Indíos da selva amazônica compartilhavam paternidade

Na sociedade moderna, as relações extramatrimoniais são inaceitáveis. No entanto, em muitas culturas amazônicas não só era habitual para uma mulher ter múltiplos parceiros sexuais, senão que ademais os indígenas consideravam que, quando a mulher ficava grávida, cada homem com o qual tinha mantido relações era pai biológico parcial de seu filho, segundo revela um estudo publicado na revista PNAS.
Este modelo de paternidade múltipla tinha várias vantagens, já que diferentes homens participavam na manutenção do filho, reduzindo o risco de mortalidade infantil. Ademais, como as guerras eram tão comuns nas antigas sociedades amazônicas, se a mãe ficava viúva sempre teria outras figuras paternas para a criança. Paralelamente, para os homens, compartilhar uma mulher era uma forma de criar ou reforçar alianças entre eles.
- "Este costume começou há uns cinco mil anos e manteve-se na maioria das sociedades da região até há um par de gerações; provavelmente ainda se mantenha em 20 ou 30 comunidades que têm pouco ou nenhum contato com o exterior", explicou Robert Walker, pesquisador da Universidade do Missouri e autor do estudo.
Via | Science Daily.
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