A ciência comprova algo que todos sabíamos: a música comercial está cada vez pior

LuisaoCS

A ciência comprova algo que todos sabíamos: a música comercial está cada vez pior

Gosto não se discute, independe de gêneros e, obviamente, a melhor música é a que a gente mais gosta. No entanto, à hora de tratar de estabelecer certos critérios objetivos para avaliar a qualidade ou riqueza de um gênero ou determinado artista, é possível extrair conclusões fidedignas.

Com base nisso, recentemente realizaram um estudo coordenado por Joan Serr do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial de Barcelona, com o objetivo de analisar a "evolução" da música pop ao longo do último meio século.

Para navegar analiticamente pelas entranhas deste gênero musical, os pesquisadores definiram três aspectos assim definidos por eles: Timbre (cor e textura do som ou a qualidade tímbrica); Pitch (conteúdo harmônico, acordes, melodia e arranjos) e Volume.


Depois de estudar a música atual, em particular do gênero pop, Serr e sua equipe notaram que a variedade de tímbrica diminuiu significativamente desde 1955. Isto significa que as canções são cada vez mais homogêneas. Também concluíram que o pitch decresceu, isto é cada vez são incluídas menos notas e as melodias são mais pobres, ante o qual John Matson da SciAm, publicação que reportou a pesquisa, adverte:

- "Os músicos atuais são muito menos arriscados no momento de mover-se de um acorde ou nota a outra, e em lugar disso preferem seguir os caminhos definidos por seus antecessores e contemporâneos." Ou seja, a música atual vai explorar o Canon em Ré Pachelbel ad nauseam.

Finalmente descobriram que, no caso do volume, a média na música atual é cada vez maior, o que também serve para maquiar a carência de riqueza musical. De acordo com o estudo, a música comercial aumenta em 1 decibel a cada 8 anos.

Enfim, tudo parece indicar que o pop e -ainda que em menor medida, também- a música comercial realmente seguem uma tendência de barateamento estrutural a favor de deformidades como a homogeneização, a previsibilidade e a nula inovação.

Via | SciAm.


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