O polo norte continua se movendo

Estamos perdendo o norte. É sério. Não, não me refiro a que estejamos todos desnorteados a ponto de sair à rua correndo pelados como loucos. O norte, o polo norte magnético para ser mais exatos, está-se movendo. Uma deslocação de alguns poucos quilômetros, ano após ano, é habitual, mas sua deslocação desde 1990 quadriplicou o valor normal.
O polo norte magnético foi encontrado pela primeira vez pelo explorador escocês James Clark Ross. Era o ano de 1831, e nesse momento estava situado ao norte do Canadá. Não coincide com o Polo Norte geográfico, estão separados atualmente por uns 1.600 km.
Durante mais de 150 anos, o Polo Norte deslocou-se menos de 15 km anuais. Então, desde 1990 em diante, começou a acelerar, incrementando sua velocidade até mais de 55 km/ano, para o norte-noroeste geográfico. Se seguir assim, em uma década, aproximadamente, ultrapassará o polo norte geográfico e chegará a Sibéria.
Por que ocorre isto? A explicação não é muito simples, mas está relacionada com um fluído (principalmente ferro) menos denso provenientes do núcleo interno do planeta, que sobem de forma helicoidal tomando por eixo o da rotação terrestre. E como um campo magnético produz uma carga em movimento, o Polo Norte também se movimenta.
Bom, enquanto não acontece uma inversão dos polos -algo muito difícil de que a raça humana presencie-, não há problema algum, aliás tem um, fazer ouvidos moucos com os conspiranóicos e profetas do apocalipse que juram de pé junto que a inversão acontecerá em 2012.
Via | Scientific American.
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