Um orgasmo memorável pode apagar sua memória

LuisaoCS

Um orgasmo memorável pode apagar sua memória

Em 2012 registrou-se um caso na cidade de Washington (EUA) no qual uma mulher de 54 anos foi levada ao atendimento de emergências do Hospital da Universidade de Georgetown, aterrorizada, pois não recordava nada durante as últimas 24 horas. De acordo com ela, a súbita amnésia tinha ocorrido uma hora após ter um apaixonado encontro sexual com seu namorado. Depois de uma minuciosa análise, inclusive considerando a possibilidade da ingestão de um "boa noite Cinderela", os médicos diagnosticaram uma estranha manifestação de amnésia global transitória (TGA por suas siglas em inglês).


Eventualmente, e depois de que a paciente recobrasse a memória com a mesma espontaneidade com que tinha perdido, os médicos comprovaram que a causa deste episódio passageiro de amnésia foi detonado pelo orgasmo que a mulher atingiu uma hora antes de chegar ao pronto-socorro.

- "A amnésia global transitória é provocada por uma mudança nos circuitos de memória no cérebro, geralmente causados por estímulos físicos ou emocionais" afirmou, em alusão ao caso, o Dr. Carol Lippa, professor de neurologia da Drexel University Medical School, na Filadélfia.

O caso foi publicado no The Journal of Emergency Medicine, e provocou o interesse de especialistas ao redor do mundo. Por outro lado, a Dra. Laura Berman, especialista em sexologia e que tem colunas em meios como CNN e Huff Post, afirmou que casos como o registrado em Washington, não têm muito a ver com um detonante emocional, senão que puramente físico:

- "Não é uma questão sentimental, é mais uma questão física já que em uma relação sexual o cérebro recebe muito oxigênio e um orgasmo pode gerar uma grande pressão no sistema simpático e parassimpático", explicou em entrevista.

Os episódios de amnésia global transitória podem durar entre vinte minutos e vinte horas, e ocorrem com maior frequência em pessoas maiores de sessenta anos. Quanto ao orgasmo como detonante destes casos, aparentemente pode ser mais comum nas mulheres que nos homens, ainda que é pouco comum experimentar um, pois as probabilidades de que ocorra é de 4 em 100.000.

Via | RedOrbit.


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