Arquivo do mês de October 2011
Que é egosurfing?

Em 1995, a revista Wired definia pela primeira vez egosurfing (algo assim como ego-navegação) como a busca na Internet, em bases de dados, em mídia escrita e em outros documentos por nosso próprio nome. O termo foi acunhado por Sean Carton, especializado em meios interativos. Também é conhecido como "vanity searching".
A maneira mais simples de realizar egosurfing é googlear-nos, isto é, buscar nosso nome e apelidos no buscador do Google. Inclusive há quem crie alertas no Google e Yahoo para receber um aviso quando aparecem novos conteúdos relacionados com seu nome. O termo foi acrescentado ao Dicionário de Inglês Oxford no começo deste ano.
Segundo uma pesquisa de 2007, realizada pela Pew Internet, ao menos 47% dos adultos que usam Internet já praticaram alguma vez o egosurfing.
Nasa – Posto de combustível no espaço

É a solução que os engenheiros e técnicos em logística da Agência Espacial Norte Americana (NASA) estão propondo para projetos futuros. Um congresso agendado para 2012 em Washington – DC vai abrir o debate sobre a questão.
O problema
Os tanques de combustível que vão acoplados as naves utilizadas limitam e muito o tamanho da nave principal e aumentam os riscos de acidentes.
A solução proposta
Criarem estações de reabastecimento em órbita ou até mesmo em asteróides que iriam completar o tanque das espaçonaves viabilizando a viagem até a Lua ou até mesmo Marte. Estes seriam lançados em primeiro lugar, montando as estações de reabastecimento, em seguida seriam levados o combustível e suprimentos extras, para eventualidades. Com o projeto inicial, seriam necessárias 4 viagens para a montagem. Para o abastecimento de combustível, mais 17 novas viagens.
Tchau John McCarthy, pai do Lisp e da inteligência artificial

John McCarthy, mais conhecido por ser o criador da linguagem de programação LISP e do termo Inteligência Artificial, faleceu ontem na Califórnia, aos 84 anos. Este veterano pioneiro da informática moderna trabalhou durante décadas em Stanford, n M.I.T., Darmouth e Princeton, entre outros locais. Entre os reconhecimentos que recebeu se incluem um Prêmio Turing em 1971 (o equivalente ao prêmio Nobel de informática) e a Medalha Nacional de Ciências em 1991.
Seu legado deixa além de muitos sonhos e realidades depois do termo Inteligência Artificial um montão de criações práticas como a linguagem de programação LISP (originalmente, LISt Processing) orientada precisamente a esse tipo de desenvolvimentos. O LISP foi muito usado para criar scripts que rodam dentro do Autocad (eu utilizo até hoje) e também era um das linguagens favoritas dos primeiros hackers, com o qual tentavam fazer as primitivas máquinas da IBM jogar xadrez no final da década de 50. Talvez por isso dominar o LISP tenha tanta consideração na hierarquia dos programadores.
O manual do primeiro BASIC da história

Zapeando por Bitsavers encontrei com o manual [PDF 2,1 MB] do Dartmouth BASIC, o primeiro BASIC da história, criado em 1964 por John Kemeny e Thomas Kurtz para rodar no Dartmouth Time Sharing System. E ali, ao final da página 3, aparece o primeiro programa exemplo, com o injuriado GO TO na linha 60 fazendo um LOOP para a 30.
Vilipendiado por muitos, o BASIC foi a linguagem com a qual muitos começamos com esta coisa de programação.
Phromnia Rosea, o inseto que "pensa que é uma flor".

Geralmente confundimos camuflagem com mimetismo. Mas são processos bem diferentes. Os animais que se camuflam querem ficar indistintos. Aproveitam para tirar vantagens na semelhança da sua cor ou formato do corpo com as características do meio ambiente. Fazem isso para proteção contra os inimigos predadores ou para atacar uma presa. Alguns ficam bem despercebidos em meio a folhas, só esperando o almoço passar. Já no mimetismo, os bichos são mestres na arte do disfarce. O predador identifica o mímico, mas como não sabe exatamente o que ele é, desiste ou não se interessa em atacá-lo. Os mímicos são exímios no que fazem, pois possuem incríveis adaptações que lhes conferem características para esta tática. Além da proteção, o mimetismo também serve como estratégia ofensiva e reprodutiva.
A deificação de Steve Jobs, o maior triunfo do marketing da Apple?

Não é a primeira vez que falamos sobre o campo de distorção da Apple e, agora, do exagerado lamento em massa ante a morte de Steve Jobs. Hoje o diário britânico The Guardian e o New York Times votam ao assunto e expandem esta interessante discussão, cuja profundidade é o culto ao materialismo e a exaltação do consumo, para além de que a perda de uma mente como a de Jobs seja uma tragédia para a humanidade ou não.
No The Guardian, Tanya Gold escreve um irônico artigo sobre como Jobs é agora a Princesa Diana dos Estados Unidos. Gold assinala que esta é a primeira vez que vemos as massas se comoverem pela morte de um CEO, um homem fundamentalmente dedicado a fazer dinheiro, e diz mordazmente que Steve Jobs é um bem sucedido aplicativo pós mórtem.
As pessoas com dores articulares podem predizer uma tormenta?

Quem é que nunca ouviu um tiozinho ou o avô ou ainda um familiar reclamando: - "Vai chover canivete, meu joelho está doendo demais". Pois
o que passava por crendice, apesar de muitas vezes a previsão se cumprir, parece corresponder a realidade. Javad Parvizi, do Hospital Universitário Thomas Jefferson da Filadélfia (EUA), demonstrou que as pessoas com dores articulares podem experimentar flutuações no nível de dor quando acontecem pequenas mudanças na pressão barométrica, permitindo-lhes permite identificar quando se aproxima uma tormenta.
- "Este fenômeno não está na cabeça do paciente; para ciência que o respalda", assegura Parvizi.
A dor articular associada a fenômenos meteorológicos aparece sobretudo em pacientes com artrite reumatoide e osteoartrite e é comum nas cadeiras, nos joelhos, nos ombros, nos cotovelos e nas mãos. As articulações contêm nervos sensoriais chamados baro-receptores que respondem a mudanças na pressão atmosférica. Sobretudo reagem quando a pressão atmosférica diminui, o que geralmente acontece com a atmosfera muda de seca a úmida, quando está a ponto de chover.
Via | Science Daily.