Menino surdo de 3 anos escutando a voz do pai pela primeira vez

Seu nome é Grayson Clamp, nasceu sem vários dos nervos dos ouvidos humanos que nos permitem processar o som. Mas seus pais buscaram ajuda para seu pequeno. Desde seu nascimento até agora Grayson nunca foi capaz de ouvir um som. De modo que olhar sua cara de assombro ao escutar a voz de seu pai pela primeira vez é bem emocionante.
Em um hospital de Carolina do Norte e como parte de uma ensaio, os médicos de Grayson colocaram um microchip em seu cérebro. Este dispositivo já foi utilizado em adultos, com bons resultados, no entanto é a primeira vez que é colocado a prova em uma criança.
Pode o universo ser inevitável e natural ao mesmo tempo?

O bóson de Higgs foi confirmado estatisticamente no ano passado para alegria da comunidade científica, ira de uns poucos fundamentalistas tontos e perplexidade do restante dos mortais. Uma clara noite de julho de 2012 um grupo de físicos aplaudiram a notícia de que Higgs tinha razão há pelo menos meio século, de que havia algo capaz de fazer com que as partículas elementares adquirissem massa, o que permitia sua conjunção para formar galáxias ou seres humanos. Mas este –o princípio fundamental do universo como conhecemos– não é o fim da história.
Em uma conferência recente na Universidade de Columbia, o físico de Princeton Nima Arkani-Hamed, desenvolveu alguns dos envolvimentos contraditórios da descoberta produzida pelo grande colisor de hádrons resumindo em uma fórmula sintética, não isenta da vertigem da poesia: O universo é inevitável. O universo é impossível"
Confirmado: a água mais antiga do mundo tem gosto muito ruim

Estava a dois quilômetros e meio de profundidade sob a superfície do Canadá e é considerada a amostra de água mais antiga do planeta. Tanto, que sua antiguidade poderia oscilar entre os 1,5 e os 2,6 bilhões de anos, quando a Terra tinha menos da metade da idade que tem agora.
Durante todo este tempo, a água descoberta em uma mina de zinco e cobre do Canadá permaneceu estancada e à margem do ciclo de evaporação, nas fissuras da rocha granítica da mina. Um mês após o achado, uma das autoras do estudo, Barbara Sherwood Lollar, confessou que provou a água e descreveu seu sabor:
Por que mentimos? Algumas hipóteses (e ideias) para entender as meias verdades

A mentira tem razões que a verdade não conhece e talvez a pergunta "por que mentimos?" nunca possa ser respondida, senão com meias verdades. Alguns mentem por conveniência, diplomacia, para dar uma primeira boa impressão ou para evitar explicações desnecessárias e chatas, além de pelo óbvio motivo de ocultar do outro algo que não queremos que saiba.
De maneira inconsciente podemos afirmar coisas que sabemos falsas ou fazer histórias na mente do outro só para provar nossa destreza; mas os pesquisadores do comportamento afirmam que nossas mínimas mentiras requerem um grau de reflexão que inclusive é mostra de saúde cognitiva em crianças pequenas, apesar de que, como diz a sabedoria popular, a prática leve a perfeição. Qunato mais mentimos, mas aprendemos a falsar.
Combatendo a calvície... e o alcoolismo

O Viagra, inicialmente pensado para tratar a angina de peito e a hipertensão arterial, terminou despertando um efeito colateral nos voluntários que se submetiam aos ensaios: uma ereção prolongada. A companhia farmacêutica, depois de milhões de investimento, decidiu mudar seu objetivo para recuperar o dispêndio e fatura hoje bilhões.
Algo similar ocorreu agora com um fármaco contra a calvície, ainda que este sim já esteja em circulação: seu efeito colateral reduz o consumo de álcool. Muitos dos voluntários tratados por calvície pararam por completo o consumo de álcool, já que, ao beber, experimentavam um aumento da ansiedade e do cansaço, tonturas, intoxicação e ficavam bêbados com menor ingestão de álcool e sentiam menos euforia.
Novo campo da genética afirma que herdamos as experiências de nossos antepassados através do DNA

Vamos propor uma pergunta com certa ingenuidade: como o DNA humano sabe onde colocar suas peças para criar exatamente um ser humano particular? Não falamos de um indivíduo da espécie humana senão de uma pessoa concreta, filho ou filha de certos pais, descendente de certa genealogia. De primeira impressão poderíamos pensar que a natureza trabalha sobre um quadro básico de ingredientes, os quais sofrem poucas modificações ao longo do tempo. Mas segundo a pesquisa de dois biólogos canadenses, as histórias de vida (hábitos, estados emocionais, traumas psicológicos) de nossos descendentes modificam e outorgam a nosso material genético um grau extra de precisão.
A história resumida começa assim: um neurologista e um biólogo entram em um bar, tomam um par de tragos e falam superficialmente de suas respectivas linhas de pesquisa, ao sair criaram um novo campo da genética. Isto ocorreu em um bar de Madri a Moshe Szyf, biólogo molecular e geneticista da McGill University em Montreal, e a seu amigo Michael Meaney, neurobiólogo da mesma universidade.
As cinco personalidades dos chimpanzés

