Google nega solicitação do governo argentino de retirar polêmico videoclipe erótico de Cristina Kirchner

LuisaoCS

Google nega solicitação do governo argentino de retirar polêmico videoclipe erótico de Cristina Kirchner

É algo usual e freqüente que diversos tribunais e organismos de governos de todo mundo solicitem ao Google que retirem material do YouTube, Blogger, buscador, ou qualquer outro serviço da companhia por diversos motivos e que não fazem parte necessariamente do slogan "governos malvados censurando seus cidadãos", porque às vezes são incitações ao ódio ou a violência, difamações, descumprimento com a lei eleitoral, etcétera.

Como parte da política de transparência da empresa de Mountain View, eles realizam relatórios públicos onde divulgam, com certas limitações, o número de solicitações que cada governo envia em períodos de seis meses.

Enquanto o relatório de meados do ano passado revelou que o governo que liderou as solicitações para retirar material de Google foi os Estados Unidos com 3.800 itens via ordens judiciais (Brasil em terceiro com 2.220 itens), neste ano o país que realizou mais solicitações foi a Turquia com 8.751 solicitações (Brasil em terceiro com 1.654 itens), onde Google aceitou retirar 62% destas.


No entanto, há algo que Google destacou de uma forma bastante burlesca sobre uma solicitação realizada pelo governo argentino:

"Solicitaram que eliminássemos um vídeo do YouTube que supostamente difama a presidente Cristina Kirchner, já que a descreve em uma posição comprometedora. Conforme as normas da comunidade do YouTube, restringimos o acesso ao vídeo sobre a base da idade dos usuários".

O vídeo em questão é o polêmico videoclipe de uma banda de Miami chamada "The Rockadictos", quem lançou um clipe musical de sua canção "Un mensaje más" em setembro de 2012, onde mostra em uma animação meio fora de tom da presidente desse país.

O líder da banda admitiu em uma entrevista que tem medo que a referida canção seja utilizada com fins políticos, pois sua ideia sempre foi bem outra:

- "Queria mostrar como a pessoa que tem o poder se excita com o poder. O final fala de excitar-se com o olhar dos demais, saber que está fazendo algo bom ou mau, e que está sendo visto pelos demais. Isso é excitante para quem tem o poder, em qualquer país e seja o partido que for".

Via | Ars Technica.


 

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