Déficit de atenção e hiperatividade pode ser uma doença inventada

Ao menos desde os anos 90 uma das doenças infantis diagnosticadas com maior frequência é o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), um problema psicológico que paralelamente se revelou como um dos principais negócios das grandes farmacêuticas e, no caso das crianças, permitiu encontrar uma justificativa médica para a inquietação e a distração que se criam próprias da idade.
Em anos recentes o diagnóstico vem sendo profundamente questionado, tanto em termos neurológicos quanto éticos, pois se por um lado não parece existir evidência conclusiva sobre sua existência como transtorno psicológico, por outro o fato de que gere enormes ganhos econômicos a um punhado de corporações o torna, para dizer o mínimo, bem suspeito.
Ditas dúvidas se avolumam agora que toda a WEB divulga como sendo uma confissão -na verdade foi uma entrevista ao diário alemão Der Spiegel- de quem na década de 1960 definiu o TDAH, o psiquiatra estadunidense Leon Eisenberg, que pouco antes de morrer disse que o diagnóstico da doença está sendo completamente superestimado e que, portanto, o TDAH é "um exemplo de doença fictícia".
Imagens da sonda Planck poderiam confirmar a existência de outros universos

A primeira evidência "dura" da existência de outros universos poderia ter aparecido. Mediante o estudo da informação recolhida pela sonda espacial Planck, a comunidade astrofísica topou com anomalias na distribuição da radiação no universo, o que foi interpretado como o efeito da força da gravidade de outros universos incidindo sobre o nosso, cuja impressão pode ser detectada por nossos instrumentos atuais, mas não completamente explicada.
A radiação de microondas cósmica é a força que se mostra na imagem de cima. Trata-se de um mapa que mostra a radiação remanescente do Big Bang, ainda detectável depois de 13,8 bilhões de anos. As teorias anteriores afirmavam que a distribuição desta se mostraria como uma constante, mas o mapa mostra uma concentração mais poderosa na metade inferior do céu, bem como um "ponto frio" que não é possível explicar com a física disponível.
Hubble capta novas imagens do “olho do universo”: a surpreendente Nebulosa do Anel
O universo, essencial e felizmente incognoscível, revela-nos de vez em quando algumas das maravilhas que ainda nos escapam, pérolas de mistério que nos surpreendem e talvez também nos perturbam, desmesuradas como são suas qualidades, suas dimensões e praticamente tudo quanto nos é permitido entender sobre sua natureza.
Desta vez compartilhamos uma imagem obtidas pelo velho telescópio espacial Hubble da Nebulosa do Anel, uma enorme nuvem de gás em torno de uma estrela moribunda que se encontra ao norte da constelação da Lira, aproximadamente a 2.283 anos luz da terra, logo ali.
A forma peculiar da nebulosa também faz com que seja comparável a um olho, inquietante circunferência que parece vigiar incansavelmente a vastidão do cosmos, insone, solitário
Via | io9.
Eletrocutar o cérebro ajudaria a melhorar o desempenho em matemática

Um grupo de cientistas descobriu que aplicar uma certa corrente elétrica indolor no cérebro pode melhorar o desempenho matemático por até 6 meses. Os pesquisadores não sabem por que isto funciona (ainda).
Em 2010, o neurocientista Roi Cohen Kadosh da Universidade de Oxford em Reino Unido demonstrou que o estímulo elétrica combinado com treinamento pode fazer com que as pessoas tenham um melhor desempenho em tarefas numéricas, como julgar qual de duas quantidades é maior. No entanto, não estava claro se esta atividade se traduziria a uma melhoria nas habilidades matemáticas comuns.
Para isto, Cohen Kadosh realizou um novo estudo com 25 voluntários que realizaram exercícios matemáticos, enquanto parte deles recebia uma estímulo elétrico ao cérebro. A área estimulada corresponde ao córtex pré-frontal, considerado o responsável pelo processamento aritmético. A corrente chegou lentamente até 1 miliampere, e depois flutuou aleatoriamente entre valores altos e baixos.
É verdade que a água da Terra segue um ciclo e, portanto, é sempre a mesma?

Apesar do fato de que todos já tenhamos ouvido falar sobre o ciclo da água no ecossistema, a verdade verdadeira é que este ciclo não é em absoluto fechado. A água do mar evapora, condensa e forma nuvens, precipita-se contra a terra em forma de chuva e agrupa-se formando rios que desembocam no mar, de novo. Até aqui a versão que costumam ensinar em muitos colégios. Mas as coisas são mais complicadas, porque a água pode ser destruída, e também gerada.
A fotossíntese realizada pelas plantas é a responsável pela destruição das moléculas de água. Isso acontece porque no processo no qual as células vegetais fabricam matéria orgânica mediante a energia do Sol, geram moléculas de açúcares a partir do CO2 que há no ar e também na água.
Estamos cada vez mais próximos de uma vacina contra a cocaína

