Temos um gene que sabe quando morreremos

Um grupo de cientistas descobriu um gene que se encarrega da maioria das funções de nosso chamado "Relógio Biológico", que rege vários de nossos impulsos mais básicos (como o reprodutivo) e aparentemente, também o horário em que uma pessoa deve morrer.
- "O relógio biológico interior regula muitos dos aspectos da biologia e conduta humana. Incluindo os estados clínicos agudos, como o derrame cerebral e o infarto", comenta Andrew Lim, autor principal desta pesquisa.
Este estudo foi realizado em 1.200 pessoas maiores de 65 anos e a ideia era encontrar traços genéticos que os levassem a padecer ou ter um risco elevado de contrair Alzheimer ou Parkinson mas, em vez disso, descobriram que os hábitos de sono como madrugar, deitar cedo, levantar tarde e dormir até altas horas estão relacionados com um nucleotídeo que se combina com o gene Period 1.
O artigo foi publicado no jornal Annals of Neurology, o que lhe dá um grande respaldo, ainda que tenham que realizar mais testes para confirmar esta -por enquanto- hipótese e aprofundar no entendimento de nosso relógio circadiano.
Via | HMS.
O cérebro pode ler, escrever e realizar operações matemáticas inconscientemente

Usualmente acredita-se que a consciência é condição necessária, inevitável, para realizar operações cognitivas que são consideradas complexas como a leitura, a escrita ou o exercício da matemática. No entanto, uma pesquisa recente da Universidade Hebréia de Jerusalém demonstrou que nosso cérebro é capaz de cumprir ditas funções ainda que não estejamos conscientes de sua realização.
Para descobrir isto, os pesquisadores utilizaram uma técnica conhecida como Supressão Contínua de Flash (Continuous Flash Suppression, CFS), que consiste em projetar uma imagem estática em um olho ao mesmo tempo que sobre o outro é projetado uma série de imagens se sucedendo e mudando vertiginosamente. Com este método as imagens mutantes são as que predominam nas consciências enquanto a estática fica registrada subliminarmente antes de que a pessoa se dê conta de sua presença.
"Não estou sofrendo": mensagem de um homem em estado vegetativo

Desde alguns anos, o desenvolvimento da neurociência vem permitindo desenhar interfaces cérebro-máquina que realizam o acompanhamento dos processos cognitivos para traduzi-los a mensagens compreensíveis sem a necessidade da expressão por parte de quem os realiza. Isto é particularmente útil na medicina, em pessoas que por algum acidente ou doença perdem quase por completo suas habilidades motrizes e da fala e, em conseqüência, são incapazes de se comunicar. E conquanto, até agora, a expressão conseguida é mais bem elementar -limitada a conceitos simples como Sim/Não, Acima/Abaixo e outros similares-, em ditas condições isto é mais do que suficiente para os que se encontram em semelhante estado, como para os médicos, familiares e amigos com quem estas pessoas precisam se relacionar.
SMORC: Modelo Simples de Crime Racional

Todos mentimos. Todos somos desonestos. E os que se creem sinceros e honestos, também mentem, ou inclusive mentem para si mesmos. Ou como sintetizou magistralmente, como de costume, Groucho Marx: - "Há uma forma de saber se um homem é honesto: perguntando-lhe. Se responder que sim, é um sem-vergonha".
As razões pelas quais todos mentimos e, às vezes, mentimos a nós mesmos não estão claras e embaralham diversas hipóteses. De fato, é costume sugerir que as pessoas mais saudáveis mentalmente são as que melhor sabem mentir a si mesmas.
Um modo talvez simples, mas muito ilustrativo das razões que nos levam pelo caminho da desonestidade foi resumido pelo economista e prêmio Nobel Gary Becker, da Universidade de Chicago. Para Becker, as pessoas que comentem atos ilícitos se baseiam simplesmente na análise racional de cada situação. Isto é, no SMORC.
Por que os insetos preferem picar certas pessoas?

Um piquenique, um acampamento, uma pescaria e sempre há uma ou duas pessoas que se enchem de manchas e vermelhidões, enquanto os demais passam despercebidos pelos insetos. São de sangue doce, reclamam. Mas o que atrai estes insetos é realmente o açúcar no sangue? Na verdade existem várias razões.
- Os mosquitos localizam suas presas pelo CO2 que emitem. De modo que, as pessoas que exalam mais CO2 -os maiores, mais obesos ou mulheres grávidas- são presas mais evidentes.
- Há evidência de que os pernilongos e mosquitos preferem As mulheres porque sua pele é mais fina, o que lhes permite picar com maior facilidade.
- O tipo de sangue. Um estudo no Japão comprovou que os mosquitos preferem às pessoas do grupo sanguíneo O e que costumam ignorar os tipos A e B.
- O "sangue doce". Sim há uma relação com os sacarídeos no sangue, mas é porque este composto alimenta as bactérias na pele (em geral as bactérias que outorgam o mau cheiro ao suor). Estudos holandeses indicaram que os mosquitos evitam pessoas com uma alta quantidade de bactérias na pele e, também, as que têm poucas bactérias. Preferem àquelas com um ecossistema equilibrado.
Com base nestas características, os pesquisadores estão analisando a confecção de um repelente de insetos mais efetivo. Mas avisado está: se for alto ou gordo ou está grávida e tem sangue tipo O, é melhor tomar as devidas precauções quando ficar algum tempo ao ar livre (só não estou grávido!).
Via | io9.
Companhia cinematográfica proíbe a utilização do termo “Hobbit” em palestra sobre hominídeos

