Biodiversidade ameaçada

Luna

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Humanos invadiram quase todos os habitats do planeta, alterando sistemas inteiros. Suas atividades e as mudanças climáticas ameaçam lugares em todo o mundo. Lugares que podem desaparecer, levando consigo milhares de espécies de plantas e animais, o que seria uma perda devastadora para o planeta. Veja algumas das dezenas de zonas críticas de biodiversidade.


Madagáscar.


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Esta ilha na costa leste da África é a quarta maior do mundo. Possui uma biosfera exclusiva. É o lar de oito famílias de plantas endêmicas, quatro famílias de aves exclusivas e cinco famílias de primatas, incluindo 50 espécies de lêmures encontrados em nenhum outro lugar do planeta.

Graças à atividade humana, apenas 17 por cento da vegetação original de Madagáscar permanecem. Além disso, espécies invasoras têm devastado a flora e fauna locais.

Bornéu.


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A Biodiversidade da região é enorme: dezenas de novas espécies de plantas e animais foram descobertos na floresta de Bornéu. Aqui é o lar do quase extinto orangotango de Bornéu, do rinoceronte de Sumatra criticamente em perigo, e de cerca de 1.000 elefantes pigmeus. Infelizmente, a floresta em si está sob ameaça.

Bornéu perdeu milhões de hectares de floresta devido a extração ilegal de madeira, incêndios florestais e o desenvolvimento de plantações de óleo de palma. O comércio ilegal de animais selvagens protegidos é um negócio de bilhões na Indonésia.

Micronésia e Polinésia.


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Desde quando os humanos apareceram nesta ilha, milhares de espécies de aves foram extintas. Caça e agricultura ajudou a levar essas espécies à extinção, mas espécies invasoras, introduzidas pelos primeiros colonizadores europeus, desempenhou um papel importante. Um dos piores criminosos é o rato comum, que ataca aves e répteis.

Enquanto as espécies invasoras assolam as ilhas do interior, as mudanças climáticas ameaçam silenciosamente, com aumento no nível do mar submergindo grande parte das ilhas.

Arizona, Novo México e deserto de Chihuahua.


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No Arizona, Novo México e Chihuahua, no México, os picos das montanhas chegam a milhares de metros acima do chão do deserto. Bolsões de biodiversidade prosperam neste local.

Metade das espécies de aves da América fazem suas casas aqui, assim como onças e jaguatiricas. A invasão humana, as mudanças no solo das montanhas devido o aumento da temperatura e a seca, podem ser a sentença de morte para as espécies encontradas aqui.

Bacia do Mediterrâneo.


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As margens do Mediterrâneo são o lar de 22.500 espécies de plantas. Metade não são encontradas em outro lugar do mundo. Existem poucas regiões do mundo que sofreram tamanhas rupturas em sua história ambiental como a bacia do Mediterrâneo.

O maior problema é o turismo, o desenvolvimento de áreas costeiras destinadas a atrair turistas é uma ameaça a flora nativa. Desmatamento, incêndios e pastoreio tem destruído a vegetação em 95 por cento da bacia do Mediterrâneo.

A área também é o lar do lince ibérico e da foca-monge do Mediterrâneo, duas das espécies mais ameaçadas do planeta. Apenas cerca de 500 focas-monge, e somente 150 linces ibéricos, sobrevivem em estado selvagem.

Andes Tropicais.


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Chegamos ao lar de um sexto de toda a vida vegetal na Terra em apenas um por cento do território do planeta. Mais de 660 espécies de anfíbios vivem aqui, centenas deles foram listados como ameaçadas pela IUCN.

Os Andes são ricos em biodiversidade, mas desde quando foram descobertos petróleo e gás na região, o ecossistema está ameaçado. O desmatamento causado pela agricultura, principalmente as plantações de café, deixou vários pássaros nativos sem um habitat.

Antártica.


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A Antártica é riquíssima em vida marinha, incluindo pinguins, aves marinhas, focas e baleias. Mesmo as mais escuras profundezas, abriga um verdadeiro tesouro de vida. No mar de Weddell, encontraram mais de 700 novas espécies, incluindo aranhas do mar, esponjas carnívoras e polvos.

