ONU começa debate sobre telecomunicações e Internet

Hoje começa em Dubai a reunião da União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência da ONU que nasceu em 1865 (antes da existência da própria ONU) para regular a operação internacional dos telégrafos no mundo, e que foi avançando desde então para cobrir outras áreas. Muitos temem que a agência estaria buscando se converter na guardiã da rede aplicando reformas durante a conferência WCIT ao tratado de 1988 conhecido como Normatizações Internacionais de Telecomunicações, se atribuindo poderes sobre o controle e funcionamento da Internet.
Na reunião estarão presentes representantes dos 193 países membros, que buscarão revisar o mencionado tratado. Várias organizações, incluindo o Parlamento Europeu e companhias como o Google, se opuseram a que a ONU tente tomar o controle sobre as normas da internet. O vice-presidente da companhia de Mountain View, Vinton Cerf, publicou hoje mesmo um artigo no blog oficial fazendo um chamado a "manter a Internet livre e aberta".
Vazam detalhes sobre o plano da ONU para controlar a Internet

Durante as últimas semanas, diversas entidades vem manifestando preocupação com respeito a alguns planos da União Internacional de Telecomunicações (ITU), agência dependente da ONU encarregada da padronização das telecomunicações no globo. O organismo tentaria adjudicar-se o controle sobre a padronização da internet no mundo, o que provocou a rejeição de empresas e até do Parlamento Europeu, que na semana passada assinou um documento oposto a esta ideia.
Em concreto, a ITU se reunirá em Dubai entre 3 e 14 de dezembro na conferência WCIT, com a ideia de revisar o tratado de 1988 conhecido como as Normatizações Internacionais de Telecomunicações. Efetivamente, o tratado corresponde a outra época e buscava que os serviços internacionais de telecomunicações funcionassem bem, que as redes pudessem interconectar-se, que fosse possível calcular o tráfego, etc. Desde então o cenário no mundo das telecomunicações mudou muito, irrompendo entre outras coisas a Internet.
Um das mudanças então poria a Internet sob a jurisdição e controle do organismo, possivelmente mudando a arquitetura e forma de funcionamento que a rede tem neste momento para obter controle sobre conteúdos e usuários. Algumas propostas dariam aos países autoridade para censurar e monitorar o tráfego na rede sob a hipócrita e falsa premissa de "melhorar a segurança". Na WCIT, só os governos dos 193 países membros podem votar, e cada país tem um voto.
Faltando menos de um mês para o apocalipse Maia, Google fica fora do ar por uma hora

O Google parou de responder durante mais ou menos uma hora para usuários de alguns provedores na internet brasileira. Eu mesmo não conseguia acessar nenhuma ferramenta da gigante das buscas, Gmail, YouTube, AdSense... tudo ficou fora do ar. Somente o celular o buscador ainda respondia.
Em entrevista ao portal G1, Felix Ximenes, diretor de comunicação da Google Brasil, disse que a empresa recebeu queixas de clientes sobre o problema no serviço, mas ainda não haviam identificado a causa do apagão googleano -muito provavelmente uma cagada de estagiário na configuração DNS já que o buscador repondia normalmente pelo open dns-.
Ximenes disse que estão fazendo uma análise pormenorizada do ocorrido e tão logo possam, publicarão uma nota com o resumo no site oficial localizado no "Painel de status do Google Apps"
Para alegria de todos, por volta das 17:20 todos os serviços do Google voltaram a funcionar novamente. E no Twitter, onde muitos já faziam troça com um possível adiantamento do apocalipse Maia, se viram obrigados a abreviar a saraivada de piadas sem-graça e já desfrutam de seu ópio googleano internético novamente.
Quem roubou meu tuíte?

Acontece que por causa do crescimento do roubo de tuítes de seus autores originais, a rede social Twitter começará a sancionar os usuários que copiam ou plagiam tuítes de outros com uma mensagem advertindo que está cometendo uma violação de direitos autorais.
A mensagem textual dirá "Este tuíte do usuário foi retido por violar as normas de direitos autorais". Este regulamento intensifica as políticas de copyright que já existiam na rede social relacionadas com o roubo de conteúdos, mas neste caso, a atualização dos termos deixaria o plagiador exposto.
A dúvida que isto gera é se existem os direitos autorais tal qual conhecemos em outros âmbitos? Podemos proteger ou reclamar como próprio nosso histórico de tuítes? Se afirmativo, também vão cobrar por reprodução de tuítes ou estariam protegidos por Creative Commons, já que os direitos autorais não só protegem o roubo ou plágio senão que também a reprodução não autorizada?
O novo regulamento expressa que qualquer usuário não só poderia reclamar a autoria de um tuíte, algo que a rede social pretende defender com este novo mecanismo através da mensagem de advertência, senão que também poderia reclamar direitos autorais quando um meio cita algum tipo de informação obtida de algum usuário do Twitter.
Via | The Register.
DuckDuckGo, um ótimo buscador alternativo (ou prinicipal)
Para quem conheceu, há de reconhecer em DuckDuckGo como era Google no seu início. Trata-se de um buscador genérico, que respeita a privacidade acima de tudo, busca por relevância, destaca o que realmente é importante (sites oficiais, definições, termos relacionados) e tudo com uma simplicidade ímpar.
DuckDuckGo não é novo, é um projeto que habita à rede já há tempos. O buscador, em verdade, goza da preferência entre conspiranoicos que torcem o nariz para serviços de grandes empresas como Google e Microsoft, mas foi no último ano que DuckDuckGo experimentou um crescimento considerável e que já começa a despertar o interesse dos grandes. Será que resistirá as investidas?
Clicando no pato há mais detalhes sobre como funciona e um vídeo explicativo de algumas das opções para usuários avançados.
Assim funcionará o novo Megaupload de Kim Dotcom para burlar a lei de propriedade

