O que tem a ver neurociência com basquete?

Qualquer pessoa que pratique o basquete sabe que o mecanismo de lançar a bola está profundamente interiorizado, de maneira que se a pessoa tenta se concentrar e executar pensando em cada movimento, o mais provável é que falhe miseravelmente. Vários estudos assinalam que os jogadores de elite costumam bloquear a tensão em alguns momentos precisamente por isto.
Durante o processo de aprendizagem, enquanto realizamos uma nova tarefa recrutamos zonas do córtex cerebral, mas à medida que aprendemos o movimento com base em repetições, estas funções começam a passar ao cerebelo, onde não há um acesso tão direto a nível consciente. Um estudo com jogadores de basquete demonstra inclusive a plasticidade nesta área do cérebro e que, em jogadores profissionais, acontecem alterações macroscópicas e engrossamentos em determinadas zonas nas estruturas do cerebelo.
Todos somos DJs da informação, mas como é que uma ideia se torna contagiosa?

Estamos programados a querer compartilhar informação com outras pessoas. Disso não resta nenhuma dúvida. Mas o que não está muito claro é como é que algumas ideias são filtradas para chegar a milhões de pessoas, e outras não. Ao que parece algumas pessoas fincam o pé em questões de informação, como se tivessem uma fórmula infalível. No entanto, recentes pesquisas demonstraram que, enquanto a estratégia mercadológica é muito importante à hora de publicar uma ideia, digamos, em redes sociais, os impulsos cerebrais de quem a recebe participam da mesma forma.
Psicólogos da UCLA dedicaram-se durante algum tempo a identificar precisamente isto. Que regiões do cérebro estão associadas com o dispersão bem sucedido das ideias. E deram, sobretudo, um passo significativo para responder as seguintes perguntas: "Como as ideias se espalham?", "Que mensagens se tornam virais nas redes sociais?" e "Como predizer isto?"
Algumas teorias de porque sentimos nostalgia

A nostalgia, que não é o mesmo que tristeza nem melancolia, é uma substância que invade a todos. Mas, por que sentimos nostalgia por algumas coisas e não por outras? Que diz de nós nossa nostalgia?
A nostalgia é um fenômeno dificil de explicar, mas que todos sentimos ao longo de nossas vidas. Poderia ser definida como uma maneira de recordar o passado afetivamente, com um pouco de dor. Aliás o termo "nostalgia" foi acunhado por Johannes Hofer em 1688 que uniu duas palavras gregas: "regresso a casa" e "dor". Naquela época a nostalgia era considerada como um sintoma grave. Afetava tanto os soldados que a única maneira de curá-lo era mandando os de regresso para casa. E os marinheiros foram sempre os portadores máximos desta substância, com saudades perpétuas de casa.
As frutas e verduras que compramos ainda estão vivas

À hora de verter uma opinião sobre bioética, desde a conveniência do aborto até a do consumo de animais ou do maltrato animal, temos de traçar linhas arbitrárias que delimitam, por exemplo, que tipo de vida é susceptível de nosso respeito e qual não é. Frio e simples assim.
Sem linhas arbitrárias, inclusive desligar um videogame poderia constituir o assassinato de seus personagens. E também o poderia ser, por exemplo, comer uma cenoura. Por isso as linhas, já que são arbitrárias, devem estar fundamentadas na maior quantidade de conhecimentos e evidências possíveis.
O tema das cenouras não é em absoluto fútil, sobretudo se prestarmos atenção a um estudo de pesquisadores da Universidade de Rice (EUA) que, no último número da revista "Current Biology", sugerem que os vegetais que compramos diariamente seguem vivos já que, inclusive após a colheita, respondem aos sinais de luz e, portanto, mudam sua biologia melhorando sua resistência ante os insetos e seus valores nutricionais.
Hubble capta a imagem do momento que duas galáxias se fundem
Esta impressionante imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble retrata o momento -esses momentos no espaço que, para nossos parâmetros, parecem estender na eternidade- o momento no que duas galáxias se fundem em uma.
Trata-se da NGC 2936 -mais longa e azulada- e da NGC 2937, aproximadamente a 326 milhões de anos luz da Terra, na constelação de Hidra.
A imagem que está sendo comparada com uma ave em luta remontando o vôo nos confins do Universo.
Via | IBTimes.
Clonam um rato a partir de uma gota de sangue

