Quais os animais mais gulosos?

Se levarmos em conta a quantidade e o peso de alimento ingeridos, os animais grandes são os que mais comem. Uma baleia azul, por exemplo, precisa diariamente de várias toneladas de krill e plâncton. Não em vão, a rapidez no crescimento da baleia azul é espantoso: ao nascer, pesa como um elefante, e depois ganha 90 quilos... em 24 horas.
Um elefante ingere 300 kg diários de forragem. Por isso, em liberdade, um elefante dedica de 18 a 20 horas só para conseguir alimentos. Mas se contemplarmos o que come um animal em proporção a seu tamanho, então os animais pequenos comem bem mais que os grandes.
O recorde pertence ao musaranho pigmeu, um pequeno rato de focinho pontiagudo que só pesa 3 gramas, mas que come o equivalente ao seu peso de três em três horas. Algumas espécies praticamente não dormem para não deixar de se alimentar ou então comem enquanto estão meio dormindo meio acordado. Isto se deve ao seu metabolismo acelerado, muito tempo sem comida pode significar a morte por inanição. Seu coração bate 1.200 vezes por minuto, quase doze vezes mais rápido que o do ser humano.
No entanto, alguns insetos são ainda mais vorazes. A fêmea de um dos mosquitos da espécie Culex pode sugar o dobro ou o triplo de seu peso até quinze vezes diariamente do sangue alheio.
NASA descobre o primeiro pulsar da Via Láctea, a mil anos luz da Terra

O observatório Chandra da NASA capturou esta incrível imagem de um objeto que se encontra a mil anos luz longe da Terra. Parece com uma incrível nave Klingon (uma mítica raça da saga de Star Trek) viajando a uma velocidade de 10 Warp. Ou com um majestoso Cylon de Basestar (nave de Battlestar Galactica) de 20 km de comprimento que voa através do cosmos.
O nome do objeto capturado é Vela e é um pulsar que lança um jato de partículas carregadas que correm ao longo do eixo de rotação do astro a uma velocidade 70% próxima à velocidade da luz. Segundo a NASA, é o primeiro deste tipo encontrado em nossa galáxia, Via Láctea.
Chandra capturou 8 imagens do pulsar Vela entre junho e setembro de 2010, o que sugere que estava em movimento de precessão enquanto girava. Precessão é movimento lento do eixo de um corpo que gira ao redor de outro eixo devido a um esforço de torção (como influência gravitacional) atuando para mudar a direção do primeiro eixo. A Terra também se move desta maneira, o que significa que, em alguns tantos milhares de anos, Polaris já não será a estrela do Norte. Mas enquanto o período de precessão da Terra for de 26 mil anos, o da Vela de aproximadamente de 120 dias. É uma medida tão grande que nós, os limitados humanos não podemos sequer dimensionar.
Vela formou-se dos restos de uma supernova que explodiu há mais de 10 mil anos. Acima na imagem é possível ver em onde se encontra o pulsar.
Via | Gizmodo.
Entra em ação a política dos “seis strikes” de cinco ISPs nos EUA

