Transplante experimental de cabeça poderia produzir sofrimento maior que o da morte

Há quase 2 anos falamos aqui da pioneira pesquisa do polêmico neurologista italiano Sergio Canavero, capaz, segundo suas palavras, de conseguir com sucesso a primeira operação de anastomose cefálica (também chamada transplante de cabeça). Trata-se de uma delicada cirurgia que envolve a realização de um corte na medula espinal, em condições de hipotermia, para depois reunir a parte espinhal da cabeça com a parte dorsal do corpo receptor. Teoricamente é possível, mas o informático russo Valeri Spiridonov não tem muito tempo para esperar melhores prognósticos.
Valeri sofre da síndrome de Werdnig-Hoffman, uma doença extremamente rara que foi diagnosticada quando tinha 1 ano de vida. Esta doença afeta os neurônios da medula espinhal, produzindo uma perda progressiva de massa muscular e imobilizando eventualmente o paciente dentro de seu próprio corpo. O famoso físico Stephen Hawking sofre da mesma doença, e há poucos dias mencionou que consideraria o suicídio no momento em que já não pudesse comunicar mediante suas próteses cibernéticas.
Por que os fumantes de cannabis são magrelos?

Comumente associamos os consumidores de maconha com glutões vorazes e com o consumo inusitado de pizzas com borda recheada de catupiry por causa da "larica". No entanto, apesar de que alguns usuários aumentam seu consumo de calorias, seu índice de massa corporal não reflete o mesmo. A pesquisa de uma equipe interdisciplinar de médicos de vários países consistiu em identificar a relação entre a cannabis e a obesidade; seus achados são interessantes.
Os pesquisadores analisaram informação de 4 mil e 600 adultos, dos quais 12% se identificava como usuário de maconha e outros 42% reportaram ter consumido alguma vez na vida. Fizeram testes de controle de açúcar, insulina e níveis de glicose, bem como de colesterol e circunferência da cintura.
A primeira evidência circunstancial indicou que a cintura dos fumantes de maconha era comparativamente menor que a dos não usuários, inclusive após ajustar fatores como idade, sexo, uso de álcool e fumo e níveis de atividade física. Nos consumidores de cannabis os níveis de HDL (colesterol bom) também eram superiores. Em contraposição, a resistência à insulina é reduzida em fumantes até em 17%.
A pesquisa serviu para notar que não existe uma correlação entre a quantidade do consumo de maconha e níveis de resistência de insulina e alguns outros fatores; ainda que não saibam exatamente o que acontece, buscarão demonstrar que a maconha ajuda a melhorar o controle de insulina e a regular o peso, e talvez explicar por que os usuários costumam ter menos incidência de diabetes. Além de controlar o açúcar no sangue, a cannabis poderia ser a substância emagrecedora do futuro.
Via | The Atlantic.
Novo exame de sangue promete revelar todo nosso histórico de infecções

Seguramente você já foi ao médico e este perguntou por seu histórico médico. Uma gripe por aqui, uma infecção estomacal por lá. Mas para além de dados guardados na memória, que oferecem precisão médica insuficiente, não saberemos dizer que vírus tivemos ao longo de nossa vida.
Mas isso acabará logo, não graças a um incremento de nossa memória ou conhecimento médico, senão, como um novo teste sanguíneo que determinará os anticorpos presentes em nosso fluxo sanguíneo, dados que servirão para determinar todos os vírus aos que fomos expostos ao longo de nossa vida.
Os usos para este teste são múltiplos, e poderiam ajudar a determinar o melhor tratamento a um paciente, bem como encontrar a fonte de doenças crônicas ou prevenir um problema de saúde no futuro permitindo o desenvolvimento de vacinas mais eficientes.
O nome do teste é VirScan e já foi utilizado em mais de 500 pessoas dos Estados Unidos, Tailândia, África do Sul e Peru. Entre os vírus mais comuns que as pessoas estudadas tiveram em sua vida se encontram o herpes e o vírus da gripe.
Este exame de sangue ainda não está sendo distribuído para uso em massa em todo mundo, mas seus criadores prometem que não terá um custo maior que o de testes que buscam um patogênico. Evidentemente faltam dados a respeito da percentagem de vírus encontrados por paciente, para determinar sua efetividade, mas trata-se de um grande avanço que poderia poupar muitíssimo tempo e dinheiro as pessoas, bem como aos médicos e instituições de saúde.
Fonte: Science.
Experimento comprova que a realidade não existe até que seja observada

