A ausência de um gene desacelera o envelhecimento do cérebro

LuisaoCS

O envelhecimento do cérebro desacelera ante a ausência do DNA polimerase μ, conhecido como gene Polμ, segundo publicou esta semana a revista PLoS ONE. Os resultados sugerem que a capacidade de aprender e recordar em idades avançadas em ratos está relacionada com a atividade deste gene e do reparo celular.

De acordo com a pesquisa, os ratos carentes do gene Polμ apresentam um aumento de vida média e melhores condições fisiológicas e metabólicas que os ratos do grupo de controle. Ademais, os ratos deficientes em Polμ mostram uma maior capacidade de aprendizagem associativa em idades avançadas, bem como uma maior potencialização dos circuitos neuronais corticais, um mecanismo ao qual atribuem o substrato nervoso da capacidade de aprender e recordar.

Mas a que se deve isso? Os estudos eletrofisiológicos apoiados em análises bioquímicas e moleculares realizadas durante a pesquisa indicam que os animais deficientes neste gene apresentam um nível significativamente reduzido de dita atividade reparadora (que é propensa à introdução de erros) e de danos do tipo oxidativo do DNA. Ademais, sua atividade mitocondrial é mais eficiente.

Pesquisadores que participaram do trabalho explicam que o envelhecimento do organismo está determinado por mudanças fisiológicos deletérias, universais, progressivas e fundamentalmente irreversíveis, que estão associados a um dano cumulativo em todo tipo de moléculas, células, tecidos e órgãos. Este aumento paulatino em nível de dano incrementa a probabilidade de desenvolver patologias.



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