Ray Kurzweil diz que nos aproximamos do momento da singularidade

LuisaoCS

Ray Kurzweil diz que nos aproximamos do momento da singularidade

Ele é tão esquisito quanto inteligente, tem 62 anos, toma 250 comprimidos ao dia para alcançar o ano 2029 porque tem certeza de que a partir deste ano os seres humanos poderão viver para sempre. Antes de achar que o cara é um louco ou mais um destes "conspiranóicos" imbecis que vivem para inventar bobagens, saiba que Raymond Kurzweil é um cientista conhecido como CyberNostradamus, que tem oito doutorados honoris causa, que apesar de suas excentricidades é muito respeitado pela comunidade científica e até hoje nunca errou uma predição.

A mais nova mensagem para nós deste apóstolo do transhumanismo é que estamos nos aproximando do momento em que as máquinas vão ganhar consciência. Um momento que ele chama de singularidade.


É fato que os computadores estão cada vez mais rápidos, e também é fato que esta aceleração em sua potência de cálculo acontece cada vez mais rapidamente. A esse ritmo incrivelmente rápido, é lógico pensar que chegará um momento em que sejam capazes de fazer algo que imaginamos exclusivamente ao alcance da inteligência humana. E não se refere a fazer contas a um ritmo endiabrado, ou a compor música de piano, senão conduzir carros, escrever livros, tomar decisões éticas, apreciar a beleza das obras de arte, fazer observações agudas durante um happy hour.

Custa-nos construir a ideia, mas Kurzweil e outros muitos acham que isto vai acontecer logo logo. Quando se atingir esse ponto, não há razão para achar que os computadores deterão o processo para deixar de se tornarem mais e mais poderosos. De fato, não cessariam até chegarem a um estágio onde seriam bem mais inteligentes do que nós. O ritmo de avanço seguiria acelerando, já que seriam eles que passariam a tomar as decisões que afetariam seu próprio desenvolvimento.

Imagine um cientista em computação que fosse por sua vez um computador super-inteligente. Trabalharia a um ritmo incrivelmente elevado, manejando enormes quantidades de dados sem esforço. Nem sequer teria que dar uma descansadinha para ver o que fofocaram sobre ele no Orkut.

É impossível predizer o comportamento destas inteligências superiores às humanas, com as quais um dia teremos que compartilhar o planeta. De fato, se pudéssemos fazê-lo seríamos tão inteligentes como elas.

Nos misturaremos com eles criando cyborgs superinteligentes? Empregaremos computadores para expandir nossas habilidades intelectuais, igual usamos os carros para expandir nossas habilidades físicas? Talvez estas inteligências artificiais nos ajudem a combater os efeitos do envelhecimento, conseguindo que atinjamos a ansiada imortalidade. Talvez possamos tornar nossa consciência (nosso verdadeiro eu) em computadores, para viver em seu interior como uma espécie de software. Essa seria uma vida eterna e virtual em uma Matrix planejada por nós. Talvez se revelem contra nós e nos aniquilem como acontece no Exterminador.

Seja como for, a vida tal e qual conhecemos neste exato instante não será mais a mesma. Isto é a singularidade. Assustado? Pois Ray Kurzweil diz que este momento não é apenas inevitável senão iminente. Se seus cálculos estiverem corretos, restam apenas 35 anos para que um olho eletrônico assustado observe seu criador e tome consciência de sua existência cibernética.

Via | Time.


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Comentários

É possivel que a inteligência artificial exista a nível de raciocínio lógico-formal, mas pensar num computador que faça juízos de valor é inconcebível. Há uma limitação evidente no que toca à evolução das máquinas. Poderíamos até engendrar máquinas com capacidade de cálculos assombrosa, mas é só isso. Poderiamos até incluir comandos para que as máquinas julguem, sob uma tabela pré-programada, o que é mais ou menos bom, ou o que é mais ou menos ruim (nossa constituição axiológica). Entretanto, o que as maquinas não têm nem nunca terão é autonomia para elaborarem os seus próprios fundamentos morais baseados em uma ideia de cultural, porque esse é um atributo humano. Nunca poderíamos amalgamar essa aptidão em máquinas.

Com a tecnologia quântica batendo á nossa porta, nem eu, cético de carteirinha, duvido.

Interessante e totalmente óbvio...
Isso vai acontecer e nem sei se vai ser daqui a 35 anos...
Quanta coisa se previu que aconteceria em décadas e acabou acontecendo bem antes ?

("Um dia, daqui a uns 30 anos, as grandes empresas do mundo terão computadores para gerenciar seus trabalhos. E eles não terão mais que 1 andar de tamanho." - Presidente da IBM, na década de 50)

Espero (mesmo) que em 20 anos, as máquinas já estejam tomando conta de tudo, enquanto a gente ganha tempo livre para si mesmo, pra família e pro espírito...
:-)

Desligaveis, ta brincando né. voce acha mesmo que quando isso surgir, não tera nada dele ligado na internet?
Voce acha mesmo que é possivel desligar a internet?
A internet já é quase autonoma, não falta muito para ser consciente.
É como no exterminado do futuro, a Skynet não dá para ser desligada, não existe unico centro de processamento, ela é distribuida.

Penso que até seja possivel uma forma de consciência artificial, em breve. Mas a ideia realmente se tornara perigosa, no momento que tornarem tais seres artificiais autonomos, independentes do ponto de vista energético, coisa que sabemos nao ser viavel a curto prazo. Enquanto forem desligaveis e dependentes serian controlaveis.

Se esses 'seres' não compartilharem da moral que a sociedade dos humanos pregam e não seguem está ótimo!

espero que criem regras rígidas de sobrevivência, apenas isso!

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