A soneca poderia estar escrita em nossos genes

Esse costume muito popular entre os latinos de fala espanhola, a siesta, poderia estar escrita em nossos genes. Desde que amanhece até o meio dia, a temperatura de nosso corpo aumenta. Das 12 até as 3 da tarde, no entanto, o organismo experimenta uma pequena queda de sua temperatura acompanhada de certa sonolência.
Especulou-se que estas respostas se devem à necessidade de resfriar o cérebro, que (como o resto do corpo) acumulou calor ao longo de toda a manhã. O cérebro por isso se torna pouco eficiente e desenvolveu mecanismos para recuperar sua funcionalidade para o resto do dia, tais como a própria indução ao sono e o cessar de atividade, pois isso contribui a um decréscimo da produção de calor pelo organismo e, consequentemente, para uma diminuição de sua temperatura. Precisamente hoje acredita-se que uma das funções do sono possa ser a de resfriar o cérebro, sobrecarregado pelo trabalho ao qual é submetido durante o dia.
Cientistas produzem espermatozoide em laboratório

Pesquisadores da Universidade de Yokohama (Japão) conseguiram produzir espermatozoides em laboratório a partir de tecido de testículos de ratos. O avanço, que foi apresentado na revista Nature, abre as portas para novos tratamentos que visam combater a infertilidade masculina.
A produção de esperma (espermatogênese) em mamíferos é um processo longo e complexo, difícil de reproduzir fora da natureza. Mas Takehiko Ogawa e seus colegas criaram um sistema de cultivo que o torna possível. Os cientistas extraíram tecido testicular dos roedores entre 7,5 e 10,5 dias após seu nascimento. E em seu cultivo conseguiram que as células espermatogônias se convertessem primeiro em espermatócitos primários e secundários, e depois de um processo de diferenciação e maturação em espermatozoides. Tudo isso em 42 dias. O esperma assim obtido foi usado em uma fertilização artificial in vitro de 58 óvulos. As fêmeas que foram fecundadas com os embriões tiveram descendentes (machos e fêmeas) saudáveis e férteis.
Ademais, Ogawa e sua equipe comprovaram que o procedimento funciona inclusive após o congelamento do tecido testicular durante semanas em nitrogênio líquido.
Fonte: Physorg.
Cientista consegue reverter envelhecimento cerebral nas abelhas

Dias atrás ficamos sabendo que uma experiência com a telomerase conseguiu reverter o envelhecimento em ratos, hoje a vez da pesquisadora norueguesa Gro Amdam que conseguiu reverter o processo de envelhecimento no cérebro de abelhas. Seu trabalho, publicado hoje na revista The Research Council of Norway, poderia ajudar às pessoas que sofrem de demência. Aceitamos que a medida em que envelhecemos nossa agudez mental e nossa saúde se reduzem. Mas descobertas recentes indicam que o envelhecimento não tem que ser um sinônimo de aumento de fragilidade.
A pesquisadora estudou o cérebro das abelhas, cujos neurônios são surpreendentemente similares aos nossos. Analisando o rendimento de insetos de idade avançada em teste de aprendizagem e memória descobriu que à hora de aprender a relacionar um cheiro com uma recompensa (e recordar depois) as abelhas mais velhas demoravam mais do que as jovens. No entanto, quando os insetos mostravam sintomas similares à demência esqueciam rapidamente, ou nem sequer eram capazes de relacionar os estímulos.
Paleontologia. Leilão de fóssil de um tubarão.

O museu de Dallas – Texas – ira por á leilão 182 peças que compõem a mandíbula de um tubarão pré-histórico. O Megalodon – Dentes grandes, do grego – e que terá um lance inicial de $ 665 mil dólares, algo em torno de R$ 1.100.000,00 nos dias atuais.
Os restos do animal foram encontrados pelo paleontólogo Vitto Bertucci que se dedicou durante dois anos na busca pelos restos do animal que encontrou nos litorais da Carolina do Sul e da Geórgia.
Os símios antropomorfos se ergueram ao mesmo tempo na Europa e África