A biodiversidade da Antártica sofre ameça tanto das mudanças climáticas quanto da pesca excessiva ( O fim do krill, base da cadeia alimentar da Antártida, pode ameaçar todo o ecossistema). O derretimento do gelo da Antártica significa diminuição de habitat e de fontes de alimento para muitas espécies.

Ártico.


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O derretimento do gelo é uma má notícia para os grandes mamíferos do ártico. Os ursos polares podem ser extintos até 2100 se os mares do Ártico não ficarem congelado durante todo o verão. Se o nível do mar subir, poderá destruir quase a metade das áreas de nidificação de algumas aves migratórias.

Província florística da Califórnia.


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As encostas ocidentais da cadeia montanhosa de Sierra Nevada, no norte da Califórnia, abrigam as maiores espécies vegetais que já viveram na Terra. Elevando-se a uma altura de até 75 metros e exibindo circunferências de 30 metros, as árvores mais antigas entre as sequoias vermelhas gigante atingem dimensões colossais. Porém, elas correm perigo.

Os ecossistemas naturais da 'província florística da Califórnia' enfrentam sérias ameaças por parte das atividades e desenvolvimento humanos.

Ilhas do Caribe.


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Com a chegada dos primeiros europeus, em 1492, a pureza do Caribe vivenciou uma severa degradação. As florestas foram derrubadas para dar lugar às plantações de cana-de-açúcar que, ainda hoje, são a principal colheita da região.

Outro grande impacto foi a introdução de espécies vindas de fora, como ratos, gatos, cães e cabras, que constituem a maior ameaça à biodiversidade neste local crítico.

Mata Atlântica.


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Expansão industrial e natureza normalmente não convivem em harmonia. O mesmo vale para a Mata Atlântica, uma floresta tropical que se estende ao longo da costa do Brasil - ocupando também o interior do país até o leste do Paraguai e o nordeste da Argentina.

As florestas foram derrubadas. Plantações de açúcar e café ocuparam o espaço, e a criação de gado se expandiu. Mas ainda há esperança. Numerosas organizações conservacionistas juntaram suas forças para ajudar a recuperar essa floresta úmida sem igual.

Montanhas da Ásia Central.


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Extração de ricos recursos minerais, a caça e o desmatamento extensivos ameaçam o meio ambiente. Um dos animais mais conhecidos e extremamente ameaçados é o leopardo-da-neve.

Embora só uma pequena área das zonas críticas esteja atualmente sob alguma forma de proteção, existem iniciativas para conter novas perdas de habitat e conscientizar as pessoas. Se não fosse a inquietação política nessa região, o ecoturismo poderia ajudar a dar apoio à conservação.

Sudeste asiático.


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O sudeste asiático é uma das zonas críticas com a biodiversidade mais ameaçada. O golfinho da espécie Orcaella brevirostris, está tentando se recuperar do seu estado de quase extinção depois que a pesca com rede foi banida no seu habitat principal. O rápido crescimento populacional e o desenvolvimento econômico provocaram exploração intensiva dos recursos e conversão do uso da terra.

A extração descontrolada da madeira, os pântanos convertidos em fazendas de camarão e a pesca excessiva esgotaram a diversidade original de vastas áreas.

Nova Zelândia.


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A maior ameaça às espécies nativas desse arquipélago montanhoso durante os últimos séculos tem sido a das espécies estrangeiras invasoras. Os colonizadores europeus trouxeram consigo gatos, coelhos, furões e centenas de espécies de plantas invasoras. A degradação das florestas só fez acelerar o declínio das espécies nativas.

Porém, graças a uma rígida legislação de conservação ambiental que remonta a quase 150 anos, a Nova Zelândia fez avanços significativos na restauração dos habitats nativos. A erradicação da ratazana invasora da ilha Campbell permitiu que espécies nativas se recobrassem.

Via | Allianz e OurAmazingPlanet.


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