Quem se beneficia com a morte de Aaron Swartz? As hipóteses sobre seu possível assassinato

LuisaoCS

Quem se beneficia com a morte de Aaron Swartz? As hipóteses sobre seu possível assassinato

Neste fim de semana, esta espécie de mundo paralelo que é a Internet se comoveu pela morte de Aaron Swartz, um jovem americano de 26 anos, que era considerado um dos personagens mais visionários e geniais das últimas décadas e, por suposto, uma promessa de inovação para os anos próximos. Entre outros destaques, Aaron é reconhecido por ter participado no desenvolvimento da tecnologia RSS, dos sites Reddit e Open Library e do conceito Creative Commons, entre outros vários projetos. O jovem era um entusiasta ativista da liberdade no interior da Internet que leis como SOPA e PIPA tentaram limitar.

No sábado passado, no entanto, Aaron foi encontrado morto em seu apartamento em Crown Heights, Brooklyn, segundo a polícia local como resultado de um suicídio.


Não demorou, no entanto, para que esta hipótese fosse amplamente questionada tanto por familiares, como por amigos e simpatizantes do jovem, pela importância que tinha Aaron dentro do mundo da Internet mas, sobretudo, por seu potencial na oposição aos grandes poderes, tanto públicos como privados, que todos os dias buscam maneiras para reduzir a margem de liberdade que até agora temos na rede.

Primeiramente, há quem assinale que por suas opiniões, mas sobretudo por suas ações, Aaron era um objetivo claro do sistema, uma pessoa perigosa para a estabilidade do status quo -favorável por definição a uma minoria privilegiada e poderosa-.

Neste vídeo, por exemplo, Aaron abunda sobre o potencial de liberdade que se encontra nas estruturas da Internet, como é mais ou menos simples que uma pessoa com um computador pode se transformar em um agente autônomo de geração e distribuição de conteúdo, uma das expressões mais completas em muito tempo do conceito de liberdade de expressão:

Neste sentido cabe perguntar-se se há algum beneficiado com a morte de Aaron, se alguma empresa, corporação, líder ou organização política recolhe algum tipo de proveito de que o jovem programador já não possa fazer mais nada neste mundo.

Falam, por exemplo, das grandes companhias de entretenimento, em especial das que estão agrupadas em torno da MPAA (Associação Estadunidense de Filmes, por suas siglas em inglês) e de seu atual CEO e ex senador Christopher Dodd, ambos com antecedentes de práticas quase mafiosas de intimidação e ameaças a seus inimigos.

Em outro aspecto, vários analistas dos Estados Unidos notaram um incremento nas mortes de pessoas que questionam tanto o governo como o establishment e que, ademais, por seu trabalho ou sua capacidade intelectual, têm um poder de convocação nada desdenhável e poderiam suscitar realmente uma mudança positiva e de amplo alcance.

Faz um tempo, por exemplo, um colega de Aaron, Ilya Zhitomirskiy, co-fundador de Diaspora, uma rede social de tecnologia descentralizada e gratuita que foi apresentada como o "assassino de Facebook", supostamente também se suicidou, apesar de sua juventude e seu futuro também brilhante.

John Noveske, conhecido fabricante de rifles, morreu em um acidente automobilístico há poucos dias após ter postado uma análise detalhada sobre o fato de que todos os participantes recentes de tiroteios em escolas andaram tomando medicamentos psiquiátricos.

Alex Jones, um dos blogueiros mais populares da gringolândia, também apresentador de rádio e crítico frequente da política americana, quase foi baleado por capangas que o acossaram em Nova Iorque em um dia que foi convidado a falar para a CNN.

Por último caberia passar pelos antecedentes psicológicos de Aaron, para verificar se realmente o processo milionário que enfrentava (com possibilidade de cárcere) por ter baixado mais de 4 milhões de artigos acadêmicos da JSTOR, desde a rede do MIT, era motivo suficiente para que tirasse a própria vida, se seu estado emocional recente para tendia para condutas como esta.

Como dado adicional reproduzimos a advertência que Mike Adams faz no site Natural News, dedicada a ativistas de todo tipo que, em muitos casos, são pessoas que nem sempre têm esse grau de desconfiança que beneficia a segurança pessoal. Como aconselha Adam num tom justificadamente conspiranoico, aprender técnicas de autodefesa, olhar e se mover pelos meios cotidianos com maior perspectiva tática, deixar de usar cartões de crédito ou telefones celulares (pela localização imediata de uma pessoa que estes possibilitam), poderia sem dúvida significar a diferença entre viver ou ser suicidado.

Via | Natural News.


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Comentários

Somos marionetes não podemos pensar, questionar, obter conhecimento e nem viver livremente. Mas esse garoto quebrou os termos de sobrevivencia humana que eles tem sob nós alienados e este rapaz foi morto por eles "senhores do mundo" porque chegou longe de mais coisa que eles não queriam.

Considerando a sequência de "suicídios" de pessoas com perfil tão notável, é de se pensar que, mesmo tendo sido declarada a sua morte como suicídio, a dúvida pode e deve perdurar, enquanto não houver meios para uma elucidação digna. A Internet é mesmo o novo front de batalha contra o autoritarismo neste começo de século. Já não se pode mais confiar nos outros meios de comunicação, nem nos outros métodos de propagação da informação. O mais complicado é que, antes de atacar os mecanismos de controle da opinião pública, será necessário garantir o espaço já disponível para a liberdade de pensamento e o único meio para tal empreitada. Vai ser uma briga e tanto.

Se for isso mesmo, implica que o perigo de mudança é severo o suficiente para alguem resolver tomar esse tipo de contramedida.
De qualquer forma, eles podem impedir temporariamente o avanço. Mas a rede interpreta controle ou censura como defeito, e se proteje. É impossivel a RIA, ou MPAA fazer algo, por isso partem para o ataque pessoal. Esse tipo de ação é só o grito final dessas entidades, os recursos dela não são infinitos e uma hora acabam, é questão de tempo, já estão condenadas.
Por outro lado, acredito que possa ter sido suicidio mesmo. A pressão para esse tipo de empreitada que ele fazia, é imenso. E o risco de fracasso é altissimo, pode ter sido apagado por conta de algum investidor, vai saber, ele estava devendo.

É lamentável que um grande sujeito como Aaron tenha morrido de um jeito tão... Estranho. Nosso planeta é muito mal frequentado, tornando extremamente comum raciocinarmos que o caso dele não foi um mero suicídio, visto ser um dos poucos bons frequentadores daqui.

Casos assim sempre me fazem lembrar de meu primo, menino brilhante e polêmico que "se suicidou" aos 21 anos numa casa de força de uma empresa de abastecimento de água no Pará. Sendo que naquele dia não era pra ele ter ido trabalhar. Ele recebera uma ligação do colega daquele turno, pedindo substituição para compensar noutro dia.

Dois dias depois da morte, o Governo do Estado do Pará resolveu queimar um raio de 30m ao redor do crime (era uma região no meio da mata), impossibilitando qualquer investigação mais detalhada, sobre a alegação de que haviam "obras previstas na localidade" e que "os investigadores já haviam recolhido provas suficientes".

Isso também me faz lembrar de Lavoisier. Enfim...

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