Existe alguma prova da percepção extrassensorial?

LuisaoCS

Existe alguma prova da percepção extrassensorial?

Desde o início da civilização, as pessoas tendem a achar que alguns nascem com certos "dons" provenientes de espíritos, deuses, anjos ou demônios. No entanto, as reclamações dos poderes psíquicos são totalmente recentes, já que em séculos passados não tinha quem os reclamasse, pois todo mundo cria no sobrenatural.

Foi no final do século XVIII e princípios do XIX, quando a ciência moderna começou a se estruturar e a pesquisar tudo o relacionado com o desconhecido. Ao longo de todo este tempo, colocaram a prova os supostos poderes paranormais dos psíquicos.

Provavelmente um dos projetos mais ambiciosos neste tema, foi o projeto secreto do governo dos EUA durante a guerra fria: o projeto Stargate, uma organização de paranormais cujo propósito era encontrar, mediante percepção extrassensorial, testes nucleares, centros de reféns na URSS e espiãos soviéticos em território norte-americano.


Ainda que as lendas urbanas asseguram que aconteceram certos resultados impactantes, a verdade é que as estatísticas demonstraram que para cada acerto do projeto Stargate, haviam outros 9 casos em que falharam estrepitosamente.

Mais recentemente, uma pseudociência nova chamada ciência noética encarrega-se de manter viva as reclamações dos psíquicos, junto com associações de parapsicólogos como a Associação para a Pesquisa e Ilustração, fundada pelo paranormal Edgar Cayce.

Os Institutos de Ciências Noética e a Associação para a Pesquisa e a Ilustração, a cada ano asseguram ter nova evidência experimental com resultados que ultrapassam a adivinhação por casualidade. Curiosamente, quando ditos experimentos são reproduzidos em instituições científicas sérias, ou os resultados são revisados com cuidado por parte de sociedades céticas, tudo o que encontram são ou pesquisas tendenciosas ou baseadas quase em sua totalidade em evidência falsa.

O caso é que não existe nenhum prova de percepção extrassensorial. Provavelmente não há razão de maior importância como o fato de que, após mais de 300 anos de pesquisa científica séria, ninguém foi capaz de demonstrar jamais, de maneira pública e verificável, a existência de habilidades paranormais ou como alguns os chamam, capacidades de percepção extrassensorial.

Os cientistas ficariam mais do que encantados de descobrir alguns destes "poderes". No entanto testes após testes realizados com paranormais após paranormais não chegou a nenhum, nem unzinho, resultado que possa ultrapassar a mera casualidade. Muitos outros que asseguraram ter prova da telepatia ou algum outro fenômeno parapsicológico, resultaram ser estudos tendenciosos ou fraudulentos. Experimentos simples como os de duplo cego indicam resultados decepcionantes, pois não mostraram nada além do fora do medíocre.

Tipos de paranormais

Tal e qual assegura o pesquisador Joe Nickell, no mundo real podem ser classificados ao menos 3 tipos de psíquicos:

  1. No primeiro grupo estão aqueles que sabem que não são paranormais, sabem muito bem e ainda assim se aproveitam dos anseios das pessoas incautas. São mais conhecidos como charlatões.
  2. No segundo estão aqueles que igualmente não são psíquicos, mas crêem sê-lo. Estes são conhecidos como cabeças-de-vento e em geral são pessoas propensas às fantasias.
  3. Por ultimo, no último grupo temos as pessoas que não são paranormais e que são uma combinação dos dois anteriores. Não tem tanta certeza se tem algum tipo de poder, mas preferem explorar a aflição alheia do mesmo jeito.

Destes três tipos de paranormais conhecemos abundante evidência, mas vamos emular uma pessoa de mente mais aberta e acrescentar um quarto tipo nesta classificação, porque afinal, após tudo, não somos capazes de demonstrar de maneira absoluta a inexistência de poderes paranormais: o quarto tipo seria o paranormal que crê ser psíquico e que em verdade possui algum poder paranormal. Deste último tipo, desgraçadamente ninguém tem a mínima ideia de sua existência.

O segundo tipo é uma espécie de Storm da poesia de Tim Minchin:


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