A evolução que levou os símios antropomorfos (gibões, orangotangos, gorilas e chimpanzés) a manter uma posição ereta do torso à hora de subir nas árvores aconteceu durante o Mioceno em dois lugares de forma independente, um na Europa e outro na África, segundo um estudo realizado por uma equipe de cientistas do Instituto Catalão de Paleontologia (ICP), que realizou uma revisão crítica das datas do conjunto dos hominóideos -que viveram entre 23 e 5 milhões de anos atrás- no oeste euroasiático.
Criada uma nano partícula que utiliza a luz e o calor para destruir tumores

É orgânica, biodegradável e nano. Pesquisadores do Hospital Princesa Margarita da Rede de Saúde Universitária em Ontario (Canadá) criaram uma nanopartícula que usa a luz e o calor para tratar tumores. Segundo explica Gang Zheng, pesquisador responsável pelo estudo, as descobertas são importantes dado a que a diferença de outras nano partículas, combinaram no laboratório duas moléculas que eram produzidas de forma natural (clorofila e lipídeos) para criar uma nano partícula única que mostra potencial para numerosos tipos de aplicações baseados na luz.
O poder das palavras

Ainda ontem eu falava sobre como as palavras podem condicionar a nossa mente, e hoje leio o resultado de um interessante estudo realizado por psicólogos da Universidade de Michigan no qual perguntaram às pessoas se acreditavam no "aquecimento global" ou na "mudança climática". Curiosamente, e ainda que ambas expressões se referem ao mesmo fenômeno, os entrevistados se decantaram de forma significativa pela segunda opção. Por quê?
A verdadeira glória
"A ciência tem todas as evidências que precisa para um universo inteiramente sem propósito. Nascemos sendo um animal inteligente sem alma ou espírito e não deixamos nada vivo depois de que nosso corpo morre.
Se da ciência extraem-se feitos que são, digamos, verdades... há que aceitá-los inclusive ainda que resultem perturbadores.
Acho que a ciência expõe a maravilha do mundo tal e qual ela é. Não são necessárias fantasias para construir esse sentido de assombro. A ciência é a verdadeira glória, enquanto a religião é uma glória fabricada por homens medrosos.
A noção religiosa de alma e espírito, ou de vida eterna e julgamento final não são mais que uma fantasia.
Sinto-me feliz pelas pessoas que adotam esse falso conforto, mas há que se dar conta de que é um bem-estar fictício.
- Peter Atkins, em declarações à BBC.
Casca de banana, a última novidade na eliminação de metais pesados

Que fazer com a casca de banana? A resposta mais usual, salvo que alguém esteja rodando uma comédia, é jogar no lixo, ainda que minha avó tinha mania de fazer casca frita na farinha de mandioca com açúcar... horrível! Mas veja só como não estávamos aproveitando o potencial destes escorregadios detritos.
Um estudo recente publicado na revista Industrial & Engineering Chemistry Research indica que estes detritos orgânicos são úteis dissolvendo os metais que a indústria deixa em suas águas residuais e que ademais o fazem de forma mais segura que os compostos químicos que são usados na atualidade.
Pesquisa: o que é ciência e o que é ficção científica?

Em Birmingham Science City fizeram uma experiência para ver qual a opinião dos britânicos com relação sobre o que é ficção científica e o que já não é, cujos resultados foram publicado no post Time to turn on the tardis. Os resultados foram os seguintes:
- 30% acredita que é possível viajar no tempo;
- Mais de 20% acha que os sabres de luz existem.
- 24% acha que é possível teletransportar seres humanos de um lado a outro.
- Quase 50% acredita que existe tecnologia que permita apagar a memória de uma pessoa.
- Mais de 40% acha que existem os skates flutuantes como o usado Marty McFly em De volta para o futuro.
- 18% dos adultos acredita que podem ver a gravidade (e não seus efeitos).
Por outro lado, a maioria dos pesquisados respondeu que não existem as camadas de invisibilidade ou que não é possível fazer crescer pares de olhos extras ainda que já existam experimentos de laboratório que conseguiram criar precisamente essas duas coisas, independentemente de que um dia venham a ter alguma utilidade.
Me parece bastante óbvio que a divulgação científica é cada vez mais necessária.
Via | Neatorama.