Estudo revela forte vínculo entre o Parkinson e a depressão

Normalmente os médicos consideram só os sintomas físicos como parte importante de uma doença, mas no caso de doenças como o Parkinson os sintomas emocionais podem ser também importantes.
Sabe-se que a depressão é um sintoma comum da doença de Parkinson, uma desordem crônica neurodegenerativa normalmente associada com tremores corporais que, a longo prazo, impedem realizar as mais simples tarefas -ainda que os pacientes de Parkinson não necessariamente apresentem estes sintomas-. No entanto, até agora ninguém sabia o verdadeiro impacto da depressão nos pacientes.
Conseguiram sequenciar o genoma completo do gato doméstico

A Internet está a ponto de explodir de ternura. Em 1975 foi anunciado que, pela primeira vez, tinham completado o genoma de um organismo, o bacteriófago φX174. Em 1984 anunciaram a sequência completa do herpesvírus humano Epstein-Barr, e em 1995 foi a vez de publicarem a primeira sequência de um organismo de vida livre, o Hæmophilus influenzæ. Em 1996, a primeira sequência do cromossoma humano e em 2001 saiu o primeiro rascunho do genoma humano, completado depois por Craig Venter.
Em 2014 a ciência chegou a um divisor de águas nas técnicas de sequenciamento do DNA: publicaram o genoma de um gato.
Nossa sociedade só evoluiu graças a uma queda geral da testosterona

Você é do tipo que está obcecado com "101 métodos para aumentar a testosterona?" Pare! Já! Poderia estar levando tudo para o caos. Ao menos isso afirma um estudo publicado na revista Current Anthropology: nossa transição à civilização moderna poder ter coincidido com uma queda geral de testosterona em nossa espécie.
Este hormônio, com maior presença nos homens que nas mulheres, em níveis altos está associado a maiores índices de agressividade, menor grau de empatia e um maior desejo de competitividade. Ingredientes que parecem complexos para dar início à difícil tarefa de criar uma sociedade organizada. Mas não é só no caráter onde os níveis de testosterona deixam impressão. Há evidências físicas, como a forma de nosso crânio.
Foram precisamente 1.400 crânios os protagonistas da pesquisa realizada por Robert Cieri, estudante da Universidade de Utah. Ele e seus colegas analisaram detalhadamente as peças, compararam o arco superciliar, a forma do rosto e o volume interior de 13 crânios humanos com mais de 80.000 anos, 41 crânios de 10.000 a 38.000 anos e uma mostra global de 1.367 crânios do século XX dos 30 grupos étnicos diferentes.
Estudo determina que dizer a verdade melhora a saúde

Dizem por aí que a verdade vos fará livres e ao que parece não só isso, senão que também poderia melhorar nosso estado de saúde. De acordo a um estudo realizado por Anita E. Kelly, psicóloga da Universidade de Notre Dame, ser honesto poderia ajudar a evitar sintomas comuns como dores de cabeça ou garganta irritada.
O estudo ocupou 72 adultos de aproximadamente 41 anos divididos em dois grupos: Controle e Sinceridade. Aqueles atribuídos ao primeiro não tinham que fazer nada, só saber que seriam submetidos a um estudo. Os que foram atribuídos ao segundo tinham que falar a verdade e serem sinceros de todas as coisas que lhes ocorriam, não só em situações triviais senão em todos os momentos em que aquilo que dissessem pudesse ser levado a sério.
Durante cinco semanas os participantes foram submetidos a exames de saúde e de polígrafo. De acordo à psicóloga, os resultados foram surpreendentes já que os integrantes do grupo de Sinceridade reportaram menos problemas de saúde comparados com os de Controle. Dores de cabeça, de garganta ou náusea foram menos comuns durante a última semana.
A responsável pelo estudo também seguiu as instruções e comparando seu estado de saúde com o ano anterior assegura adoeceu menos. Kelly diz que uma pessoa mente em média umas 11 vezes ao dia e que converter-se em uma pessoa 100% honesta não acontece da noite para o dia, é um processo que precisa de tempo. Se esse processo assegura que adoeceremos menos, então vale a pena colocá-lo em prática.
Via | Psychology Today.
Ruídos fortes e música muito alta modificam o cérebro

Segundo o último estudo da Escola de Ciências Comportamentais e Cerebrais da Universidade do Texas, em Dallas, publicado na revista Ear and Hearing, a publicação oficial da American Auditory Society, escutar de forma continuada algum som ou ruído muito alto não só provoca surdez com o tempo, senão que também modifica nosso cérebro até ao ponto de que influi em nossa interpretação da fala, provocando uma crescente dificuldade para distinguir os sons do discurso.
O experimento, não obstante, foi realizado em ratos, que foram expostos a ruídos fortes. Então observaram como isso afetava a zona do cérebro que processa sons; esta zona iguala-se a uma região cerebral do ser humano cuja função é processar sons relacionados com a fala. O teste foi feito mediante o registro da resposta neuronal no cortex auditivo um mês após a exposição ao ruído. Tal e qual assinala Michael Kilgard, coautor do estudo:
- "Assim como fabricamos máquinas e dispositivos eletrônicos mais potentes, o potencial de causar um dano permanente cresceu enormemente. Inclusive os menores reprodutores de mp3 podem atingir níveis de volume que são altamente perjudiciales para a audição em matéria de minutos."
Via | Science Daily.
Descobrem por que algumas pessoas podem dormir pouco e serem funcionais

