Arquivo do mês de July 2014

«Prev || 1 | 2 | 3 |...| 6 | 7 | 8 |...| 10 | 11 | 12 || Next»

O ser humano usa apenas 10% do cérebro - Mitos da Ciência

LuisaoCS

O ser humano usa apenas 10% do cérebro - Mitos da Ciência

A história de que o ser humano utiliza apenas 10% do seu cérebro é um dos mitos mais estendidos e persistentes em todo o mundo. Para começar que o cérebro consome 20% da glicose e do oxigênio do corpo. De forma que não teria muito sentido que a evolução tivesse permitido que um sistema com altíssima demanda energética fosse desperdiçado.

Quem deu toda essa popularidade à mentira foi Uri Geller, um sujeito que entortava garfos e facas em programas de TV, fazendo referência ao enorme poder mental que qualquer pessoa poderia desenvolver. A idéia é bem bacana, pois, imaginando que isso fosse mesmo verdade, sobrariam mais 90% do cérebro para utilizar e aprender os mais variados assuntos, de maneira que poderíamos nos tornar seres superinteligentes.

Só que não! A divulgada história, cantada inclusive por Raulzito, de que usamos apenas 10% do cérebro é apenas um mito. Não há qualquer razão científica para supormos que apenas 10% do nosso cérebro, ou 10% dos nossos neurônios, ou 10% da nossa capacidade cerebral seja utilizada.

Ademais, se essa asseveração encontrasse procedência, seria uma pista de que a maior parte do cérebro humano é desnecessária. Imagine só alguém sendo baleado na cabeça e, em vez de nunca mais recuperar-se, ouviríamos médicos especialistas dizendo: "Ainda bem que a bala só causou danos aos 80% do cérebro que ele não usava, ufa!".

Em verdade, todas as evidências mostradas nas imagens por ressonância magnética sugerem o contrário: utilizamos nosso cérebro por inteiro. Especialistas estão de acordo que nós já usamos o nosso cérebro, para muitas e distintas funções, em sua totalidade, ainda que nem todo ele ao mesmo tempo.


Pessoas gentis são mais obedientes, ainda que seja para prejudicar os outros

LuisaoCS

Pessoas gentis obedecem mais as ordens, ainda que seja para prejudicar os outros

O psicólogo social Stanley Milgram perguntava-se em 1961 a respeito de por que uma pessoa está disposta a obedecer a uma figura de autoridade. Em seu famoso experimento, provou quão longe os voluntários eram capazes de chegar ao eletrocutar um estranho -um ator fingindo retorcer-se de dor- simplesmente por estar seguindo as ordens de um cientista. Alguns inclusive, assinala Milgram, seguiram os decretos da autoridade ao ponto de matar a pessoa.

Agora, um novo experimento publicado no Journal of Personality retomou a ideia de Milgram e a levou ao seguinte nível, tentando decifrar que tipo de pessoas são as que tendem a obedecer mais facilmente à autoridade. O que descobriram foi surpreendente: aquelas descritos como pessoas "gentis e conscienciosas" são mais predispostas a seguir ordens e causar alguma ordem de dano em outras pessoas, ou seja, estas pessoas, ditas agradáveis, estão mais propensas a fazer escolhas destrutivas se acharem que isso irá ajudá-las a estar de acordo com as expectativas sociais.


Como operar um poço de 120 metros de profundidade com um camelo

LuisaoCS

É chocante para a maioria de nós ver o que algumas pessoas no mundo precisam percorrer ou fazer para conseguir água. Neste caso, a quantidade de trabalho e o engenho rudimentar, para coletar um pouco de água de cada vez no deserto de Thar no Paquistão, é simplesmente incrível. Quase tão incrível como o fato de que alguém cavou este poço no braço até alcançar um veio de água. Só de pensar em descer neste buraco tão profundo já me causa medo e arrepio.


