E quem irá cuidar dos órfãos?

Luna

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Menina participa de um evento do Dia Mundial da AIDS na Cidade do Cabo, África do Sul / Reuters


No dia 1º de dezembro celebrou-se o Dia Mundial da Aids. Embora o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, tenha anunciado que os índices de HIV caíram em 22 países da África subsaariana, a doença continua devastando o sul da África. Calculam que em 2020, 16 milhões de africanos poderão morrer por HIV/AIDS. Em algumas regiões a educação disseminou a consciência a respeito dos exames de AIDS, os jovens estão adotando comportamentos sexualmente menos arriscados, seja usando preservativos, seja tendo menos parceiros ou nenhum. Mas falta prevenção nacional mais agressiva e políticas de tratamento.


Cerca de 68% de todos os adultos no mundo portadores de HIV/AIDS habitam a África subsaariana, onde 60% são mulheres. A expectativa de vida delas está despencando consideravelmente. Mulheres que deveriam estar em plena força física, trabalhando e/ou cuidando dos seus filhos, estão morrendo de AIDS. Em torno de 14 milhões de crianças na África subsaariana ficaram órfãs. Mesmo sem ter a doença, sofrem com as consequências da mesma e da pobreza. Então, as adolescentes não veem outra saída, quando os pais delas morrem, elas têm de ganhar dinheiro e cuidar dos irmãos caçulas.

Lembrando que a conferência da ONU sobre mudanças climáticas começou no dia 28 de novembro e termina no dia 09 de dezembro. A COP-17 está sendo realizada na cidade sul-africana de Durban. Os debates giram em torno da renovação do Protocolo de Kyoto e Fundo Verde para o Clima ( para energias mais "limpas" e ao combate das alterações climáticas/adaptação e mitigação).

O conjunto musical Sul-africano Freshlyground reescreveu a letra da música 'Doo Be Doo' para a COP 17, num pedido para que os líderes mundiais considerem a voz da juventude cuja geração será a mais afetada pelas decisões tomadas nas negociações sobre mudança do clima. Gerações vulneráveis como as da África do Sul, que além de sofrerem com a alta carga das doenças, um sistemas de saúde em colapso, desigualdade entre os gêneros, escassez de alimentos e infra-estrutura de habitação inadequadas, já sentem efeitos das mudanças climáticas


Via | Allianz e COP17.


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A coisa mais linda é ver o sorriso estampado no rosto dos jovens e das crianças.

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