Quase que com certeza você já enfrentou, alguma vez, ver todos os episódios da temporada de uma boa série, talvez fossem umas tantas páginas a mais do novo livro de sua saga favorita ou a última partida da noite nesse jogo de calabouços que é mais viciante do que o craque. Chega a manhã e por mais café, Rede Bull ou Guaraná em pó que beba não há a mínima possibilidade se ser funcional.
Ou talvez tenha acontecido o contrário, após uma noite de pouco sono não parece ter nenhum sintoma negativo e a vida segue sem nenhum problema. Ainda que seja muito fácil culpar a idade, os cientistas descobriram que certas pessoas requerem ao menos nove horas de sono, a maioria oito e uma pequena percentagem de super-humanos pode dormir apenas seis horas e não apresentar sintomas de privação do sono.
Agora que o ebola chegou nos EUA, as grandes farmacêuticas desenvolverão uma vacina?

Nos últimos dias o vírus do ebola voltou a ser notícia devido a uma incipiente epidemia que, pela primeira vez na história desta doença, saiu da África com, até agora, um par de casos confirmados de contágio que se encontram nos Estados Unidos: Kent Brantly e Nancy Writebol, ambos internados no Emory University Hospital, em Atlanta, ambos contagiados enquanto atendiam a doentes na Libéria.
Pode ser este o fato que por fim leve às grandes farmacêuticas a desenvolver uma vacina contra o vírus? O ebola é conhecido cientificamente ao menos desde 1976, ano em que foi isolado pela primeira vez no Zaire. E, desde então, o vírus seguiu um destino mais ou menos parecido ao HIV, ou ao menos essa é a impressão de John Ashton, presidente da Faculdade de Saúde Pública do Reino Unido, que no domingo passado publicou no Independent uma coluna a propósito da relação entre pobreza e doença, ou por que as grandes companhias farmacêuticas impediram o desenvolvimento de uma vacina contra o ebola apenas porque, até agora, a doença estava exclusivamente na África.
Cientistas descobrem um novo mecanismo de ação do canabidiol contra as células do câncer do pulmão

Nos últimos anos, notamos um interesse crescente no uso de canabinóides, tais como o tetrahidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD), como agentes anti-câncer. Eles produziram resultados promissores em estudos in vitro e in vivo, demonstrando uma pletora de efeitos anti-tumorais, tais quais a promoção da morte celular e diminuição da invasão e migração celular. Ainda que possa parecer grande no papel, o suporte para a sua eficácia na prática clínica é carente devido aos poucos estudos publicados até agora. Além disso, os cientistas realmente sabem pouco sobre como eles exercem seus efeitos sobre as células cancerosas.
Mas há algumas semanas, acenderam a luz sobre um mecanismo de ação, graças a um estudo britânico que identificou plataformas previamente desconhecidas de sinalização que mediaram os efeitos anticancerígenos do THC. Alguns estão hesitantes sobre o uso de THC, no entanto, dados os efeitos colaterais psicoativos indesejados. O CBD pode, portanto, representar um agente terapêutico mais útil.
O pinguim de dois metros que em um dia viveu na Antártida

Se vivesse em nossos dias seria tão alto e robusto quanto um jogador de basquete. Com seus dois metros de altura e seus 115 quilos de peso, o Palaeeudyptes klekowskii é o maior dos pinguins descobertos até agora e deixa muito para trás o recorde da espécie anterior extinta, os fósseis de um pinguim de 1,5 m descobertos no Peru.
Os novos fósseis foram descobertos na ilha Seymour, na península antártica, no começo do ano, mas somente agora a equipe de Carolina Acosta, do Museu da Prata, encontrou algumas peças que permitem estimar seu tamanho. Os primeiros restos consistiam em uma dúzia de ossos, em sua maioria dos pés e as asas do animal, mas o achado de um tarsometatarso de 9 cm permite inferir que a ave poderia ter até dois metros de altura.
Quer ser mais feliz? Então converse mais com estranhos

Quando não é um ato invasivo, entabular espontaneamente uma conversa com estranhos que encontra em seu caminho pode representar múltiplos benefícios. Para além das gratas surpresas que esta prática pode, potencialmente, implicar, ao que parece pode ajudar a que sejamos mais felizes.
Depois de um experimento realizado em estações de metrôs e ônibus em Homewood, Illinois, os psiclógos Nicholas Epley e Juliana Schroeder demonstraram que a maioria de nós, quando estamos sozinhos em, por exemplo, um café ou um parque, se deve a que supomos que as pessoas que nos rodeiam não querem interagir. Isto é, no fundo a maioria dos solitários que coexistem em algum lugar veriam com bons olhos que alguém se aproximasse, mas não tomam a iniciativa pois pensam que o outro prefere manter à margem -e a outra pessoa pensa a mesma coisa também-; corroborando a opinião de Henry Thoreau, que certa vez disse que "As cidades são lugares em que milhões de pessoas se reúnem para ficarem sozinhas".
Outra das descobertas reportadas pelos cientistas, é que aquelas pessoas que iniciavam uma conversa com algum desconhecido terminavam por perceber sua experiência como mais grata e inclusive mais produtiva, em contraste com os que mantinham sua barreira.
De modo que se estiver lendo este artigo, talvez seja um sinal para que na próxima vez que saia sozinho e esteja em algum lugar público, considere romper essa círculo vicioso que favorece o isolamento e faça novos amigos.
Via | Business Insider.