A bem elaborada armadilha da Dionéia

Luna

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Elas possuem uma poderosa bateria de armadilhas biológicas, articulada com uma engenhosidade digna de ficção científica. São criaturas anômalas que, aparentemente, contrariam uma norma ditada pela natureza. No território das plantas carnívoras, o império do verde contra-ataca, vegetais devorando bichos.


O vídeo abaixo mostra o impressionante mecanismo de captura da Dionéia, onde o disparo da armadilha envolve uma complexa interação entre elasticidade, turgidez e crescimento. Suas folhas se fecham como se fossem duas metades de uma concha, com gatilhos no interior, aprisionando o inseto.



A Dionéia consegue diferenciar insetos e detritos não comestíveis que possam cair em sua armadilha através dos pêlos sensitivos. Objetos inanimados como pedras e galhos quando caem nas folhas abertas da Dionéia não se movimentam, portanto, não dispararão seus pelos sensitivos. É tudo tão extraordinariamente bem elaborado, que acidentais pingos de chuva não ativam a armadilha.

A superfície interna dessas folhas/conchas (que formam a armadilha em si) contém um pigmento vermelho, a antocianina, e as suas bordas secretam néctar. Estas iscas atraem os insetos, presas da planta. Tudo ocorre com surpreendente rapidez. O fechamento é instantâneo com um movimento de dois décimos de segundo. Uma reação em cadeia ao longo dos tecidos da planta, acionada por um estímulo químico ou mecânico. É tocar os pêlos (tricomas) situados na parte interna da armadilha, e o mecanismo é ativado - é o fim para o pequeno inseto.

As bordas da armadilha possuem estruturas semelhantes a cílios bem grossos, que se unem quando a armadilha se fecha. Se a presa for incapaz de escapar, seus movimentos continuarão a estimular os pelos de disparo, o que fará com que a armadilha se feche com mais força, permitindo então que o processo de digestão comece.

O animal capturado é ingerido pelas glândulas digestivas da folha durante 5 a 15 dias, até ser reduzido a um exoesqueleto de quitina. A armadilha então se abre, pronta para ser reutilizada - embora raramente ela vá digerir mais de três insetos antes de ser inutilizada, ficando permanentemente aberta e ocupando-se apenas da fotossintese.

Via | Super.


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