Silhueta em Movimento, um livro ilustrado de sombras interativas

LuisaoCS

Motion Silhouette é um livro infantil interativo japonês de autoria de Megumi Kajiwara e Tathuhiko Nijima que inclui silhuetas pop-up entre as páginas. Utilizando uma fonte de luz direcional de um lado para o outro, uma imagem diferente em movimento é projetada na página para ajudar a contar a história. Muito legal! Motion Silhouette, em verdade, já é uma sequela de um livro anterior da dupla intitulado simplesmente Silhouette. Os livros são feitos por encomenda a mão, por cerca de 60 dólares (133 reais), e você pode encomendar no seu site.


O mundo seria um lugar mais pacífico se fosse governado por mulheres?

LuisaoCS

O mundo seria um lugar mais pacífico se fosse governado por mulheres?

Os homens dominaram, em geral, o mundo. Os homens são particularmente tribais, porque isso é um incentivo dos grupos de homens para competir com outros grupos pelo acesso a recursos e parceiras sexuais. Também é sexista, porque o sexismo surge em última instância do incentivo genético dos homens para controlar a conduta das mulheres. Os homens, em geral, parecem mais violentos e dominadores.

Ante este panorama, alguns se perguntam se um mundo dominado por mulheres seria mais pacífico. Também poderia ser alegado que hoje o mundo é muito menos violento que no passado porque há mais mulheres no comando.

Apesar de Xena, a princesa guerreira, Lara Croft e outros ícones de mulheres fortes e violentas, todos os exércitos da história sempre foram compostos e comandados pela grande maioria de homens. Inclusive no século XXI, 97% dos soldados do mundo, e 99,9% dos soldados de combate, são homens.


Deputados chilenos propuseram uma lei contra memes

LuisaoCS

Deputados chilenos propuseram uma lei contra memes

Ao que parece não é só no Brasil que os políticos tem ideias sem pé e nem cabeça para acabar com a neutralidade da rede. Todos sabemos que um dos recursos mais populares na internet e em particular nas redes sociais são os memes. Há tantos, que podem ser utilizados para fins muito diversos, incluindo o deboche descarado a alguns políticos. Conquanto este último uso possa ser incômodo para os aludidos, faz parte da liberdade de expressão dentro de certos limites.

No Chile, um grupo de 7 deputados do Partido Democrata Cristão (tinha que ser) apresentou uma iniciativa que buscava modificar o Código Penal do país "para aperfeiçoar a proteção da dignidade das autoridades". De maneira específica, a referência aos memes encontrava-se na proposta de acrescentar um terceiro parágrafo a um artigo existente:


Bebida quente, proximidade social

LuisaoCS

Bebida quente, proximidade social

Temos o costume de definir os sentimentos como cálidos. Se uma pessoa é distante, dizemos que é fria. São apenas metáforas, mas segundo um estudo publicado na Psychological Science, a experiência real de calor ou de frio também parece influir em nossa percepção das relações sociais.

O estudo incluiu duas experiências. No primeiro experimento, um grupo de voluntários recebia uma bebida fria ou quente, e a seguir pediram que preenchessem um questionário e que selecionassem uma pessoa conhecida para avaliar a relação que tinham com ela. Os que receberam a bebida fria escolheram alguém distante e os demais, uma pessoa mais próxima.

Durante o experimento, em um dado momento, perguntaram aos participantes se estes eram conscientes de que estavam sustentando uma bebida quente ou uma bebida fria. Não o foram. Ademais, os resultados ofereciam uma correlação: os que sustentavam a bebida quente manifestaram um nível de proximidade maior que os que seguravam bebidas frias.

O segundo experimento consistiu em comprovar a diferença que se estabelece ao contemplar uma cena filmada em uma habitação fria ou em uma quente. Os da habitação quente empregaram também uma linguagem mais concreta para descrever a cena com respeito aos da habitação mais fria, que empregaram uma linguagem mais abstrata: isto é, mais do tipo "João bateu em José" (concreto) antes de que "João estava chateado com José" (abstrato). A linguagem concreta está vinculada com a proximidade social.


«Prev || 1 | 2 | 3 |...| 6 | 7 | 8 |...| 10 | 11 | 12 || Next»