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Poderíamos nos desfazer do lixo nuclear lançando-o ao Sol?

LuisaoCS

Poderíamos nos desfazer do lixo nuclear lançando-o ao Sol?

No outro dia falávamos da (im) possibilidade de despejar os resíduos radioativos nos vulcões, quando o leitor Alberto ponderou o uso de uma nave em direção ao Sol, ou seja, neste caso usar o astro-rei como um super-forno para queimar o lixo nuclear que geramos.

Em teoria, a ideia parece boa. No entanto, resultaria bastante arriscado. Todas as agências e empresas privadas já tiveram problemas em seus lançamentos, ainda que invistam muito dinheiro nisso. Em março de 2011, por exemplo, um foguete relativamente simples para o lançamento do satélite Glory da NASA, avaliado em 424 milhões de dólares, caiu finalmente no oceano Pacífico. Outros se incendiaram na atmosfera.

Imaginem só o que aconteceria se o foguete carregasse algumas centenas de kg de urânio? Se incendiasse nas alturas, poderia ficar suspenso durante meses na atmosfera, enchendo a Terra de lixo radiativo.

Ademais, também seria muito caro transportar tanto peso para o espaço. A cada ano, as centrais nucleares européias geram ao menos 550 metros cúbicos de lixo radioativa: um volume no qual caberiam 550.000 litros de água. Bota lixo nisso!


Monsanto, acusada de acabar com as abelhas, compra a principal empresa dedicada a sua conservação

LuisaoCS

Monsanto, acusada de acabar com as abelhas, compra a principal empresa dedicada a sua conservação

Há alguns anos estuda-se a causa da população das abelhas, vital para nosso ecossistema, estar diminuindo cada vez mais. Uma das possíveis causas seriam os cultivos modificados geneticamente da empresa Monsanto, agora nunca mais saberemos do tema. E não é porque seus executivos tenham destruído documentos e fugido para as montanhas. A razão é bem mais simples: compraram uma das principais empresas dedicadas à conservação das abelhas e o estudo de sua destruição, a Beelogics.

O melhor de tudo é que vários estudos apontam a que uma das possíveis causas são precisamente os cultivos modificados geneticamente pela Monsanto, se convertendo assim em juiz e réu, como deve ser para que tudo seja lindo e transparente.

Ademais, devido a sua política, a empresa evita o uso das sementes obtidas do cultivo para produzir novas colheitas, obrigando a comprá-las, inclusive patenteando-as para evitar seu uso não controlado por eles. Entre suas outras práticas encontra-se ignorar os efeitos colaterais e supostamente locupletar o bolso de políticos para que concedam todo tipo de favores, como trâmites mais rápidos e estudos modificados, ainda que não geneticamente, para destruir à concorrência e conseguir benefícios a todo custo.

Esta parece ser a história com o beneplácito do governo dos EUA, que como se tratasse de seu exército, ignora as leis, a ecologia e a moral sem que ninguém diga um A, ou quando muito aparecem com uma desculpa esfarrapada quando aparece alguém com a mão amarela.

O mais triste é que todas essas notícias se perderão nos feeds como lágrimas na chuva. Isso me enoja e possivelmente irá nos matar.

Via | GlobalResearch.


Herbicida da Monsanto pode provocar mudanças morfológicas em anfíbios

LuisaoCS

Herbicida da Monsanto pode provocar mudanças morfológicas em anfibios

A Monsanto vem arrastado durante anos uma reputação bem próxima ao pernicioso em todos os produtos que levam sua assinatura, bem como nas sementes transgênicas que são modificadas em seus laboratórios com fins de semeadura e inclusive de alimentação -ainda que me pareça que existe uma espécie de terrorismo ecológico sem fundamento neste último quesito-.

Agora Rick Relyea, professor de biologia da Universidade de Pittsburgh, contribui uma nova prova ao demonstrar através de um estudo publicado na revista Ecological Society of America que altas concentrações de um dos herbicidas mais utilizados de Monsanto, o chamado Roundup, em um determinado meio, podem alterar a estrutura morfológica de animais vertebrados.


O homem mais solitário do mundo

LuisaoCS

O homem mais solitário do mundo

Acham que ele tem pouco mais de 40 e vive no estado de Rondônia. Ninguém sabe seu nome, mas é conhecido como "homem do buraco". É o último sobrevivente de uma tribo desconhecida e seu primeiro avistamento data de 1996. Onze anos depois, a Funai decretou que ninguém se aproximasse a menos de 31 quilômetros dele. Mas antes de ser um "forever alone" por lei, o homem do buraco escolheu sê-lo por vontade própria.

Em meados dos anos noventa várias expedições tentaram estabelecer contato com o indígena, mas ele sempre reagia com medo e hostilidade. A última tentativa resultou em um ferimento de flecha no peito. Após este incidente o Governo decidiu deixá-lo finalmente em paz e estabeleceu um "perímetro de segurança" para assegurar-se de que ninguém se aproximasse. De uma das últimas expedições conservam-se as únicas imagens do homem do buraco, que foram gravadas pelo cineasta Vincent Carelli que foram incluídas em seu documentário Corumbiara.