Um servidor gigantesco, distribuído, que só hospedará arquivos com encriptações complicadas, impossíveis de identificar pelas entidades de gerenciamento de direitos autorais, a salvo de qualquer trama legal. Assim Kim Dotcom revela os detalhes do funcionamento de seu novo projeto -que funcionará antes do fim de ano- em uma entrevista à revista Wired, na qual assegura ter encontrado o método legal para evitar o fechamento de sua plataforma de troca de arquivos a nível mundial.
Mega -o novo projeto- e Megaupload só se parecerão no fato de que ambas são plataformas baseadas em subscritores que permitem enviar, acessar e compartilhar em Rede grandes arquivos. A grande diferença é que agora cada arquivo será encriptado (com apenas um clique) pelo usuário e depois este será enviado aos servidores. Neste momento, dito usuário receberá a chave para voltar a desencriptá-lo.
O truque é que assim Mega nunca saberá que arquivo está alojado em seu servidor (se é uma canção, filme, videogame, etc) e translada assim ao usuário a responsabilidade de que os arquivos on-line que compartilhem não estejam protegidos pelas leis de copyright.
A história das gifs animadas

Aberrantes para uns, elementos indispensáveis da história da Internet para outros, desde sua invenção as gif animadas despertaram todo tipo de sentimentos: entre o ódio e a admiração artística. O que era uma ideia original da CompuServe como formato de intercâmbio geral foi adaptado pelos navegadores da época, apesar de suas limitações técnicas; logo os usuários descobriram uma de suas mais curiosas possibilidades: podiam conter imagens animadas (Uhull!).
Universal vai a julgamento por obrigar a retirada de um vídeo de um bebê dançando

O que têm de mau os bebês que dançam no YouTube? Aparentemente, sua escolha de canções, de acordo a Universal Music Group. O selo fonográfico enviou uma ordem para retirar um vídeo de um bebê se movendo ao ritmo da música de Prince, canção que está com copyright.
Este caso começou em 2007, no entanto, na próxima terça-feira será realizado o julgamento do caso. A Electronic Frontier Foundation (EFF) apresentará nesse dia uma queixa ante o corte em San José, Califórnia, afirmando que a companhia violou a lei ao solicitar a retirada do vídeo, já que se trata de um uso justo da canção.
Stephanie Lenz foi quem enviou o curta de 29 segundos ao YouTube, com a ideia de compartilhar com seus amigos e família, onde seu filho dançava "Let's Go Crazy", que soava na rádio atrás. Lenz apresentou uma demanda com ajuda da EFF para que Universal seja de fato responsável por eliminar
vídeos legais.
Facebook chegou a 1 bilhão de usuários

Facebook atingiu uma nova meta em sua história, anunciando que chegou ao bilhão de usuários ativos que utilizam a rede social.
- "Obrigado por proporcionar a mim e a minha pequena equipe a honra de lhes servir", disse Mark Zuckerberg em um post no site. - "Ajudar 1 bilhão de pessoas a se conectarem entre si é incrível, e de longe é a coisa que sinto mais orgulho em minha vida", agregou.
Consultado com respeito a como chegar aos 2 bilhões, Zuckerberg respondeu na BusinessWeek que "o próximo grande passo obviamente será o móvel. Há 5 bilhões de pessoas que têm celulares, e 1 bilhão de pessoas usando o Facebook. À medida que mais aparelhos smartphones cheguem ao mercado, maior será a oportunidade".
Outros números compartilhados indicam que:
Felizes 30 anos emoticons! :-)
Em 19 de setembro de 1982, o professor Scott Fahlman escreveu a seqüência :-) em um painel eletrônico com o qual os professores e alunos da Universidade Carnegie Mellon dos Estados Unidos costumavam comunicar diversos temas de discussão. O motivo pelo qual ele fez isso foi a necessidade de valorizar esses conteúdos por sua intenção, de forma a poder substituir com certa fidelidade as expressões corporais ou o tom de voz que costumamos utilizar para marcar e uma conversa a veracidade ou importância do que falamos.
Para resolver o problema dos maus entendidos, Fahlman pensou que este tipo de mensagens simulando uma expressão corporal eram simples de entender e seriam suportados sem maiores problemas pelo código ASCII que dominavam tanto os tabuleiros como os painéis eletrônicos por esses tempos.
Em pouco tempo, estes emoticons começaram a gozar de um grande prestígio devido à facilidade de uso e eficácia em sua mensagem, em palavras mais simples, quem não entende uma carinha sorridente, triste ou espantada?
Apesar de que durante os anos seguintes foram incorporados em milhões de serviços, incluídos o chat e o e-mail, tanto em modo texto plano como gráfico, as expressões seguem mantendo as mesmas convenções do ano de sua invenção, escritas no mesmo sentido que o texto normal e recostadas para a esquerda.
É por isto que queremos homenagear o talento de Fahlman para resolver um problema complexo com uma solução simples mas efetiva e que depois de 30 anos de vida continua evoluindo e tão vigente como no seu início. ;-)
