Glaxo quer combater a malária com uma política "open source"

Aleluia! A GlaxoSmithKline, o gigante farmacêutico, decididiu publicar as fórmulas de 13.500 compostos químicos que poderiam inibir a malária, com a finalidade de que pessoas interessadas colaborem com os cientistas no desenvolvimento de uma droga que possa controlar esta doença. A malária é uma doença ocasionada por parasitas do gênero Plasmodium, que é transmitido através da picada do mosquito Anopheles. É um dos maiores problemas sanitários do planeta, afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos, dos quais 3 milhões morrem.
Ante os problemas para encontrar um remédio eficaz para combater esta doença, o pessoal da Glaxo optou por uma estratégia open-source. Inspirada na revolução gerada pelo Linux, a farmacêutica liberou sua fórmula para que outras pessoas ajudem no processo, e se chegue a uma solução mais rapidamente.
A indústria farmacêutica é muito zelosa com seus compostos, já que qualquer sucesso pode se traduzir em um volume amplo de vendas. No entanto, desta vez a corrida pela cura parece mais importante que o mero interesse econômico, já que todos sabemos que a malaria é uma infecção típica dos países pobres, o que minimiza o impacto em perdas.
A Glaxo deixou claro que não busca patentes por qualquer droga contra a malária que contenha um de seus compostos, e confia que os outros pesquisadores também doem sua propriedade intelectual no combate a doença. Mas ela deixa claro que se os compostos forem empregados para o desenvolvimento de tratamentos de outros doenças, então a companhia estudaria aplicar as questões de propriedade intelectual. Afrouxa a coleira, mas não solta a corrente.
Ainda que não seja a primeira vez que empresas relacionadas a saúde recorrem a este modelo (aí está o Projeto Genoma Humano), é algo inexplorado nas farmacêuticas. Se o experimento da Glaxo resultar em sucesso, talvez a indústria farmacêutica possa começar a propor-se uma nova rota colaborativa no desenvolvimento de medicamentos para certas doenças que acometem as camadas sociais que mais deles precisam. Seria um grande passo para a criação de um mundo melhor.
Via | WSJ.
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Comentários
Morei em Rondônia, em Cerejeiras desde 1980 e em Costa Marques nos famigerados anos 82... a malária consome as populações ribeirinhas como bem sabe o Admin que também conhece aquelas paragens, bem vinda qualquer ação em prol do desenvolvimento de algo que proteja estas minorias desfavorecidas.