Uma equipe de pesquisadores japoneses do Instituto de Pesquisa de Ciências Naturais RIKEN liderados pelo doutor Atsuo Ogura conseguiram clonar pela primeira vez um rato a partir de células sanguíneas circulantes recolhidas do rabo de outro exemplar. A duração de sua vida foi ademais comparável à da maioria de espécimes de sua espécie e inclusive conseguiu procriar novos ratos sem maiores complicações.
A clonagem foi possível graças ao isolamento dos glóbulos brancos do sangue do doador e o uso dos núcleos celulares seguindo uma técnica similar à que foi empregada com a ovelha Dolly. O processo, conhecido com o nome de transferência nuclear de células somáticas, implica o transvase do núcleo de uma célula adulta a um óvulo não fertilizado do qual extraíram o núcleo.
Até a data os especialistas tinham conseguido clonar ratos a partir de glóbulos brancos presentes nos gânglios linfáticos, na medula óssea e no fígado, mas é a primeira vez que conseguem usando células sanguíneas circulantes.
Com este método, os cientistas asiáticos indicam que é possível clonar organismos de maneira rápida e sem que seja necessário matar o animal doador. Ademais sustentam que isso poderá ser utilizado para produzir a grande escala animais confinados que tenham características muito determinadas que os tornem economicamente atraentes para as explorações pecuárias.
Via | BBC News.
Transplante de cabeça, uma realidade em dois anos?

Em entrevista exclusiva para a revista italiana Oggi, o famoso neurocirurgião Sérgio Canavero, conhecido por ter conseguido "acordar" um jovem em estado de coma vegetativo, assegurou que o transplante de cabeça é tecnicamente possível e que poderia realizar o primeiro em dois anos.
O desafio está proposto no projeto HEAVEN/GEIMINI (Head Anastomosis Venture with Cordon Fusion) que trabalha na possibilidade de unir dois trechos da medula espinal. Segundo explica Sérgio à revista, isto seria possível "graças à utilização da engenharia celular".
E que sentido tem transplantar uma cabeça?
Canavero também aborda o possível perfil dos doadores e dos receptores. Segundo ele, os candidatos potenciais ao transplante poderiam ser pessoas com alguma doença degenerativa ou tetraplégicos.
Consciente de que o projeto gera inquietudes e debates éticos, Canavero assegura que "a sociedade deve começar a pensar de maneira a padronizar este procedimento".
Via | Oggi.
Pessoas com alto QI sabem bloquear grande quantidade de informação desnecessária

O índice de Quociente intelectual funciona para dar-nos uma medida da inteligência de uma pessoa em um dado momento. Segundo este, uma pontuação maior indica maior inteligência. Se levarmos isso como base, um estudo publicado na revista Current Biology afirma que pessoas com níveis altos de QI são mais seletivos ao processar informação proveniente dos sentidos. Duje Tadin da Universidade de Rochester afirma que:
- "Não é que as pessoas com alto QI sejam melhores em percepção visual; senão que é mais seletiva. São excelentes para ver pequenos objetos móveis, mas têm dificuldades em perceber movimentos grandes e de fundo".
O exercício aeróbico melhora a capacidade cognitiva: mexa-se e seja inteligente

A importância de fazer algum tipo de exercício aeróbico quando se tem uma atividade cognitiva intensa não pode ser enfatizado de maneira suficiente: recordemos que Sócrates, retratado nos Diálogos de Platão, constantemente costuma caminhar junto a seus interlocutores enquanto exerce a Maiêutica. São numerosos os pensadores que enfatizaram também os benefícios do movimento físico para a criatividade e a clareza mental, como Thoreau, Goethe ou Einstein, além de que caminhar em si próprio pode combater a depressão e revisar os padrões mentais.
Alguns estudos descobriram os seguintes benefícios do movimento físico em relação com a cognição e a melhora da aprendizagem:
As plantas fazem cálculos matemáticos para regular seu consumo de energia noturno

Cientistas britânicos descobriram que as plantas têm a capacidade de realizar cálculos aritméticos para regular seu consumo energético durante a noite, período no qual não há fotossíntese. Isto não quer dizer exatamente que as plantas são inteligentes, mas sim que se trata do primeiro exemplo concreto de aritmética no âmbito.
A descoberta foi realizada durante o estudo da planta Arabidopsis, que usa um modelo matemático -simples, mas matemático afinal de contas- para determinar a quantidade de amido a utilizar durante o período em que não há luz solar. E o cálculo é tão preciso que pára Alison Smith, chega a ser espantoso:
- "A matemática é muito simples, aplicadas de forma química".
Especificamente, o que a planta realiza é uma divisão entre duas moléculas; uma delas (S) "incentiva" o uso do amido das reservas, enquanto a outra (T) "freia" esse mesmo uso. Depois, o ritmo de utilização das reservas é calculado através de uma divisão tão simples quanto o valor de S dividido pelo valor de T, de maneira que a energia da planta não se esgote até que sol saia e comece de novo o processo de fotossíntese.
Segundo os cientistas, é possível que alguns animais utilizem métodos de cálculo similares, e como exemplo, menciona o gerenciamento das reservas de energia em algumas aves migratórias.
Via | BBC News.
