Quanto maior for sua amígdala, maior será sua rede social

Segundo um estudo publicado na Nature Neuroscience, quanto maior for a amígdala cerebral de uma pessoa, maior será o número de amigos e familiares com os quais se relaciona. Utilizando escâneres de ressonância magnética, os autores do estudo conseguiram demonstrar que esta relação entre o tamanho da amígdala e o tamanho da rede social de uma pessoa existe em qualquer idade e em ambos os sexos.
De acordo com Lisa Feldman Barrett, pesquisadora do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola Médica de Harvard em Boston e coautora do estudo, isto se deve a que a amígdala cerebral -uma estrutura com forma de amêndoa situada no cérebro profundo- contém uma rede de neurônios que resulta essencial para a socialização. Por exemplo, essa rede ajuda a reconhecer se alguém é estranho ou conhecido, se é amigo ou inimigo. Ademais, estudos prévios já tinham demonstrado que os primatas que vivem em grupos sociais mais amplos têm a amígdala maior.
Via | SlashDot.
O gene da impulsividade

Pesquisadores do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo em Rockville (EUA) descobriram uma mutação que poderia predispor à conduta impulsiva severa, segundo um artigo publicado hoje na revista Nature.
A mutação, que se encontra dentro do gene receptor da serotonina HTR2B, foi descoberta ao sequenciar e comparar o DNA de criminoso finlandeses com graves problemas de impulsividade. A mutação, segundo revela o estudo, produz-se de forma bem mais frequente entre os criminosos violentos que entre as pessoas normais.
- "Os portadores da mutação que cometeram crimes impulsivos eram homens e todos se tornaram violentos depois de consumir álcool, que por si só produz uma desinibição" explica David Goldman, que dirigiu o estudo e adverte que a genética é um fator a mais de um complicado quebra-cabeças de fatores de predisposição à impulsividade que provavelmente inclui também o gênero, os níveis de estresse e o consumo de álcool, entre outros.
A que idade o cérebro humano amadurece?

Um estudo do Instituto de Neurociência Cognitiva de Londres sugere que o cérebro continua desenvolvendo após a infância e a puberdade e que não está totalmente maduro até que superamos os 30 anos, e inclusive após completar os 40. As novas descobertas contradizem teorias anteriores que apontavam para um amadurecimento cerebral bem mais temporão.
Os resultados da pesquisa, dirigida pela neurocientista Sarah-Jayne Blakemore, sugerem que o córtex pré-frontal é a zona que experimenta um período de desenvolvimento mais prolongado. Esta região cerebral é importante para funções cognitivas superiores como o planejamento e a tomada de decisões. Ademais, tem um papel fundamental no comportamento social, a empatia e a interação com outros indivíduos, e nela residem alguns traços da personalidade.
Via | Developmental Science.
Cientistas japoneses criam ratos que piam como um pintinho
Ser um rato nestes tempos modernos resulta bastante complicado, além de dizerem que os coitados agora podem ter dois pais e nenhuma mãe, também criaram ratinhos modificados geneticamente que piam que nem pintinho que se perdeu da mãe.
Você pode perguntar o que leva um cientista sensato a criar um rato que pie. Bem, o caso é que os pesquisadores da Universidade de Osaka não estavam buscando isso precisamente, senão que estavam realizando um estudo sobre como as mutações genéticas facilitam a evolução.
Depois de vários ratos modificados geneticamente descobriram que um deles piava de modo que criaram mais ratinhos até completar uma centena. O curioso é que os pássaros piam para "se comunicar" entre eles de modo que não sabem muito como ratos piadores vão conversar com os não piadores.
Já estou vendo os bichinhos de estimação do futuro, coisinhas mutantes que piem como um pássaro, caguem como um gato, dóceis e guardiões como um cão, que voem como um pato... ao final terminaremos criando pokemons.
Via | Physorg.
LHC falhou em criar buracos negros

Pesquisadores do Grande Colisor de Hádrons (LHC) informaram que, depois de uma série de testes, não se observou nenhum miniburaco negro, como os que acreditavam que pudessem se conformar e engolir o mundo.
Ainda que seja uma boa notícia para os cagões que temem um possível desastre, são más notícias para pesquisadores que estão tentando provar uma forma da teoria das cordas, que prediz a criação e imediata evaporação de buracos negros em miniatura.
A teoria das cordas é um das tentativas mais aceitas de unificar dois grandes campos da física que se contrapõem: a mecânica quântica e a relatividade. Dizem que os elétrons e os quarks não são objetos, senão "cordas" unidimensional cujas oscilações lhes confere suas propriedades observáveis.
Encontram uma explicação genética a 130 doenças do cérebro