Não gosto de escrever muito sobre este assunto pois ele facilmente é confundido com bobagens esotéricas, mas um dos questionamentos mais estranhos e fascinantes gerados pela física quântica é a possibilidade de que o mundo que experimentamos esteja sendo gerado por nossa percepção do mesmo. Em termos científicos, que os fenômenos se manifestem de tal ou qual forma segundo o ato de medida. E até que não sejam medidos, até que o olhar do instrumento não pose sobre eles, permanecem em um estado de indefinição que desafia toda lógica: são e não são, estão vivos e mortos, são ondas e partículas. Ou, de outra forma, não existem ou são tudo ao mesmo tempo. A potência infinita do vazio.
Há alguns dias, um grupo de cientistas australianos publicou os resultados de um experimento que confirma esta noção tão próxima da física quântica, provando de alguma maneira que a realidade não existe até que a medimos, ao menos não a realidade em uma escala quântica, que, ainda que minúscula, é o que constitui todas as coisas do universo.
Cientistas encontram elo perdido que liga o sistema imunológico com o cérebro

Conquanto sabíamos que existe um mecanismo de afetação entre o cérebro e o sistema imunológico, por décadas a anatomia foi ensinada sem precisar como é que isto ocorre. Uma importante pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, encontrou o elo perdido para estabelecer esta conexão. Os pesquisadores acharam vasos sanguíneos que, assombrosamente, não tinham sido detectados no mapeamento do sistema linfático. A descoberta pode ter numerosas aplicações para tratar doenças neurológicas como o Alzheimer, o autismo ou a esclerose múltipla, todas as quais têm um forte componente de inflamação vinculadas com o sistema imunológico.
O achado mostra que - "o cérebro é um tecido que está conectado ao sistema imunológico periférico como todos os órgãos através dos vasos linfáticos meníngeos", disse o professor Jonathan Kipnis. Isto permite modificar a forma na qual se percebe a interação neuro-imunológica e abre as portas para uma nova mecânica no tratamento. Um exemplo disto é o Alzheimer, doença em que se acumulam fragmentos de proteína no cérebro que, Jonathan crê, não são eliminados apropriadamente por estes vasos linfáticos.
Assim surgiu a vida na Terra?

Uma equipe de cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) descobriu novas pistas sobre a origem da vida há 4 bilhões de anos graças a um "código genético primigênio" com algumas enzimas específicas, que poderia ter dado lugar à vida complexa. Os resultados do estudo foram publicados em a revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Uma vez que os elementos químicos presentes em nosso planeta se uniram, surgiram as moléculas orgânicas conhecidas como aminoácidos. Depois, os aminoácidos formaram as proteínas necessárias para criar células individuais e destas, às complexas, surgindo finalmente as plantas e os animais. A grande pergunta reside em, como chegaram os aminoácidos a gerar as proteínas desta "sopa" para a vida?
Segundo o novo trabalho, a "hipótese do mundo de ARN" na qual o ARN "fez a si mesmo" não está completa, senão que o ARN recebeu ajuda de um código genético anterior ao atual. Esta conclusão foi fruto da análise das propriedades físicas de 20 aminoácidos diferentes. Os resultados revelaram que a polaridade e o tamanho destes poderiam explicar a forma em que as correntes de aminoácidos conseguiram se acoplar em estruturas tridimensionais para depois criá-las.
Assim, a tradução do código genético teria sido o nexo que liga a química prebiótica com a biologia, explicam Richard Wolfenden e Charles Carter, autores do estudo, resolvendo assim o mistério de como emergiu a vida na Terra: esse código genético primigênio gerou um processo de seleção natural que deu lugar à evolução da vida desde os organismos unicelulares até nossos dias.
Via | Science Daily.
Por que os homens se suicidam mais do que as mulheres?

