Vamos para Marte, sem passagem de volta!

LuisaoCS

Vamos para Marte, sem passagem de volta!

O problema de uma eventual viagem a Marte não é chegar, senão voltar. Então, por que não mandar aos astronautas sem passagem de volta? Esta pergunta foi feita pelos físicos Paul Davies e Dirk Schulze-Makuch em um artigo sobre a necessidade de enviar seres humanos ao Planeta Vermelho. Efetivamente, o grande inconveniente de mandar uma missão tripulada não é tecnológico, senão econômico. A despesa maior se daria ao repatriar os astronautas, além da necessidade de anos de reabilitação pela atrofia muscular causada pela baixa gravidade.

- "Uma solução criativa a este dilema poderia ser o envio de missões humanas a Marte só de ida", assinalam os cientistas. Deste modo, os custos diminuiriam. Diferente do que aconteceu com as missões da NASA à Lua, agora a ideia não seria ir, fincar uma bandeirinha, tirar algumas fotos, coletar uma monte de pedriscos e voltar correndo para casa.


A ideia é estabelecer um programa a longo prazo para exploração. Davies aponta que devemos recuperar o mesmo espírito de exploração que há séculos impulsionou Colombo para o desconhecido. Deste modo, seriam enviados duas naves com dois tripulantes: os quatro primeiros homens a viver em Marte até o fim de seus dias. Seus descendentes, se for o caso já teriam a opção de voltar para... oops, ia dizer casa, mas claro, para eles Marte já seria seu lar. Os filhos desses primeiros colonos terrestres poderiam se chamar com toda propriedade marcianos.

Antes da chegada dos astronautas, enviariam missões não tripuladas para deixar ferramentas, veículos, provisões e insumos suficientes para sua sobrevivência. Assim mesmo, continuariam enviando fornecimentos a partir da Terra até que a colônia fosse autossustentável. Por esta razão, os cientistas descartam que seja uma missão suicida.

O objetivo é criar um acampamento base que, com o passar do tempo, receba mais e mais colonos. Efetivamente, a intenção é estabelecer em Marte um plano B para a Humanidade em caso de alguma ameaça para o planeta —o impacto de um asteroide, por exemplo-.

De acordo com os cientistas, a primeira tripulação a Marte deve estar consciente que jamais regressará a Terra. Por este motivo, seriam selecionados levando em conta quatro critérios principais:

  • Os primeiros colonos tenham superado sua idade reprodutiva, e que suas expectativa de vida estejam abaixo dos vinte anos.
  • Que sejam enviadas duas naves diferentes com dois astronautas em cada uma. Deste modo, se uma falhasse, a outra poderia auxiliar.
  • Que um dos quatro colonos seja, forçadamente, um físico experimentado.
  • Que o resto da tripulação tenha vastos conhecimentos em diferentes aspectos científicos e técnicos, bem como um compromisso forte com a exploração e a pesquisa.

Uma vez no Planeta Vermelho, os colonizadores teriam tarefas muito parecidas aos de épocas antigas. Deverão enriquecer o terreno até torná-lo apto para o cultivo, construir refúgios, coletar materiais, e criar sua própria biosfera autossustentável. Uma das vantagens que teriam estes cosmonautas é que estariam em constante comunicação com a Terra através do e-mail, rádio e videoconferência.

Ah sim, os custos: uma primeira estimativa quantifica o investimento necessário para enviar estes colonos (só ida) em dez bilhões de dólares. A primeira coisa que querem fazer é baixar o custo até que chegue "só" em 1 bilhão. A partir daí começamos a falar.

Via | TG Daily.


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Comentários

não vou nem fudendo!! imagine não p´poder ir na padaria comprar pão por exemplo, foda-se esse buraco chamado espaço

Pior, ainda tem os ventos solares e a ausência de um campo magnético em Marte. Mas tem gente pra tudo, não duvido que alguém já esteja se preparando há vários anos para tal viagem.

O solo de marte é rico em ferro, e acho que isos o torna meio infertilizavel... Além do que aquilo ser um deserto gelado... Nunca vi plantarem nada comestivel na areia

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