anos, importado da China junto com o budismo. Sua elaboração artesanal é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade desde o ano 2014.

O washi é, geralmente, mais resistente que o papel produzido a partir de polpa de madeira e costuma ter uma longa vida útil. Ele é utilizado em várias artes tradicionais, tais como o origami, shodō e ukiyo-e. O washi também foi usado para fazer vários produtos da vida diária como roupas, lustres e brinquedos.

O vídeo "Making of Japanese handmade paper of Kyoto Kurotani de Kuroyanagi Takashi", com música de Kurachi Martha, deliciosamente filmado, documenta o processo completo da elaboração artesanal de papel de Japão, resultando no que muito provavelmente serão os seis minutos mais relaxantes que você terá hoje.


Você não vai acreditar na arte em vidro que emerge deste chama

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Você não vai acreditar na arte em vidro que emerge deste chama

Satoshi Tomizu, um talentoso artista do vidro japonês, cria cenas cósmicas impressionantes em pequenos pingentes de vidro não maiores do que o seu globo ocular. As bolhas de ar, opalas, flocos de ouro e outras inclusões transformam cada bolha de vidro em um microcosmo galáctico ocupado.

O trabalho de Tomizu já ganhou prêmios internacionais, por isso não é nenhuma surpresa que sua loja on-line está atualmente com o estoque zerado. Sugerimos que veja como ele faz seu trabalho incrível, enquanto espera!


Sabia que podiam ser feito desenhos com areia, mas não assim

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O mundo da arte busca explorar sempre novos conceitos e materiais. Com a chegada das vanguardas do início do século XX começou uma profunda crise a nível econômico, filosófico e existencial em que imperava a lei do "Vale tudo".

Graças a estes movimentos, fugazes mas muito intensos, a arte é o que é hoje em dia. Com isto quero dizer que romperam as barreiras estabelecidas nas artes plásticas de quadro e escultura para criar novas formas de expressão como as performances, o videoarte, instalações artísticas com água, etc.

Um dos conceitos que cobrou força a partir de todas estas expressões foi o da arte efêmera. Esta disciplina agrupa todo tipo de obras que, por sua natureza, não estão destinadas a permanecer imutáveis no tempo. Conquanto não foi inventado, nem muito menos, nesta época, foi explorado até a saciedade.

Dentro da arte efêmera existem infinidades de ramos, mas nós hoje vamos nos inclinar pela arte realizada com areia como matéria fundamental. Existem grandes variações, desde quadros que usam a areia misturada com algum aglutinante -estes não são efêmeros- até as esculturas de areia. Mas o que você pensaria se eu te dissesse que existem quadros que estão a meio caminho entre o duradouro e o efêmero e que ademais são fotorrealistas? Pois veja o seguinte vídeo e verá o que são capazes de fazer nesta escola chinesa de arte com um pouco de areia e muita paciência.

Os chineses sempre foram famosos por sua meticulosidade em suas milenares manifestações artísticas, mas o destes quadros margeia quase a loucura.


Fã de Star Wars realizou seu último desejo antes de morrer

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Fã de Star Wars realizou seu último desejo antes de morrer

Daniel Fleetwood, o jovem estadunidense que chamou a atenção das redes sociais e dos estúdios Disney, conseguiu realizar seu último desejo antes de morrer. A notícia de sua morte foi confirmada por sua esposa mediante um post no Facebook onde se despede do marido. O homem travou uma batalha inglória durante dois anos com uma estranha forma de câncer que ataca as células conjuntivas dos pulmões.

Depois de superar o prognóstico de 2 meses de vida dados pelos médicos no passado mês de julho, Daniel iniciou uma campanha para realizar seu último desejo: ver "The Force Awakens" ("O Despertar da Força"), a mais recente sequencia da saga de Star Wars.

Daniel era um fãzaço do clássico de ficção científica desde que era criança e viu na hashtag #ForceForDaniel a possibilidade de realizar seu sonho. A iniciativa logo tornou-se viral, ao ponto de que vários atores do filme decidiram se envolver na causa.

Finalmente, os estúdios Disney decidiram fazer uma premiere exclusiva para Daniel com mais de um mês de antecipação da estréia oficial antes que fosse muito tarde. Funcionários da Lucasfilm foram na casa dele, no Texas americano, para que pudesse assistir uma versão sem cortes do esperado filme.

Esta história tem um final agridoce, porque apresenta o inevitável da vida e também o desejo realizado de Daniel. Eu chorei (verdade!) desejando que ele pudesse, como todos nós, assistir a estréia em dezembro, mas depois cheguei a conclusão que posso não ter a mesma felicidade realizada de hoje para amanhã (entende?).

O poder das redes sociais costuma, às vezes, contribuir para que o mundo seja um pouco melhor para os que precisam de uma forcinha, nem que seja para deixar esse mundo.

Via | Mashable.


A Segunda Guerra Mundial e suas mortes retratadas em um incrível vídeo de 15 minutos

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Em junho deste ano, Open Culture publicou o filme de 15 minutos "The Fallen of World War II" de Neil Halloran, que utiliza inovadoras técnicas de visualização de dados para pôr em perspectiva o custo humano da Segunda Guerra Mundial mostrando como, entre 1939 e 1945, se perderam 70 milhões de vidas dentro das populações de civis e militares em toda Europa e Ásia.

Por meio de um tipo de infográficos dinâmicos, este vídeo expõe de maneira muito atraente o escalonamento da guerra mais mortífera.

À medida que este filme se tornou viral, Halloran arrecadou dinheiro que lhe permitiu desenvolver novos filmes e explorar outras tendências da guerra e da paz.

Neste link é possível visitar a página interativa deste filme, mas é necessário comprar um ticket para ter acesso a esse conteúdo.


Trailer do filme “A quinta onda”

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O filme "The 5th Wave" ("A quinta onda") se estreará no próximo mês de janeiro e é baseado na novela do mesmo título de Rick Yancey. O filme, como o livro, trata de uma adolescente que sobrevive à devastação provocada por uma invasão alienígena em várias fases e que enfrenta uma quinta onda, diferente às anteriores, mas que tem o mesmo fim de exterminar os poucos humanos que ainda restam na terra. Ainda que a grande maioria dos trailers costumam ser "mentirosos" ao vender cenas que visam impressionar a assistência, esse parece bem atrativo sobretudo por contar com a ótima Chloë Moretz.


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