Um spray contra a timidez

A timidez pode se tornar um sério obstáculo impedindo que algumas pessoas consigam enfrentar com normalidade a situações da vida cotidiana. Para combater o problema, um grupo de pesquisadores da Universidade Concordia de Montreal (Canadá) desenvolveu um aerossol de oxitocina que poderia servir para fomentar a extroversão, melhorar a confiança em si mesmo em contextos sociais e combater a timidez.
Segundo expõem os autores desta descoberta na revista Psychopharmacology, - "a oxitocina pode mudar como as pessoas percebem a si mesmas". Deste modo, facilita a conduta social e modifica a forma na qual processamos e interpretamos os sinais sociais externas. No âmbito médico a oxitocina também é conhecida como o hormônio da paixão ou do abraço, e se sintetiza em grandes quantidades durante a gravidez.
No estudo duplo cego utilizaram dois tipos de spray que foram administrados a cem homens e mulheres entre 18 e 35 anos, um com oxitocina e outro com uma substância que funcionava como placebo. Decorridos 90 minutos, comprovaram que os participantes que receberam oxitocina intranasal tinham qualificações mais altas de extroversão, amabilidade e abertura a novas experiências que aqueles que utilizaram o placebo. O altruísmo, a confiança e a calidez no tratamento com os demais também incrementaram depois da exposição à oxitocina.
Via | Science Daily.
Será que os predadores ficam confusos com tantas variações nas cores de sapos venenosos?
Uma mistura variada de minúsculos sapos venenosos saltitam na selva peruana. Essas espécies apresentam uma riqueza de cores e padrões envolvidas em sinalização de alerta - toxidade e impalatabilidade. Mas por que uma unica espécie de sapo evolui para uma tão ampla variedade particular de padrões de cores? A Ranitomeya imitator, por exemplo, vem com cerca de 10 padrões diferentes. Uma variabilidade tão grande é um desafio para os predadores, já que cada desenho é uma mensagem para eles memorizarem.
Porque é difícil observar os gatos quânticos?

Os fãs da série de JJ Abrams, Fronteiras (Fringe), estão bem antenados das conseqüências de jogar com os mundos paralelos. Não obstante, existem realmente os universos paralelos? E nesse caso, como poderíamos detectá-los?
Estas são algumas das muitas perguntas ao redor da física quântica. Pesquisadores das Universidades de Calgary e Waterloo no Canadá e da Universidade de Genebra na Suíça, publicaram um artigo na revista Physical Review Letters onde explicam por que não costumamos ver os efeitos físicos da mecânica quântica na vida diária.
LHC já descobriu sua primeira nova partícula, mas ainda não é a de Deus

Há um par de anos o LHC busca o famoso bosón de Higgs, mas por enquanto nada. Tudo leva a crer que encontrar a tal partícula é mais difícil que capturar uma mosca com hashis. Mas enquanto buscam determinar se definitivamente existe ou não, o Grande Colisor de Hádrons acaba de descobrir sua primeira partícula completamente nova, denominada Chi-b (3P).
Trata-se de outro tipo de bosón, um mais agitado, composto por um quark e um antiquark unidos. E qual a importância? Não muita por enquanto, mas a maneira em que ambos quarks estão ligados revela mais informação a respeito da força forte e isso poderia ser de muita utilidade à hora de tentar identificar o díscolo bosón de Higgs.
- Quanto melhor compreendermos a interação entre quarks, mais entenderemos grande parte da informação que vermos, que geralmente são os antecedentes das coisas mais fascinantes que estamos buscando, como o Higgs. Então, isto ajuda a reabsorver esse entendimento básico que temos e precisamos para fazer a nova física", explica o professor Roger Jones, que trabalha no detector Atlas do LHC.
Via | BBC News.
Vacina canadense contra o HIV inicia seus testes em humanos em janeiro

Há um par de anos uma equipe de cientistas da Universidade de Western Ontario, no Canadá, planejava provar sua vacina contra o HIV em humanos. Pois bem, depois de quatro tentativas finalmente receberam a aprovação da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) para iniciar os testes clínicos da vacina -batizada como SAV001- a partir de janeiro de 2012 (sim, em um par de semanas).
A vantagem desta vacina em comparação com as tantas outras que se encontram em desenvolvimento é que é a primeira baseada em modificação genética; utiliza o vírus HIV-1 morto com uma metodologia similar à que derivou nas vacinas contra a poliomielite, raiva e hepatite A. É produzida em laboratório e depois é modificada geneticamente para torná-la inofensiva e finalmente aplicam uma proteína do veneno da abelha.
A equipe liderada pelo doutor Chil-Yong Kang já fez 230 testes de segurança diferentes para obter a permissão da FDA e os ensaios clínicos serão realizados nos Estados Unidos com 40 voluntários HIV positivos. A primeira fase levará seis meses e depois outro ano mais para avaliar os resultados. A segunda etapa medirá a resposta do sistema imunológico e contará com 600 pessoas sem o vírus, mas em categorias de alto risco (como hemofílicos, toxicômanos, prostitutas e homossexuais com vários parceiros sexuais).
A última etapa de provas abrangerá 6.000 pessoas HIV negativas em categorias de alto risco que serão comparadas com outro grupo não vacinado. Até então não se saberá com exatidão se a vacina é 100% efetiva, mas se for poderia começar a ser distribuída dentro de cinco anos.
Provavelmente requereria duas doses aplicadas com um intervalo de um mês, tal como funcionou efetivamente em testes feitos em animais.
Via | Toronto Sun.
Supermouses, duas vezes mais fortes graças às modificações genéticas
Lembram do refrão "Super Mouse é seu amiiiigo, vai salvá-lo do periiigo". Pois estamos bem próximo de ver um supermouse da vida real. Ainda que não tenham conseguido que voem ou falem, uma equipe de cientistas desenvolveu ratos superfortes graças à modificação de um gene que inibe a criação de músculo e que evita que nos transformemos em primos do Hulk.
Com a liberação do "freio molecular" NCOR1 conseguiram incrementar o nível de atividade e a energia para fazer com que o músculo cresça. O resultado da pesquisa são ratos duas vezes mais fortes, que são capazes de correr mais rápido e durante mais tempo além de suportar muito melhor o frio.
Os responsáveis por este estudo publicado na revista Cell são uma equipe de pesquisadores do Salk Institute for Biological Studies, Ecole Polytechnique Federale de Lausanne e Universidade de Lausanne.
Que supõe isto para os humanos? Pois a possível criação de uma droga que permita que as pessoas que não possam realizar exercício combatam a atrofia muscular, reduzindo os acidentes, hospitalizações e reabilitações. Mas claro, também supõe uma substância muito desejada para o esporte, ainda que como toda célula modificada geneticamente estaria proibida pela agência antidoping.
Ainda que a principio não tenha efeitos colaterais em ratos e vermes, ainda estão verificando a possibilidade de que seja usada em humanos, mas neste caso, seria lícito ou legal usá-la?
Prepare-se para ficar rico: Cientistas revelam os segredos de uma canção de sucesso
Segundo um estudo universitário, muitos artistas poderiam evitar cair em desgraça durante seus períodos de inspiração e criatividade, e inclusive serem mais bem sucedidos do se mudassem sua guitarra por um teclado de computador.
Um grupo de alunos e cientistas da Universidade de Bristol conseguiu definir a partir de 23 parâmetros baseados em sonoridade, simplicidade harmônica e facilidade ou atração para a dança, o segredo para compor uma canção de sucesso.
Drug is in the air! Confirmam presença de drogas no ar de áreas urbanas

Há anos estamos acostumados a ver nas notícias os índices de qualidade, a partir de substâncias que contaminam o ar. No entanto, nenhum destes índices nos mostra a quantidade de partículas de maconha ou cocaína que respiraremos nesse dia em uma área qualquer de nossas cidades.
Desde meados dos anos noventa realizaram estudos que confirmaram a presença de drogas na atmosfera. Um dos casos mais conhecidos foi a pesquisa realizada pelo químico italiano Angelo Cecinato, do Instituto para a Pesquisa de Contaminação Atmosférica, com sede em Roma, e o que concluiu que pequenas quantidades de cocaína flutuavam no ar da capital italiana.
Recentemente, a mesma equipe de pesquisadores, encabeçados por Cecinato, decidiu levar as provas a um outro nível, e correlacionaram os níveis de cocaína e maconha com algumas variáveis, estudo publicado esta semana na revista Science Direct.
Entre alguns dos fenômenos descobertos, destaca a associação entre altos níveis de cocaína no ar, com maiores índices de criminalidade, por exemplo roubos, além de uma maior percentagem de pessoas com câncer em um determinado local. No caso da maconha, a presença de canabinoides bailando no ar coincidiu com um maior índice de desordens mentais entre os habitantes dessa zona.
Via | Wired.
Plantas e animais - uma relação fundamental para a vida na Terra

Compositae é a maior família de plantas existente. São mais de 30 mil espécies de um grupo de angiospermas, espalhadas em todos os continentes, nos mais variados biomas. Elas têm um papel pesado em inúmeros ecossistemas e grande interesse econômico. São alimentação das fundamentais polinizadoras abelhas de mel. A produção de mel e de própolis é fortemente dependente da diversidade de plantas dessa família. O sistema formado pelas espécies vegetais e os animais que delas se alimentam - em especial artrópodes - corresponde à mais da metade da diversidade biológica existente.
Por que os homens feios conquistamos as beldades?

Normalmente os seres humanos interpretamos de forma errônea os sinais ou "pistas" sexuais enviadas pelo sexo oposto. Ao menos isso é o que indica uma nova pesquisa:
- "Há muitos estudos que mostram que os homens habitualmente pensam que as mulheres estão interessadas neles quando realmente não estão", explica Carin Perilloux, do Wiliams College de Massachusetts (EUA), coautora do estudo. - "O nosso é o primeiro a examinar de forma sistemática as diferenças individuais", acrescenta.
Em um experimento de encontros rápidos, os pesquisadores comprovaram que os homens tendem a sobreestimar o efeito positivo que causam nas mulheres, e costumam pensar que as mulheres se sentem atraídas por eles ainda que isso não seja verdade.
Curiosamente, quanto mais atraente é uma mulher, mais os homens sobreestimam seu interesse sexual. As mulheres, ao contrário, tendem a subvalorizar a atração que causam no sexo oposto.
Desde o ponto de vista evolutivo, explicam os autores em um artigo publicado na revista Psychological Science, estes supostos erros melhoram o sucesso reprodutivo nos homens. Em outras palavras, os homens que "dão em cima de todas", inclusive ante o risco de serem recusados, têm mais probabilidades de conquistar à garota. Aí reside o segredo de como muitos feios conquistam beldades.
Via | Veja.