A cor dos remédios pode condicionar os pacientes

Um estudo realizado na Universidade de Mumbai (Índia) e publicado na revista International Journal of Biotechnology revela que a cor de um medicamento influi em seu efeito sobre os pacientes a quem se receita.
Em concreto, segundo demonstrou R.K. Srivastava e seus colegas, a maioria mostra uma clara preferência pelas cápsulas de cor vermelha ou rosa. Ademais, uma alta percentagem de pacientes pensa que os medicamentos de cor rosa são os mais doces, enquanto a cor amarela se associa ao sabor salgado, e a branca e o azul ao gosto amargo.
-"A cada vez que um paciente toma um comprimido ou uma cápsula, tem percepções que podem afetar à efetividade que espera do medicamento", asseguram os cientistas, que consideram necessário se assegurar de que a cor, a forma e todos os elementos sensoriais de um remédio criam percepções positivas que complementam os atributos médicos, uma espécie de efeito placebo.
- "Se os pacientes são contrários a tomar um comprimido por preconceito ao seu sabor, ou simplesmente porque não gosta da cor, teríamos que considerar mudanças em seu aspecto", concluem.
Via | Physorg.
Plutão recupera seu posto como o maior dos menores

Tão relegado no fundo do Sistema Solar e sem ninguém que o defendesse, oh pobre Plutão. Degradado da categoria de planeta quando o primeiro astronauta (sic) brasileiro foi ao espaço, o coitado (Plutão) nem sequer ficou como o maior dos denominados planetas anões porque a descoberta de Eris o relegou ao segundo lugar entre os corpos de sua classe. Mas hoje sim a história lhe faz jus, enfim tem defesa e provas de ser o maior dos menores.
Parabéns Plutão, porque todos aqueles que fizemos maquetes na escola com esferas de isopor, nos sentimos também um pouco ultrajados ao conhecer a notícia de que os planetas eram só oito. Não conseguiu voltar a ser planeta, mas ao menos pôs o malvado e intruso Eris em seu lugar.
Um pequeno Big Bang no LHC

O Grande Colisor de Hádrons conseguiu criar uma espécie de "mini Big Bang" em seus primeiros experimentos com colisões de íons de chumbo, ao conseguir uma temperatura um milhão de vezes mais quente que aquela que se dá no centro do Sol, segundo informou o Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN).
Já na semana passada o CERN anunciou que o LHC ia começar a usar íons de chumbo para suas colisões, dando por terminada sua etapa de trabalho com prótons. Pois no passado domingo esta nova fase já dava seus frutos quando produziram a primeira reação, após que os íons de chumbo atingissem uma aceleração de 287 TeV, bem mais potente que os prótons.
Cientistas transformam células da pele humana em sangue
Uma equipe de cientistas da Universidade McMaster do Canadá, dirigida por Mick Bhatia, desenvolveu uma nova técnica para transformar células da pele de adultos em células sanguíneas.
Segundo a revista Nature anuncia, a descoberta oferece a possibilidade de ter uma fonte inesgotável de sangue para transfusões, bem como de desenvolver células saudáveis para doentes de leucemia -câncer do sangue-, ou glóbulos vermelhos para tratar pacientes com anemia, a partir de um fragmento de sua pele.
A principal novidade do trabalho é que a conversão se realiza de maneira direta. Produzir sangue a partir da pele não requer um passo intermediário de converter uma célula mãe da pele em uma célula mãe pluripotente induzida -que produz muitos tipos de células humanas- e depois transformá-la em uma célula mãe sanguínea.
A técnica demonstrou ser eficaz tanto com células de recém nascidos como com células de pessoas adultas e idosas. Os ensaios clínicos poderiam começar em 2012.
Cientistas americanos descobrem um método para apagar lembranças ruins

Quem diz que as lembranças de experiências desagradáveis permanecem no cérebro durante toda a vida? Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins descobriram que eliminando proteínas de certa zona do cérebro desaparecem as lembranças negativas. Segundo o neurocientista Richard L. Huganir, autor do trabalho, o estudo descreve os mecanismos moleculares envolvidos na memória de medo e a possibilidade de manipular esses mecanismos com remédios para tratar problemas como o transtorno por estresse pós-traumático.
Quanto dióxido de carbono é emitido para alimentar um ser humano?