Estatística e historicamente, o suicídio de homens supera por muito ao de mulheres em quase todos os países e todas as épocas, como se algo na cultura empurrasse mais os homens do que as mulheres a tomar a decisão última da morte por mão própria.
Nestes tempos em que as condições da chamada sociedade patriarcal se encontram em debate, poderia começar a se pensar que o suicídio é o custo que certos homens pagaram pela superioridade que a cultura outorgou a seu gênero. Uma leitura nesse sentido é a que faz Will Storr, que há pouco escreveu a respeito do assunto no site da revista Pacific Standard.
Pesquisadores alteram embriões de frangos para colocar patas de dinossauro
Os progressos em matéria de manipulação genética geram algumas situações que parecessem roçar com a alquimia, mas a verdade é que se tratam de fatos científicos que vão rompendo os paradigmas do que conhecíamos. A mais recente destas descobertas foi realizada por um grupo de cientistas da Universidade do Chile, quem conseguiram manipular um grupo de embriões de frango para que desenvolvessem patas de dinossauro.
A pesquisa foi realizada com o objetivo de compreender o processo que levou os dinossauros terópodes a evoluir em aves. Os resultados são mostrados no vídeo que encabeça este post.
Para conseguir estas perturbadores mudanças, os pesquisadores recorreram a uma droga com a capacidade de deter o movimento dos embriões no ovo, permitindo que os ossos de suas patas não se desenvolvessem normalmente, conseguindo assim adquirir a forma de seus ancestrais, terópodes. Basta recordar o Tiranossauro Rex ou os Velociraptors de Jurassic Park para contrastar os efetivos resultados.
Em resumo, com a aplicação da droga conseguiram reter e manipular o processo nas zonas requeridas para que as patas destes embriões de frango adquirissem a mesma forma que a dos dinossauros, ainda que este êxito por si mesmo não chegou a comprovar nada para além do que já se especulava.
Fonte: Science Daily.
Cadaverina é só um nome gente!

Eu canso de ler e ouvir que a dieta vegana é saudável, mas como uma dieta pode ser saudável se há a necessidade de fazer suplementação de:
- de Cálcio para não perder densidade óssea e enfraquecimento dos dentes;
- de Ferro para não ficar fraco nem merma de massa encefálica com consequente perda de processo cognitivo;
- de Zinco para não pegar infecção e nem perder fios de cabelo;
- de B12 para não ficar anêmico, sem metabolismo, chato e mau humorado.
Mas isso é só a ponta do iceberg, eu poderia citar mais um monte de deficiências desta dieta, como a falta de proteína animal e seus aminoácidos essenciais (massa muscular e saúde dos ossos), a creatina (músculos e cérebro), a carnosina (contra o envelhecimento), o ácido docosa-hexaenoico (anti-oxidante), o colesterol (testosterona) e um grande etcétera que vou enumerar em um outro artigo mostrando que a dieta vegetariana não tem nada de diferente das dietas malucas deficitárias da moda. Assim como existem alguns nutrientes, proteínas e vitaminas que só podem ser obtidos a partir do reino vegetal (como a vitamina C) há os que só podem se originar no animal. Mas por hoje vamos falar apenas sobre as poliaminas.
Por que algumas pessoas são mais emocionais do que outras?

De acordo com um novo estudo, nossos genes podem influenciar quão sensíveis somos à informação emocional. Os resultados revelam que existe uma variação nos genes que faz com que algumas pessoas experimentem os aspectos emocionais com mais nitidez perceptiva que os aspectos mundanos (ainda que aquele que carrega esta "variação genética" o saberá de antemão).
A autora do estudo, Rebecca Todd, diz que as pessoas realmente vêem o mundo de maneira diferente. Para as que levam esta variação genética, as coisas emocionalmente relevantes do mundo são bem mais realçadas.