Sem mediar uma lei nem nada do estilo, cinco grandes ISPs dos Estados Unidos se associaram para castigar os clientes que baixem material protegido por copyright. As operadoras envolvidas são Verizon, Comcast, AT&T, Cablevision e Time Warner, o que significa que a maioria dos cidadãos será afetado por esta medida.
O “Copyright Alert System”, também conhecido como sistema dos “seis strikes” é uma cooperação entre os ISPs e as empresas donas do copyright, como estúdios de cinema e selos musicais. A ideia, segundo os ISPs, é “educar” os clientes e lançar uma advertência com respeito a que estão baixando material ilegalmente em caso que isso ocorra. O sistema será administrado pelo “Center for Copyright Information“.
Desligaria um robô que suplicasse que não o fizesse?
O experimento é praticamente a mesma cena de Dave Bowman querendo desligar o HAL em "2001: Uma odisséia no espaço". Basicamente consiste em desligar um robô digitando uma seqüência em um computador. A complicação é que a criatura mecânica tem reações humanos, faz gestos, fala e suplica amavelmente que não o desligue.
Neste experimento -feito há um par de anos- realizado por Bartneck, van der Hoek, Mubin y Mahmud, concluíram que os voluntários demoravam mais do triplo do tempo em desligar o robô se era amável e "inteligente" (34 segundos) em relação a quando era irascível e não mostrava sinais de inteligência (11 segundos).
A questão é: chegará um momento em que nossa humanidade nos impeça de desligar um robô que suplica por sua "vida"? Será que a inteligência artificial atingirá esse nível? Será que as máquinas que fabricamos adquirirão a capacidade de nos convencer que estão, de fato, vivas?
MYO: um bracelete para controlar gadgets com gestos ao estilo Jedi
Girar o braço. Estalar os dedos. Fazer com que mude de páginas... Todo um repertório de gestos para controlar gadgets de todo tipo ao estilo Jedi. Esta é a proposta de MYO, um dispositivo que pode praticamente ser ocultado sob o braço, que mede a atividade dos músculos para simular todos os gestos. O conceito é bem bacana, suporta qualquer OS e é um pouco diferente de outros que já conhecemos. Seu preço: uns 300 reais.
Como o excedente cognitivo mudará o mundo
Clay Shirky é pesquisador em topologia de redes tecnológicas e sociais; professor anexo do Programa de Telecomunicações Interativas da Escola de Pós-Graduação da Universidade de Nova Iorque e autor do "Excedente cognitivo: criatividade e generosidade na era conectada".
Um excelente livro que, junto às obras de Chris Anderson, me permitiu iluminar ideias um tanto chocantes sobre a transmissão da cultura: por exemplo, que as livrarias são lugares que entorpecem essa transmissão e que os amantes dos livros não deveriam ser, como consequência inevitável, amantes das livrarias.
Para Shirky, uma das características do século XXI é a abundância de tempo livre nos países desenvolvidos. E as ferramentas digitais oferecem a possibilidade de usar este excedente de tempo e talento de maneira pública e interconectada, seja para criar coisas como a Wikipédia ou para manter milhões de blogs que, em alguns casos, inclusive suprem as carências dos meios de comunicação tradicionais.
O meteorito de Cheliabinsk e a onda expansiva
Os cálculos mais recentes da Agência Espacial Européia estimam que o meteorito que caiu sobre Cheliabinsk, no último dia 15 de fevereiro, tinha uma massa dentre 7.000 e 10.000 toneladas e um diâmetro de 17 metros, e que explodiu na atmosfera a uma altura entre 20 e 15 quilômetros, liberando uma energia de 500 kilotons, 30 vezes a potência da bomba atômica de Hiroshima.
No entanto, não foi o meteorito em si que causou centenas de feridos e danos avaliados em vários milhões de reais, senão a onda de choque da explosão, cuja chegada e primeiros efeitos podem ser vistos neste vídeo.
Parecem especialmente impressionantes as imagens no segundo 45, quando falta pouco para que um par de painéis de vidro caia em cima de um tipo e as mostradas no minuto e dez segundos, nas quais o portão de um armazém é arrancado pela potência da onda expansiva.
E contudo tivemos muita sorte, já que o meteorito entrou na atmosfera com um ângulo muito plano, de 20 graus, e a uns 18 quilômetros por segundo. Os efeitos teriam sido catastróficos se tivesse entrado de forma mais vertical.
Este foi o impacto mais importante desde o de Tunguska de 1908.
Pesquisa do bóson de Higgs indicaria que uma realidade alternativa engolirá o Universo

Se os cálculos realizados pelos pesquisadores em relação ao recentemente descoberto bóson de Higgs estiverem corretos, então em alguns milhares de milhões de anos, o universo desaparecerá à velocidade da luz e será substituído por uma dimensão alternativa. Ao menos isso indicou o físico teórico Joseph Lykken do Laboratório Fermi nos Estados Unidos e membro do LHC, que deu uma palestra chamada "O que nos dizem os últimos resultados sobre o Higgs" na American Association for the Advancement of Science.
- "Pode ser que o universo no qual vivemos seja inerentemente instável e em algum momento em milhares de milhões de anos tudo vai se apagar", disse Lykken à agência Reuters. - "Isto tem a ver com o próprio campo de energia de Higgs", indicou.
Conceito de Pareto: 2% dos usuários do Twitter são responsáveis por 70 % de todas as mensagens

No Twitter, apenas 2% dos usuários são artífices do envio de 70% das mensagens de toda a rede social. É uma pauta que podemos observar em muitos outros sistemas. Por exemplo, 1% das pessoas mais ricas do mundo controlam 35% da riqueza. O índice de frequência de tags de fotografias nas páginas do Flickr obedece também a esta distribuição. E a popularidade dos livros, o tamanho dos asteróides, os tremores de terra, etc. Ou como assinala Clay Shirky em seu blog:
- "No sistema nacional de saúde dos Estados Unidos, o tratamento de 1/5 dos pacientes sujeitos às terapias mais caras gera os 4/5 da despesa global."