Os Neandertais tinham pernas curtas

LuisaoCS

Os Neandertais tinham pernas curtas

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA) demonstraram que os Neandertais tinham as pernas mais curtas que os humanos modernos para se mover de maneira mais eficiente pelos terrenos montanhosos nos quais viviam. A descoberta revela uma tendência a reduzir o comprimento das extremidades nas espécies que vivem em zonas de montanha, algo que afetaria também a outros mamíferos.

- "Até agora os estudos que analisavam a tamanho das extremidades e que incluíam aos neandertais apontavam a uma menor eficiência dos movimentos, porque precisavam dar mais passos para percorrer uma determinada distância", explica Ryan Higgings. "Mas só se fixavam na deslocação em terrenos planos".


No entanto, em terrenos escarpados o modo de caminhar dos Neandertais seria inclusive mais eficiente que o de seus 'primos pernas longas', os humanos modernos, segundo asseguram Higgings e seus colegas em uma publicação na revista American Journal of Physical Anthropology de joje.

Para chegar a estes resultados, os pesquisadores usaram um modelo matemático relacionando a proporção das pernas com o ângulo de ascensão das colinas que demonstra que não só é aplicável aos neandertais, que viveram entre 40.000 e 200.000 anos atrás na Europa e no oeste da Ásia.

- "Em nosso campo, se quer provar a adaptação a um meio, como que as montanhas que fazem com que as pernas encurtem, deve fixar em várias espécies na mesma situação", esclarece Higgings.

E foi isso que aconteceu com diferentes tipos de bovídeos, um grupo de mamíferos que inclui as gazelas, antílopes, cabras e ovelhas. Deste modo comprovaram que, enquanto as cabras e as ovelhas costumam ter os ossos das patas mais curtos, seus parentes de terrenos planos, como as gazelas e os antílopes, têm as extremidades mais longas. A isto se acrescenta que existe uma espécie de gazela de montanha que sim tem as patas curtas.

- Em suma, a topografia afeta à proporção das extremidades", concluem os autores do estudo.

Via | Blog da Smithsonian Mag.


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