Cientistas americanos do Parque Zoológico Lincoln identificaram cinco dimensões básicas da personalidade dos chimpanzé. Segundo publicam na revista especializada American Journal of Primatology trata-se da desconfiança, a dominância, a sinceridade, a extroversão e a simpatia ou amabilidade. E acrescentam um possível sexto fator, pendente de confirmar em sucessivas pesquisas, que seria a capacidade para ser metódico.
Hani Freeman, principal autora do estudo, está convencida de que o entendimento da personalidade do chimpanzé tem importantes envolvimentos teóricos e práticos. Assim, a distinção destas cinco dimensões básicas de personalidade para classificar aos primatas ajudará os tratadores à hora de se relacionar com estes animais de maneira individualizada, assegurar seu bem-estar e prever, por exemplo, como se comportam em diferentes situações, concluem os pesquisadores.
Para o estudo, os cientistas trabalharam com chimpanzés com idades compreendidas entre 8 e 48 anos, a maioria nascidos em cativeiro. E para validar seus achados sobre a personalidade dos primatas contrastaram-nos com dados de seu comportamento compilados ao longo de dois anos, que confirmaram a classificação.
Via | Science Daily.
O sucesso e a forma do rosto estão relacionados

Os homens bem sucedidos têm certos traços diferenciados em seus rostos, segundo demonstrou um estudo da Universidade de Sussex (Reino Unido) que publica a revista British Journal of Psychology.
A pesquisa baseia-se na proporção facial da altura pela largura do rosto ou índice FWH, por suas siglas em inglês, que se obtém dividindo a distância horizontal máxima do extremo direito e o esquerdo do rosto entre a distância que separa a zona superior dos lábios do ponto mais alto das sobrancelhas.
Pois bem, segundo os cientistas, os rostos masculinas que associamos a pessoas mais dominantes e bem sucedidas são aquelas com um FWH alto, isto é, mais largas do que longas. Pelo contrário, tendemos a associar os rostos alongados com uma limitada capacidade de liderança e menores níveis de sucesso.
Segundo Jamie Ward, coautor do trabalho, há duas possíveis explicações a esta descoberta. Uma opção é que o FWH seja realmente um indicador visível da personalidade dominante de um indivíduo, dado que também está associado a certos níveis de testosterona. A outra possibilidade é que os humanos tendamos a escolher como líderes indivíduos com o rosto largo, como herança evolutiva de chefes de grupos que tinham esta característica, como acontece com os gorilas.
Todo mundo com régua na mão?
Via | Science Daily.
Por que não existem gatos de 3 cores?

A genética como ciência tem formas maravilhosas de se expressar. Uma das mais curiosas pode estar agora mesmo perambulando por sua casa e soltando pelos no sofá: os gatos, mas especificamente a sua cor.
Como sabemos, estes pequenos felinos tem naturalmente 3 cores (ou suas misturas): pretos, brancos e alaranjados. Mas, nesse momento possivelmente você já saiba que um gato de 3 cores ao mesmo tempo... só pode tratar de uma gata.
Terapia contra esquizofrenia utiliza avatares para representar as alucinações sonoras
Os pacientes de esquizofrenia costumam padecer alucinações auditivas muito fortes que em ocasiões tomam forma de vozes que ameaçam a eles ou seus familiares. Com o objetivo de dar um rosto às vozes atemorizantes, cientistas do University College London experimentam com uma terapia alternativa aos anti-psicóticos, que consiste em fazer que os pacientes desenhem um avatar das vozes que escutam em sua cabeça, para poder controlá-las eventualmente.
Em um programa piloto, três pacientes deixaram de escutar vozes depois da terapia, que consiste em várias sessões onde os pacientes e o terapeuta realizam um desenho tridimensional de como seriam o rosto das vozes que escutam em sua cabeça. O tratamento pode ser completado com anti-psicóticos, ainda que em uma medida regular sabe-se que os medicamentos não são efetivos em um de cada quatro casos.
Segundo Julian Leff, responsável pelo projeto, - "Os pacientes interagem com o avatar como se fosse uma pessoa real, porque o criaram e sabem que não podem machucá-los... Como resultado, os pacientes ganham confiança e valor para confrontar o avatar, e seu perseguidor".
Os pacientes recebem gravações de cada sessão, de modo que a ideia é que aprendam com suas próprias conversas com o avatar e que desativem uma crise psicótica no momento.
- "O mais bacana da terapia é sua simplicidade e brevidade", disse o professor Thomas Craig, que se encarregará da seguinte fase do projeto, que espera que os primeiros resultados de sua aplicação comecem a ser visíveis no final do ano 2015 nos pacientes atuais, quando o tratamento será aprovado para seu uso estendido, se demonstrarem que efetivamente funciona.
Será que talvez dar um rosto aos demônios permite ver seus olhos e saber que alguns deles também têm medo de nós?
Via | Guardian.