O instante exato em que uma tribo faz seu primeiro contato com o homem branco

LuisaoCS

Este é certamente um dos mais sensíveis e bacanas documentários já realizados a respeito. Filmado pelo jornalista de vida selvagem Jean Pierre Dutilleux em 1976, mostra o primeiro encontro do homem branco com a tribo dos Toulambis, em Papua-Nova Guiné. A curiosidade e o receio de ambos os protagonistas é simplesmente incrível e latente. Ainda que Jean Pierre se mostre receptivo e não faça nenhum movimento brusco, a qualquer momento existe a possibilidade de que se armem e ataquem a expedição.

Este primeiro vídeo é um extrato com trilha sonora de parte do documentário que pode ser visto em sua totalidade (narrado em inglês) depois do contatado salto.


Justin Hall-Tipping: liberando energia da rede

LuisaoCS


Se necessário, de o play e escolha as legendas de seu idioma

No ano 2000 Justin Hall-Tipping teve uma epifania ao contemplar como um bloco de gelo de um tamanho superior aos 14.000 km2 (quase do mesmo tamanho de Timor-Leste) se desprendeu da Antártida para o oceano. Então captou em toda sua magnitude o problema do aquecimento global, processo que nos empurra para uma irrefreável necessidade de energia.

Justin é na atualidade o conselheiro delegado da Nanoholdings, uma empresa que trata de dar soluções aos problemas energéticos de amanhã com materiais que agora parecem exóticos, mas que poderiam chegar a ser completamente normais em poucas décadas.

Por que tratamos de manter o calor do outro lado da janela no verão, e retê-lo no interior de nossas casas no inverno, quando a própria janela recoberta com nanotubos de carbono pode fazê-lo sem a necessidade de calefação ou refrigeração?

Não percam esta palestra que Justin Hall-Tipping fez em julho passado em Edimburgo, Escócia. Impagável o episódio final, no qual conta que leva em sua carteira há quase duas décadas uma foto que revolveu consciências por todo o planeta, e que segundo conta a história fez que seu autor, Kevin Carter, acabasse por se suicidar.


O mito das energias renováveis

LuisaoCS

O mito das energias renováveis

Dawn Stover escreveu há alguns dias um artigo no The Bulletin of the Atomic Scientists sumamente realista (alguns dirão também que desmoralizante) sobre os mitos que rondam as assim chamadas energias renováveis; trata-se de um extenso texto muito recomendável que resumo brevemente.

O autor sustenta que desgraçadamente muitos idealizam esta forma de geração energética dando ênfase em que "a energia assim gerada é obtida de coisas que nunca esgotarão" (este é literalmente o modo em que o Ministério de Energia estadunidense a define em um site destinado a informar as crianças), em contraposição aos chamados não renováveis que são obtidos de coisas que se acabarão como o petróleo, carvão, gás natural ou urânio.


Chimp Heaven e santuários onde animais vivem como reis

LuisaoCS

Chimp Heaven e santuários onde animais vivem como reis

Há lugares que só parecem existir em um ambiente de ficção científica no qual os animais dominaram a humanidade (como no filme Os Planetas dos Macacos), no entanto, existem locais dedicados a estes animais onde realimente reinam em paz. É o caso, por exemplo, do Chimp Heaven, um refúgio criado por um grupo de primatologistas encravado na Ilha de Ngamba, em Uganda.

Seus residentes são chimpanzés aposentados. Artistas retirados e cobaias que passaram toda sua vida enclausurados em laboratórios, a mercê de toda classe de experimentos médicos, como o ensaio de novos medicamentos. Nesta área de 200 hectares de pastos, bosques e recantos naturais, os chimpanzés vivem como reis e uma equipe de profissionais qualificados devolve-lhes com justiça o que todos lhes devemos.


Um dos maiores mercados de computadores do mundo, logo será um dos líderes na produção de e-lixo

Luna

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Quanto vale um PC antigo? Como descartar corretamente meu PC velho? Será que vale a pena vendê-lo ou reciclá-lo? Prático e cômodo é jogá-lo direto no lixo. Problema resolvido. Isso é o que milhões de pessoas fazem em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, a cada ano, são jogados fora 206 milhões de produtos de informática e 140 milhões de celulares. O brasileiro também joga computador na lixeira. Na verdade, o Brasil tornou-se um dos maiores mercados de computadores do mundo, e já é o país emergente que mais gera lixo eletrônico per capital a partir de PCs. Como o número de computadores vendidos a cada ano subiu em milhões em um curto período de tempo, esperamos uma enorme quantidade de lixo eletrônico para os próximos anos.

Lugares que podem desaparecer da Terra

Luna

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Barreira de Corais da Austrália


Nosso mundo está mudando rapidamente. Muitos lugares podem desaparecer da face da Terra. Veremos alguns e as razões. Começando pela Grande Barreira de Corais, na costa nordeste da Austrália. Uma região exuberante, que consiste no maior sistema de recifes de corais do mundo. A mudança climática é a maior ameaça aos corais. Nos últimos anos, a temperatura crescente das águas provocou o branqueamento dos corais e obrigou certas espécies marinhas a deixarem o local. O turismo em massa e à poluição, declinaram a qualidade da água, prejudicando muitas partes do recife.
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