Especialistas procuram no Congo um assassino silencioso que deixou a ciência em xeque

LuisaoCS

Especialistas procuram no Congo um assassino silencioso que deixou a ciência em xeque

Um grupo de cientistas foi até Manfouete, uma pequena vila no meio da selva do nordeste do Congo, para estudar uma doença pouco comum que está causando estragos entre a população: a varíola do macaco.

Os especialistas do Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos EUA navegaram durante seis horas por um estreito rio, até chegar ao local, que tem 1.600 habitantes e que carece de eletricidade e água corrente. Ali, a comunidade vive açoitada por várias doenças, como o Ébola e a lepra. Também pela varíola do macaco, que mata um da cada 10 contagiados, ainda que a mortalidade disparou durante o ano passado, o que provocou a intervenção de especialistas estrangeiros.

Esta doença contagia através do contato com animais, especialmente roedores, ainda que depois pode ser transmitida entre pessoas. Seus sintomas são febre e uma erupção dolorosa, descrita como se fossem "queimaduras de cigarro".


Para enfrentar este flagelo, os cientistas utilizaram armadilhas para caçar ratos, esquilos e outros animais. Sua intenção era estabelecer quais animais são portadores do vírus e quais eram seus hábitos. Por isso, os que foram capturados, extraíram uma amostra de sangue, registraram sua idade aproximada, seu sexo, suas medidas e seu estado de saúde. Ademais, os que portavam a varíola do macaco, receberam um GPS para chegar até sua toca.

Em 10 dias, os especialistas conseguiram tirar amostras de 105 animais de diferentes espécies, inclusive, com um achado especial: um rato gigante que apresentava lesões compatíveis com a doença.

Todos os registros finalmente foram levados até um laboratório em Atlanta, nos EUA, com a intenção de replicar o vírus e assim obter uma amostra mais completa da cepa. Isto poderia representar um importante avanço para combater a mortal varíola do macaco, ainda que o processo possa demorar meses.

Via | WP.


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