Mais do que recuperar a fé na humanidade, devemos definhar nossos medos, iras e preconceitos

LuisaoCS

Compreensivelmente, com freqüência a percepção geral é que ocorrem mais coisas más do que boas ao nosso redor e inclusive no mundo. É bem mais fácil ver e recordar fatos negativos do que os positivos. Por muito que uma pessoa possa crer na bondade humana ou em nossa capacidade de "civilidade", basta apenas que te assaltem uma vez, que alguém te dê uma fechada no trânsito ou que alguém se aproveite de sua boa vontade para ver diminuída -ou perder completamente- a chamada "fé na humanidade".

Se isso já ocorreu com você, deverá ficar aliviado em saber que é algo natural: nosso cérebro instintivamente tende a preocupar-se mais com as coisas negativas. Evolutivamente falando, é o que permitiu a nossos primitivos antepassados sobreviver em um meio hostil e com poucas comodidades.


Os eventos negativos não só são mais fáceis de recordar, senão que têm um "peso" maior do que os positivos: estima-se que sejam necessários no mínimo entre três e cinco eventos, emoções ou situações positivas para equilibar apenas uma negativa. Em vista disso, recordar ou ter presente as coisas boas que nos aconteceram, tende a ser um exercício consciente em vez de uma operação automática, mas o efeito que pode ter sobre nós é poderoso, capaz de emocionar até os ossos e nos inspirar. As boas ações, atos de generosidade e gestos de bondade abundam em todo lugar, basta saber para onde olhar.

Em minha opinião, o real desafio não está em ser o mais generoso ou valorizar mais as coisas boas, senão em definhar todas as coisas negativas que possam acontecer. Como disse Mahatma Ghandi, "Não devemos perder a fé na humanidade que é como o oceano: não se suja porque algumas de suas gotas estejam sujas".

Pessoalmente, conheci um caso próximo de dois tios que passaram anos sem se falar depois de uma briga por dinheiro (quase se mataram de tanta porrada). Eventualmente, o mais velho foi diagnosticado com um problema renal severo, com a necessidade de precisar de um transplante de rim. O mais jovem rompeu os anos de silêncio oferecendo um dos seus.


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Comentários

Chorei vendo aqui no trabalho o primeiro vídeo.

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