Arquivo do mês de August 2015
A contraintuitiva física do efeito Dzahanibekov
Um vídeo de boa definição gravado na Estação Espacial Internacional permite ver com detalhe o efeito Dzahanibekov que já comentamos em algum post do NDig e que segue resultando espantoso a cada vez que aparece:
Este efeito foi observado pela primeira vez pelo cosmonauta uzbequistanês Vladimir Dzhanibekov em uma das missões enviadas pela União Soviética ao espaço, e por isso leva seu nome. É algo inerente a todos os corpos que giram sobre seus próprios eixos e que pode causar mais de um problema na navegação espacial. Sobretudo se levarmos em conta que não existem fisicamente objetos perfeitamente simétricos, dado que todos têm pequenas irregularidades.
Neste caso é uma manivela que ao ser desparafusada passa a um estado "bi-estável" devido aos momentos de inércia intermediários. Se quiser é possível tentar conseguir o mesmo efeito com uma raquete de ping-pong ainda que é algo mais difícil (tanto de fazer quanto de gravar).
Porque algumas pessoas são tão chatas e outros casos de insensibilidade social

Há pessoas que realmente não tem nenhum semancol e, o pior e mais incômodo, elas nem sequer tem consciência disso. A música "O chato" de Oswaldo Montenegro é uma reminiscência deste tipo de pessoa que você pergunta: "Como vai?" e ele em vez de apenas responder: "Vou bem, obrigado! E você?", resolve contar como foi todo o seu dia tim-tim por tim-tim. Este é o mesmo caso daquele amigo que chega na sua casa na hora do almoço e não espera que você repita duas vezes convidando-o à refeição e já se senta a mesa.
Alguns, sem nenhuma dose de desconfiômetro, começam a falar contigo e não detectam de forma alguma que você quer limpar a conversa e ir para casa, que não está cômodo, que não está gostando nada de estar ali. Ainda que demonstre a melhor cara de úlcera gástrica que sabe fingir, ainda que, por pura educação, converse e responda monissilabicamente, ainda que dê um jeito de avisar que precisa ir embora, que estique a mão para cumprimentá-lo... elas seguem matraqueando.
Há pessoas que, simplesmente, são mais torpes para captar as sutilezas do universo emocional alheio. Uma classe de cegueira ou miopia que, de passagem, é um dos indicadores de diagnósticos da dislexia social. Seu oposto, a intuição social, reflete uma grande concorrência à hora de decodificar a corrente de mensagens não verbais.
Um simulador de carro de corrida mais caro que um carro de corrida
Dizem que este é o simulador de carros de corrida mais realista e tem a particularidade de custar tanto quanto um carro de corrida de faixa média/baixa. Concretamente tem um preço de 185.000 dólares (650 mil reais).
Quem compraria um simulador quando pode ter um carro real? Pois, se tivesse dinheiro de sobra, eu mesmo. Porque me conheço bem e sei que se assumo o comando de um Porche ou um Ferrari não chego vivo à primeira curva. E com o simulador, quanto muito, posso torcer um tornozelo ao descer do mesmo.
Se você ficou interessado em adquirir um, no site da revenda há um texto detalhado sobre o mesmo, que decidi não traduzir. Na verdade, não tenho vontade de buscar o que significam palavras como slipstream, hairpin, clutch-all, rebimbok of parafusetation, watchamacallit ou car.
Um motor V6 feito em papel
O que você verá no vídeo acima é um motor V6 em miniatura que funciona com ar comprimido e é integralmente feito de papel, apenas as superfícies dos pistões foram recobertas com fita adesiva, para deslizar mais facilmente. Ele é tão leve que pode ser posto em marcha com o ar expulso por um balão. Veja como são as coisas: algumas pessoas têm a calma e se concentram para construir um desses modelos pequenos e divertidos usando apenas papel... enquanto eu não tenho paciência para descobrir onde está o maldito fio do pacote de bolacha Água e Sal.
Ilusões com freerunning vão dar um nó no seu cérebro
Acha que já viu tudo sobre freerunning e parkour que há para ver lá fora? Bem, você ainda não viu nada realmente! Jason Paul e Pasha Petkuns uniram-se com a Red Bull para executar alguns saltos e acrobacias verdadeiramente épicas e que podem dar um nó na sua mente, que ficará sem saber ao certo qual é o caminho para cima e para baixo ou para que lado deve ir. Com base em perspectibas forçadas, sala de Ames, ilusões de profundidade e truques de câmeras este vídeo emula os clipes da OkGo perfeitamente.
Por casualidade descobrem uma proteína que poderia combater todos os cânceres

Por casualidade, graças à aerendipidade -os pesquisadores toparam com esta molécula enquanto pesquisavam ratos com mutações genéticas-, um grupo de cientistas britânicos do Imperial College de Londres afirma ter descoberto uma nova proteína, LEM ("lymphocyte expansiona molecule", molécula de expansão de linfócitos), que é capaz de produzir grandes quantidades de linfócitos T, que combatem o câncer. O estudo foi publicado recentemente na revista Science.
Segundo Philip Ashton-Rickardt, da Seção de Imunologia do Departamento de Medicina do lmperial College:
- "Pode ser um ponto de inflexão para tratar um grande número de cânceres e vírus".
O autor do estudo, realizado junto a pesquisadores da Universidade Queen Mary de Londres, a Harvard Medical School e o ETH Zurique, explica que se trata de uma forma completamente nova de tratar o câncer, e o próximo passo deve ser desenvolver uma terapia genética baseada na produção de dita proteína.
Os pesquisadores acham que poderão começar a testar este método em humanos dentro de três anos. Uma futura terapia genética baseada na produção de mais linfócitos T pode ser mais efetiva e muito menos devastadora que os tratamentos atuais, como a quimioterapia.
- "Ninguém a tinha visto antes ou nem sequer era consciente de que existia. Não se parece a nenhuma outra. As células cancerígenas têm formas de suprimir a atividade dos linfócitos T, o que lhes permite escapar do sistema imunológico. Desenhar de forma genética células T para que aumentem sua habilidade para combater o câncer é um objetivo antigo e as técnicas para modificá-las já existem".
Via | Science Daily.
Um disparo a 73.000 frames por segundo
Adam Savage, do Caçadores de Mitos, mostra uma prévia das imagens gravadas com uma câmera de alta velocidade para um documentário. Neste fragmento vemos sair o projétil de uma pistola durante um disparo em uma sequência filmada a 73.000 frames por segundo, o que permite ver não só como sai do cano senão o padrão que seguem os gases depois da detonação. Espetacular.