Cabelos para salvar os oceanos

Luna

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Em 1989 o mundo assistia a um dos maiores desastres ecológicos da nossa história - o acidente com o cargueiro Exxon Valdez. Quarenta milhões de litros de óleo crú foram derramados no mar do Alasca. Centenas de milhares de animais morreram nos meses seguintes.


O cabeleireiro Phill McCrory, vendo as chocantes imagens do desastre, surpreendeu-se em como o pelo dos animais absorvia o óleo rapidamente. Pensou se o cabelo humano teria a mesma propriedade absorvente. Resolveu então testar. E descobriu que a fibra capilar é extremamente eficiente para esse fim. Nasciam aí os tapetes feitos de cabelo para limpar vazamentos de óleo.

Depois de se juntar a uma organização não-governamental, a Mattter of Trust, o americano começou a divulgar o projeto, logo salões de beleza do mundo inteiro começaram a enviar restos de cabelo para a ONG. Em média, 3 mil quilos de cabelo por semana.

Parcerias com fábricas têxteis permitem que os cabelos sejam transformados nos tapetes absorventes. Cada metro quadrado do tapete sai por cerca de 4 dólares e o custo do programa é financiado por doações e pela venda dos tapetes para prefeituras, governos e empresas.

Quando houve um vazamento de 200 mil litros de combustível, na capital das Filipinas, Manila, em 2006, milhares de detentos de uma prisão cortaram os cabelos para ajudar na limpeza do mar.

Manutenção e limpeza de navios são responsáveis por jogar no oceano cerca de 500 milhões de litros de óleo. Todos os anos acontecem aproximadamente 2.600 derramamentos de óleo no mundo. Cabelos que parecem não servir para nada, jogados fora, graças a uma boa ideia e iniciativas, podem ter um novo e excepcional destino para o meio ambiente: salvar os oceanos.

Via | Planeta Sustentável.


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