A Lua tem cem vezes mais água do que se pensava

Um estudo de cientistas da Instituição Carnegie de Washington (EUA) determinou que o interior da Lua contém tanta água como o manto superior da Terra, o que supõe uma quantidade cem vezes superior à que se pensava até agora. A descoberta, publicada hoje na revista Science, chega depois de décadas de pesquisa que começaram com as missões Apollo da NASA nos anos 60 e 70 que trouxeram cristais vulcânicos com amostras de água e outros elementos voláteis.
Analisando estas amostras, pela primeira vez os pesquisadores conseguiram medir a água nas inclusões derretidas da Lua e assim averiguar que algumas partes do manto lunar têm tanta água como o manto superior terrestre.
O estudo revela que as pérolas se fundiram durante as erupções e se solidificaram antes de cair na superfície. Ao invés da maioria de depósitos vulcânicos, as inclusões derretidas estão recobertas de cristais que evitam que a água e outros materiais escapem durante a erupção. As expedições demonstraram que estes depósitos existem também em Marte, Vênus, Io (uma lua de Júpiter) e agora estão sendo analisados pela missão Messenger em Mercúrio.
James van Orman, coautor do trabalho, assinalou que "o interior da Lua parece ser bastante similar ao interior da Terra já que os dados analisados mostram que as concentrações de água e elementos voláteis como o flúor, cloro e enxofre no magma lunar, são quase idênticos às concentrações que se registram no magma solidificado no meio do oceano na Terra".
Esta descoberta reforça a teoria de que a Lua e a Terra têm uma origem comum que, segundo explicou van Orman, alguns cientistas baseiam se em que um grande impacto nas origens do planeta provocou a expulsão de matérias à órbita das quais se formou a Lua. No entanto, esta teoria tem também suas falhas.
Assim, há especialistas que asseguram que um impacto como o que se descreve nesta teoria deveria ter acabado com a água devido ao calor, motivo pelo qual não poderia acabar fazendo parte do satélite. Outra possibilidade a levar em conta seria considerar a atividade vulcânica como uma possível fonte do gelo que se encontram nas sombras das crateras nos polos lunares.
Via | UPI.
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