Depois de 9 anos, cientistas descobrem por fim como o açúcar influi no desenvolvimento do câncer

LuisaoCS

Depois de 9 anos, cientistas descobrem por fim como o açúcar influi no desenvolvimento do câncer

Sabemos já faz décadas que as células cancerígenas metabolizam o açúcar de maneira diferente às células saudáveis. A questão é que ainda era desconhecido o mecanismo exato que desencadeia esta ocorrência. Uma equipe de pesquisadores belgas passou então nove anos debruçada em desentranhar seus mistérios e por fim conseguiu descobrir o que há por trás do Efeito Warburg, descoberto pelo fisiologista alemão e ganhador de um prêmio Nobel Otto Heinrich Warburg.

O caso é que entender este efeito se tornou uma tarefa crucial na pesquisa contra o câncer, já que as células doentes têm uma taxa de consumo de glicose 200 vezes superior à das células saudáveis. A diferença é tão brutal que naquela época Otto Warburg pensou que o açúcar era a causa fundamental do câncer.


Hoje sabemos que não é bem assim, e que não é possível curar o câncer simplesmente deixando de ingerir açúcar, mas o estudo de hoje demonstra que este adoçante estimula sim muito rapidamente o desenvolvimento de células cancerosas.

O problema é que as células normais também precisam consumir glicose para subsistir, e não há uma maneira de privar algumas do alimento, sem tirar também às outras. Por isso era tão importante descobrir como funcionava exatamente o mecanismo metabólico que caracteriza às células cancerosas.

O que a equipe da Universidade de Lovaina acaba de descobrir é que as células de fermento modificadas -que conservam o mesmo mecanismo metabólico para degradar a glucose- convertem-na em uma substância intermediária chamada frutose-1 6-biofosfato.

O avanço não é definitivo, no entanto abre a porta a novas linhas de pesquisa que podem encontrar uma maneira de bloquear o fluxo de glicose que chega às células cancerosas. Se isso for feito poderíamos estar ante uma nova terapia que mataria os tumores de fome sem os efeitos colaterais de outras terapias convencionais.

Via | SciAl.


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