Cientistas do Instituto Wellcome Trust Sanger e da Universidade de Edimburgo identificaram a base genética de 130 doenças do cérebro humano. O estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, também revela uma conexão entre estas patologias e a evolução cerebral.
O cérebro é o órgão mais complexo do organismo, com milhões de células nervosas (neurônios) ligadas entre si por milhares de milhões de sinapses. Em cada sinapses existe um conjunto de proteínas que, como as peças de uma máquina, se unem para formar a chamada densidade pós-sináptica, mais conhecida pelas siglas PSD (por suas siglas em inglês).
Dirigidos por Seth Grant, os pesquisadores extraíram PSDs de sinapses de pacientes submetidos a cirurgia cerebral e estudaram seus componentes moleculares usando a proteômica. Assim descobriram que existem 1.461 proteínas diferentes nas sinapses humanas, e que a cada uma está codificada por um gene diferente. Isto permitiu, ademais, identificar 130 doenças nas quais a PSD está implicada, entre elas o Alzheimer, a doença de Parkinson, a epilepsia e o autismo.
- "Nosso estudo revela que a PSD humana está no centro de um grande número de doenças que afetam a milhões de pessoas, assegura Grant. Com estes resultados esperam poder desenvolver novos testes de diagnóstico genético, bem como novos tratamentos das patologias do cérebro humano.
Via | Isto é.
As grandes metas da ciência em 2010 segundo a Science

Até este ano, todos os objetos criados pelo ser humano se moveram de acordo com as leis da mecânica clássica. Mas no passado mês de março, os físicos Andrew Cleland e John Martinis, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, desenharam um aparelho que "dança" e se move de um modo que só pode ser descrito mediante a mecânica quântica -a série de regras que governa o comportamento de moléculas, átomos e partículas subatómicas-. Em reconhecimento do terreno conceitual no qual seu experimento é pioneiro, a ingenuidade por trás dele e suas várias aplicações potenciais, a revista Science qualificou esta descoberta como o avanço científico mais significativo de 2010.
Ademais, a publicação escolheu outros 9 avanços científicos para fazer parte de seu "top dez" anual. Em segundo posto figura os avanços em biologia sintética protagonizados por Craig Venter e sua equipe ao criar a primeira bactéria com genoma artificial.
Cientistas inventam a culturômica

Sabe quanta informação poderia ser extraída de cada livro publicado? E de um milhão? Ainda que toda essa leitura seria impossível para qualquer ser humano, um grupo de pesquisadores digitalizou 5.195.769 livros (aproximadamente 4% de todos os livros jamais publicados) e analisando com ajuda da informática conseguiram desenhar um interessante retrato de como o mundo mudou durante os últimos séculos.
Jean-Baptiste Michel e seus colegas da Universidade de Harvard batizaram este experimento como "culturômica" e, segundo explicaram ontem na revista Science, seu método poderia ser utilizado para campos tão diversos como a evolução da gramática, a memória coletiva, os avanços tecnológicos, os efeitos da censura, as mudanças na dieta e as doenças, ou a epidemiologia histórica, entre muitos outros.
Em particular, este grupo de cientistas escolheu centrar suas análises no idioma inglês entre os anos 1800 e 2000, rastreando como as mudanças culturais, tais como a guerra e a escravatura, estão unidos a mudanças lingüísticas. Ao todo Michel e seus colegas analisaram mais palavras em inglês que as contidas em qualquer dicionário, identificando alguns termos que desapareceram do vocabulário ao longo do tempo, bem como outras palavras que lentamente ganharam popularidade. Ademais, os pesquisadores rastrearam a fama mediante a medição da frequência do nome de uma pessoa e chegaram à conclusão de que as pessoas se tornam mais famosa agora do que antes, ainda que também são esquecidas na mesma proporção.
Via | NYTimes.
Estar de bom humor fomenta a criatividade

As pessoas que fazem uma pausa enquanto trabalham para escutar música ou ver vídeos engraçados na Internet não estão perdendo o tempo, senão que ao melhorar seu humor podem potencializar sua criatividade, segundo um estudo publicado na revista Psychological Science.
Para chegar a esta conclusão, Ruby Nadler e seus colegas da Universidade de Western Ontario modificaram o estado de ânimo de vários estudantes com a ajuda de música e vídeos que lhes fizeram se sentir alegres ou tristes. Depois comprovaram como se desenvolviam aprendendo a reconhecer certos padrões em função de seu estado. Os resultados mostraram que os voluntários que se sentiam felizes descobriam e aprendiam antes como resolver o problema que seus colegas.
- "Se existe um projeto no qual deve pensar de forma inovadora, estar de bom humor te ajudará", assegura Nadler.
Via | Science Daily.
Um chip para o diagnóstico instantâneo do câncer

Não é a primeira vez que falo de como a tecnologia, acima de satisfazer nossas necessidades geek, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida. A salvaguardá-la neste caso, pois o avanço ao que nos referimos é tão apaixonante como aquelas pernas biônicas que pretendem devolver o sorriso a milhões de inválidos em todo o mundo.
O projeto em questão versa em torno de um chip que permite diagnosticar de forma instantânea (na própria consulta médica) verdadeiro número de condicionantes cancerígenos.