Desde a produção dos alimentos até sua excreção pelo corpo humano são emitidos ao redor de duas toneladas de dióxido de carbono por pessoa ao ano, o que representa mais de 20% de todas as emissões anuais, segundo um estudo da Universidade de Almería.
No estudo, publicado recentemente pelo The International Journal of Life Cycle Assessment, analisam a relação do ciclo de produção e consumo de alimentos com o aquecimento global e a acidificação e eutrofização -excesso de nutrientes- do meio, tendo como referência o que foi consumido uma pessoa em um ano (881 kg).
Os Neandertais eram mais promíscuos

Analisando os restos fósseis de dedos de Neandertais, cientistas das universidades de Liverpool, Southampton e Calgary chegaram à conclusão de que os Neandertais eram mais promíscuos que os humanos modernos. Os resultados do estudo foram publicadas hoje na revista Proceedings of the Royal Society B.
Os cientistas avaliaram a taxa dos dedos de esqueletos de símios primitivos e hominídeos extintos (Ardipithecus ramidus e Australopithecus afarensis) como indicadores dos níveis de exposição das espécies aos andrógenos pré-natais, um grupo de hormônios que é importante no desenvolvimento das características masculinas como a agressividade e a promiscuidade.
Acredita-se que os andrógenos, entre eles a testosterona, afetam o tamanho dos dedos durante o desenvolvimento no útero. Os níveis elevados dos hormônios aumenta o comprimento do anelar em comparação com o indicador, dando lugar a um baixo índice da taxa com o dedo anular. Pelo contrário, as espécies monogâmicas têm um índice alto.
No caso dos Neandertais, a taxa resultou ser mais baixa que nos humanos modernos, o que indica que estavam expostos a mais andrógenos pré-natais e que, portanto, eram mais competitivos e promíscuos, segundo os autores do estudo.
NASA iniciará busca de Universos Paralelos

Quando a NASA enviar o AMS-02 ao espaço em 27 de Feb de 2011, o astrofísico Sam Ting, principal pesquisador do experimento com o Espectrômetro Magnético Alfa-2, espera que possa proporcionar dados que demonstrem a existência de universos paralelos compostos de anti-matéria, descoberta que poderia verificar algumas teorias e responder a perguntas básicas a respeito de como o Universo se formou.
O Espectrômetro Magnético Alfa-2 (AMS-02) é um detector de partículas físicas de última geração, construído, testado e operado por uma equipe internacional integrada por 60 institutos de 16 países e organizados sob o auspício do Departamento de Energia dos EUA. De acordo com Ting, o experimento já está coletando dados enquanto espera sua data de lançamento.
Morcegos confundem superfícies espelhadas com água

O que está preste a acontecer na foto acima é uma "bocada" em sexo que o pobre e ingênuo morcego vai sofrer ao confundir uma chapa de metal com uma poça d'água. Os cientistas Stefan Greif e Björn M. Siemers do Instituto Max Planck de Ornitologia, realizaram um estudo com morcegos de 15 espécies diferentes para compreender como utilizavam a sua "eco localização", uma espécie de sonar para reconhecer amplas superfícies planas como as poças.
Para isso colocaram algumas chapas de metal rodeadas de areia, que os morcegos confundiram com água e tentaram beber delas. Além da possível dor na boca provocada nos morcegos, descobriram que apesar de que muitas ondas emitidas eram perdidas, várias rebatiam diretamente para eles, motivo pelo qual qualquer tipo de superfície plana espelhada suficientemente grande se torna susceptível para que confundam com água.
Cientistas conseguem criar osso em laboratório

Um grupo de cientistas da Eindhoven University of Technology conseguiu replicar com sucesso o processo de formação dos ossos em laboratório. Todo o processo foi capturado graças ao "cryoTitan electron microscope" que permitiu seguir a criação do osso em todas as etapas, com grande nível de detalhes.
O processo foi realizado recriando as condições naturais para a formação de ossos: depositaram nano-cristais de fosfato de cálcio em fibras de colágeno. O trabalho realizado validou o papel das fibras de colágeno, já que antes acreditavam que só agia como estrutura base, quando em realidade controla a formação mineral e, portanto, a formação do osso.