Uma equipe de cientistas conseguiu desenvolver uma vacina que serviria para combater o vício à cocaína, e que por enquanto demonstrado funcionalidade integral em primatas, o que implicaria que estamos nos aproximando cada vez mais da aprovação para uso humano em terapias de tratamentos de vícios.
A vacina (dAd5GNE) combinaria elementos do vírus do resfriado comum com a partícula GNE, um análogo estável da cocaína, e funcionaria impedindo os grandes aumentos da dopamina do cérebro associado ao consumo de cocaína, pois o mesmo corpo trata à cocaína como um intruso e monta uma resposta imunológica contra a droga.
- "A vacina come a cocaína no sangue como um pequeno Pac-Man antes de que sequer consiga atingir o cérebro", assegurou o chefe do estudo e presidente do Departamento de Medicina Genética do Colégio Médico Weill Cornell, Ronald G. Crystal.
- "Achamos que esta seria uma estratégia de recuperação ideal para qualquer dos 1,4 milhões de usuários de cocaína nos Estados Unidos que estejam interessados em terminar com um vício a esta droga pois não tem cenário negativos. Inclusive se uma pessoa vacinada reincide, a cocaína não causaria nenhum efeito".
Agora só resta esperar se os promissores resultados se repetirão nos humanos, como também encontrar a frequência adequada para administrar este tipo de novos tratamentos.
- "Uma vacina anti-cocaína requererá mais de uma injeção em humanos, mas não sabemos com qual frequência serão necessárias as injeções de apoio", afirmou Crystal.
Via | Wired.
As conversas entre vizinhos também são salutares para as plantas

Ter bons vizinhos é algo que influi até nas plantas. Eu tenho um par de vizinhas que quase todas as manhãs e todas as tardes se juntam sobre o parapeito do muro, nos fundos da minha casa, para fofocar conversar. Contam o que fizeram, o que comeram e, como não, falam das notícias do dia e tentam, ao seu modo, solucionar os problemas do país. De modo que eu não preciso assistir a novela para saber que ontem uma tal de Delzuite fez uma festa para a imprestável da Aisha.:-) Ainda que não pareça, essas conversas são boas para a saúde e necessárias para manter a cabeça no lugar.
Quando vi que acontece o mesmo com as plantas, nem achei estranho. Segundo uma pesquisa, realizada com o Capsicum annuum, mais conhecido como pimentão, e publicada no jornal BMC Ecology, ter relações com os vizinhos melhora a germinação das sementes.
Encontram pela primeira vez na Terra evidência biológica de uma supernova

Carl Sagan tinha muita razão quando afirmou que "parte de nós sabe de onde viemos. Almejamos voltar. E podemos. Porque o cosmos também está dentro de nós. Somos pó de estrelas. Somos o meio para que o Cosmos se conheça a si mesmo".
Pois se ainda restavam dúvidas com respeito a esta afirmação, agora uma equipe de cientistas da Universidade Técnica de Munique descobriu pela primeira vez evidência biológica de uma supernova na Terra.
Ao recolher sedimentos do leito oceânico no Pacífico, os pesquisadores encontraram restos de ferro-60 -um isótopo radioativo de ferro que é produzido quase que exclusivamente no interior de uma estrela quando está por se transformar em uma supernova- no interior de fósseis de microorganismos de 2,2 milhões de anos de antiguidade.
Já que a vida média do ferro-60 é 2,62 milhões de anos, a única explicação razoável é que uma supernova próxima à Terra explodiu e caíram restos da estrela ricos em ferro sobre nosso planeta, os quais afundaram no oceano onde foram consumidos pelas bactérias.
Os restos do isótopo eram tão pequenos que os cientistas alemães tiveram que realizar uma espectrometria de massas com aceleradores de partículas para detectá-lo, e agora que comprovaram a utilidade do método, os pesquisadores planejam buscar outras marcas de explosões de supernova no interior de microorganismos no sedimento do leito oceânico.
Via | Technische Universität München.
Nova evidência sobre os raios negros, a radiação mais poderosa -e breve- da Terra

Cientistas da Universidade de Bergen, Noruega, encontraram evidência de um tipo de radiação de alta energia chamado "raio negro" ("dark lightning"), força que precede dos relâmpagos brilhantes ou "normais". Apesar de que esta energia seja conhecida desde 1991, há nova evidência que relaciona ambos fenômenos.
- "Nossos resultados indicam que ambos fenômenos, os raios claros e os negros, são processos intrínsecos da descarga de um relâmpago", segundo Nikolai Østgaard, líder da equipe de pesquisa de Bergen.
O raio negro é uma descarga de raios gama produzida durante uma tormenta elétrica, constituído por elétrons de velocidade extremamente rápida, chocando com moléculas de ar. Os pesquisadores também se referem ao fenômeno como flash terrestre de raios gama, pois este fenômeno costuma ocorrer somente em estrelas distantes; ademais, os raios escuros são a radiação que contém mais energia produzida naturalmente no planeta.
Este fenômeno dura quase 300 milisegundos, e os dados mais confiáveis sobre ele foram coletados por acidente quando dois satélites atmosféricos de diferentes países orbitavam a 7 km/h sobre uma tormenta elétrica na Venezuela. Uma estação atmosférica em terra também captou a radiação, motivo pelo qual de repente encontraram a informação necessária para seguir pesquisando.
- "Os raios negros", afirma Østgaard, "podem ser um processo natural dos raios que ignorávamos a existência antes de 1991. Mas está bem em cima de nossas cabeças, o que o torna fascinante".
Via | Physorg.
Será que a memória dos peixes só dura alguns poucos segundos realmente?

Todos já ouvimos falar na crença popular de que os peixes são desmemoriados, e que tudo o que vêem, esquecem em poucos segundos. Inclusive dizem que o mais burro é o dourado de aquário que só consegue reter lembranças de 2 segundos: - "Oi, prazer eu sou o Dourado... Oi, prazer..." O paradigma deste mito foi também bem representado em Dory, a peixe que esquecia tudo em Buscando Nemo.
No entanto,isto, conforme dito, é um mito sem nenhuma sustentação científica: os peixes têm uma memória que pode remontar a vários meses no passado e até podem aprender alguns truques de um adestrador com paciência. Por exemplo, associando um som com comida, e que meses mais tarde ainda respondam a esse estímulo, o que indica que têm ao menos algum tipo de memória a longo prazo.