Recentemente Brent Alloway, professor da Universidade Victoria decidiu fazer uma conferência sobre esta espécie junto com os dois arqueólogos que a descobriram, Mike Morwood e Thomas Sutikna, entrou em contato com a companhia Middle-Eearth Enterprises para ter a permissão de titular seu trabalho como "O outro Hobbit", aproveitando o interesse que despertou a próxima estréia do filme baseado no livro de Tolkien.
No entanto, a empresa, que possui os direitos autorais do filme, negou ao pesquisador "uso genérico da marca registrada HOBBIT", de foram que Alloway terá que buscar outro título para seu estudo, isto apesar de que seus fins não são comerciais nem pretende capitalizar algum tipo de ganho econômica -algo que comumente se argumenta quando proíbem o uso de bens intelectuais.
Eu sempre bati forte na tecla, apesar das críticas, de que há que criar uma forma de compensar legalmente os detentores de direitos intelectuais: cabeças pensantes também comem e tem família para sustentar. Mas aí também já é demais? O que custava liberar o nome para um simpático estudo que, ademais, ajudaria a popularizar ainda mais a arqueologia e a antropologia no meio geek? De qualquer forma, mesmo sem a bênção desta empresa, o pequenino continua a ser um Homo "hobbit" floresiensis na literatura científica e popular que adotou este apelido gracioso.
Via | io9.
De duas uma: ou a informação é mas rápida que a luz, ou todo o Universo está relacionado entre si

O entrelaçamento quântico deve ser uma dos fenômenos mais surpreendentes da física: ao enlaçar duas ou mais partículas em apenas um estado quântico, quando posteriormente se observa o estado de uma das partículas, é possível prever o estado da outra partícula sem importar a distância que as separe. É como se uma soubesse o que acontece com a outra instantaneamente e se comunicassem entre si.
O interessante é que numerosos experimentos demonstraram que as duas partículas "comunicam" seu estado entre dois lugares de medição diferentes a uma velocidade que superaria à da luz. A explicação regular a este fenômeno -a não-localidade- é considerar que as partículas entrelaçadas são realmente um só sistema quântico, ainda que estejam muito separadas. É uma ideia que incomoda a muitos -inclusive a Albert Einstein-, mas que preserva o princípio da relatividade.
Cientistas asseguram que não podemos ser empáticos e analíticos ao mesmo tempo

Segundo um estudo de acadêmicos da Universidade Case Western Reserve, quando o cérebro funciona a rede de neurônios que nos permite empatizar -ou seja nossa habilidade para apreciar o custo humano de nossas ações-, ao mesmo tempo suprime a rede de neurônios que necessitamos para analisar uma tarefa, e vice-versa.
Ou seja, o estudo demonstrou pela primeira vez que nosso cérebro integrado uma restrição neuronal que nos inabilita a ser empáticos e analíticos ao mesmo tempo. No popular, nosso cérebro funciona de uma forma similar a quando uma pessoa vê essas típicas ilusões que mostram uma imagem que poderia ser, por exemplo, um jarro ou duas pessoas se olhando face a face. O cérebro não pode ver as duas imagens ao mesmo tempo, ou o interpreta como as silhuetas, ou como um jarro.
Cientista mostra o que acontece à consciência com a morte
Em uma recente transmissão do excelente programa de divulgação científica "Through the Wormhole", narrado por Morgan Freeman, o Dr. Stuart Hameroff expõe sua teoria do que pode acontecer à consciência na morte.
- "Acho que a consciência ou seu precursor imediato, a proto-consciência, esteve no universo desde sempre, talvez desde o Big Bang".
O Dr. Hameroff compartilha os cenários possíveis que acontecem quando uma pessoa morre em consequência de sua teoria, Orch-Or (redução orquestada de objetivo), desenvolvida junto com Roger Penrose. Segundo esta teoria a consciência deriva de microtúbulos no cérebro que são nós de processamento quântico. Quando uma pessoa tem uma experiência próxima à morte, quando o coração deixa de bater o sangue já não flui ao cérebro e os microtúbulos perdem seu estado quântico, mas a informação neles não é destruída, é distribuída no universo. Se o paciente revive a informação poderá regressar aos microtúbulos, considera Hameroff.
- "É possível que a informação quântica exista indefinidamente fora do corpo, algo parecido a uma alma", diz Hameroff, que defende que ninguém na comunidade científica pode desafiar sua teoria.
Via | Huff Post.
Os níveis de sociabilidade do autista

As pessoas não se dividem entre autistas e não autistas, entre sociáveis e não sociáveis. Há um amplo espectro, diferentes níveis de sociabilidade entre alguém que, por exemplo, sofre síndrome de Asperger e uma pessoa muito sociável e extrovertida e que fala mais do que a boca.
Se avançamos por este raciocínio, poderíamos encontrar pessoas excêntricas que não receberiam um diagnóstico por transtorno do espectro do autismo, mas que, no entanto, se apartam de sua comunidade. Algumas destas pessoas poderiam ser diagnosticadas com um trastorno de personalidade esquiva.
E poderíamos seguir encontrando degraus de introspecção, tal e qual tenta explicar Thomas Armstrong em seu livro The Power of Neurodiversity: