O estranho caso dos seres humanos sem impressões digitais

O mundo é pródigo em seres mutantes, em super-heróis fidedignos que bem poderiam protagonizar a série de televisão chamada Heroes. Agora incorporamos outros X-Men à coleção: uma família que não tem impressões digitais.
O transtorno denominado adermatoglifia deve-se a uma mutação no gene SMARCAD1, segundo um estudo publicado na revista The American Journal of Human Genetics. O estranho caso apresenta uma família suíça onde a maioria dos membros nascem sem nenhum tipo de marca em seus dedos, palmas da mão e plantas do pé. A falha no DNA também está relacionada diretamente com uma menor produção de glândulas sudoríparas.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores (uma equipe do Hospital Universitário da Basileia, Suíça e da Universidade de Tel-Aviv, Israel) avaliaram o perfil genético de nove indivíduos afetados pelo problema e compararam-nos com o de outros sete familiares completamente saudáveis.
Até a data, só foram identificadas outras três famílias com um problema congênito similar, conquanto é verdadeiro que outros transtornos, como a Síndrome de Naegeli-Franceschetti-Jadassohn, também podem provocar uma formação anormal das impressões digitais.
Via | Science Daily.
Mulheres com depressão podem ter filhos menores

Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres com sintomas de depressão têm 40% a mais de possibilidade de ter filhos com menos peso e estatura que aquelas que não têm depressão.
A pesquisa foi realizada a partir do estudo de 14.000 mães e seus filhos em 11 países em via de desenvolvimento na Ásia, África e América do Sul.
A razão disso é que a depressão materna está vinculada com menos cuidados maternos e com períodos mais curtos de aleitamento, o que tem um efeito direto no desenvolvimento dos pequenos.
Algo que poderia combater o problema seria o apoio social com terapia de grupo ou visitas aos lares das futuras mamães.
Via | El Mundo.
A comida acalma a tristeza

Por que razão aliviamos as tristezas com sorvetes, chocolates e tudo o que faz bem a ao paladar, mas nem sempre a saúde? Por que sentimos essa necessidade imperiosa de não parar de comer?
A comodidade que nos dá o consumo de alimentos ricos em gorduras não depende unicamente do prazer de comer, senão também da sinalização intestino-cérebro, ao menos isso indica um estudo realizado por cientistas da Universidade de Louvain, Bélgica.
MIT desenvolve medicamento que poderia curar ampla variedade de vírus

Depois de falar antes de ontem sobre o chip que poderia revolucionar á área de exames clínicos, me pareceu bom demais e foi até difícil elaborar um título que fizesse honra à verdade. O que está escrito acima, "...medicamento que poderia curar todos os vírus", é tão verdadeiro quanto o que o MIT desenvolveu, deu um nome, DRACO, e testou com sucesso contra 15 diferentes vírus. A nota de imprensa diz:
DRACO induz seletivamente a apoptose, um suicídio celular, em células que contenham qualquer vírus dsRNA (bicatenário), o que provoca a rápida morte das células infectadas sem causar quaisquer danos às saudáveis.
De onde vem o mal?

Em Minority Report, os futuros criminosos eram identificados e presos antes de cometerem crimes. E em Laranja Mecânica, o criminoso Alex DeLarge é drogado e submetido ao Tratamento Ludovico, passando a sentir aversão à crueldade.
Saindo da ficção para a realidade, a ciência encontrou áreas cerebrais envolvidas no controle da maldade, genes relacionados à crueldade e situações em que até mesmo os mais bondosos podem se transformar em torturadores. Para Simon Baron-Cohen Ph.D. em psicologia, fazer o mal pode não ser uma questão de livre-arbítrio, mas devido a uma deficiência no cérebro.
Desenvolvem um chip de 1 dólar para detectar o HIV e outras doenças em 15 minutos

Eu não gosto muito de publicar notícias como esta porque geram expectativas que muitas vezes não serão preenchidas. Mas o que está vendo na foto pode supor uma revolução médica enorme tanto para países em via de desenvolvimento como os supostos países desenvolvidos. Trata-se de um chip que com um preço de apenas 1 dólar é capaz de detectar doenças como o HIV, sífilis, malária e a hepatite.
A dislexia não é um problema de leitura, senão de como o cérebro processa a linguagem

Comumente as pessoas consideram a dislexia como um problema em que as crianças misturam as letras e interpretam as palavras de forma equivocada, mas a ciência a cada vez reúne mais razões para achar que estas dificuldades de leitura são apenas parte de um problema maior que estaria relacionado com a maneira em que o cérebro processa a linguagem e junta palavras a partir de unidades menores de som.
Interrupções no sono prejudicam a memória

Dormir com interrupções afeta a capacidade de formar lembranças e isto poderia ajudar a explicar alguns transtornos vinculados à memória, como a doença de Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).
Para chegar a esta conclusão, pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) utilizaram uma técnica chamada optogenética, que consiste na manipulação genética de células controladas através do uso da luz. A seguir, enquanto os ratos dormiam enviaram impulsos de luz a seus cérebros, de maneira que podiam alterar o sono sem afetar o tempo total de descanso. Os animais foram colocados em uma caixa com dois objetos, um dos quais era familiar.
Telescópio Herschel detectou moléculas de oxigênio no espaço

Pouco a pouco vamos descobrindo no espaço exterior os diferentes elementos que poderiam tornar factível o desenvolvimento da vida humana em outros lugares diferentes da Terra. Já mostraram planetas com características similares e recentemente o maior depósito de água do universo, agora é a vez de moléculas de oxigênio.
A descoberta foi feita desde o Observatório Espacial Herschel, onde -através de seus detectores infravermelhos- a equipe de astrônomos responsável pelo trabalho confirmou a primeira localização de O2 na nebulosa de Orion.
Criam inteligência artificial com base no DNA humano

Em um novo capítulo de "tornando realidade com o que dita a ficção científica", uma equipe de pesquisadores da Caltech -liderados por Lulu Qian- acaba de desenvolver a primeira rede neuronal artificial (o ponto inicial de um cérebro) a partir de moléculas de DNA. E vocês dirão "tá, mas e daí?". O tema é que ao ser submetido a um interrogatório, o "cérebro de proveta" respondeu as perguntas sem se equivocar.