As pessoas distraídas têm mais massa cinzenta no cérebro

As pessoas que se distraem até com uma mosca e mal conseguem cuidar de uma tartaruga agora já tem a quem culpar: um grupo de neurônios do lóbulo parietal superior. Segundo um estudo publicado pela revista Journal of Neuroscience, os resultados revelam que as pessoas mais distraídas costumam ter um maior volume de massa cinzenta nessa região cerebral, algo aparentemente contraditório, já que em teoria ter mais neurônios deveria ajudar a manter a concentração.
Placebo extremo: manipulando as expectativas das pessoas

O efeito placebo é certamente poderoso. É capaz de fazer-nos melhorar os sintomas de uma doença, e inclusive é capaz de curar-nos, quando em realidade não estamos tomando nenhum medicamento senão simples água com açúcar (por exemplo).
Ainda há muitas sombras sobre como funciona o efeito placebo e como é possível que nossa mente, se confiar em determinado remédio, é capaz de melhorar nosso estado de saúde. A única certeza é que funciona, e que funciona de uma maneira espetacular: por essa razão os ensaios clínicos sobre novos medicamentos são tão complicados, para certificar se realmente o medicamento foi responsável pela melhoria da doença ou apenas a própria confiança do paciente no novo remédio.
Tomar café, espirrar e praticar sexo aumentam o risco de derrame cerebral

Um estudo médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, identificou oito fatores que aumentam o risco de derrame cerebral devido à ruptura de um aneurisma. O primeiro posto da lista é ocupado pelo consumo de café, ao que foi atribuído 10,6% das hemorragias, segundo publicou a revista Journal of the American Heart Association. Na sequência vêm os exercícios físicos pesados (7,9%), espirrar (5,4%) e praticar sexo (4,3%). Fazer esforços para defecar, assustar-se, consumir refrescos de cola e ficar nervoso completam a lista de causas.
Segundo os pesquisadores, que estudaram 250 pacientes durante 3 anos, cada um destes fatores causam um aumento súbito da pressão arterial, o que supõe um risco muito conhecido de acidentes cerebrovasculares.
Este estudo só analisa os fatores que levam à ruptura de um aneurisma, mas não suas causas. Calcula-se que uma de cada 50 pessoas tem um aneurisma cerebral, mas nem todos chegam a estourar. Tudo aponta para que a hipertensão ocasionada pelo excesso de peso, o tabagismo e o sedentarismo debilitem as paredes das artérias.
Via | Science Daily.
Um oceano no interior de Titã?

Titã, o maior satélite de Saturno, é o único (conhecido) além da Terra que possui líquido em sua superfície. Seus mares, constituídos por metano em vez de água, vêm inquietando à comunidade científica durante muito tempo, já que acredita-se que poderiam hospedar vida.
Além do metano de sua superfície, a sonda Cassini descobriu que parte da superfície de Titã deslocou-se de sua posição uns 30 quilômetros, sugerindo que embaixo da superfície exista líquido. Agora, os novos dados obtidos pela Cassini sugerem que o líquido encontrado sob a superfície possa ser água.
Os chimpanzés têm consciência de si mesmos e conversam sobre o tempo

Os chimpanzés têm uma clara "consciência de si mesmos" e, como os seres humanos, essa consciência está relacionada a sua faculdade de antecipar os efeitos de suas próprias ações sobre o meio onde vive, revela um estudo cujos resultados foram publicados nesta semana na conceituada revista britânica Proceedings of the Royal Society.
Muitos cientistas já haviam assinalado a capacidade de certos animais, em particular os grandes símios, de reconhecer-se em um espelho. O teste, simples e efetivo, mais utilizado é pintar uma marca no seu corpo que não podem ver sem olhar em um espelho e comprovar se tentam apagar ou não. O teste do espelho provou as capacidades cognitivas dos macacos, mas a controvérsia persistia sobre os mecanismos que permitem que se identifiquem.
De pontes, barcos e invasões de formigas

As formigas sempre me encantaram inclusive muito antes de saber ler um livro e aprender as curiosidades desses diminutos e frágeis seres que, apesar de insignificantes em sua forma singular, em seu conjunto se tornam uma força impenetrável capaz de arrasar com jardins e plantações na sua passagem sem a existência de solução nem orgânica nem industrial que possa freá-las por completo.
Fissão nuclear para dummies

Em um reator nuclear, ou em uma bomba atômica, um material físsil como o urânio 235 (ou 235U) pode capturar um nêutron. Como resultado, o instável núcleo assim formado se fragmenta (ou fissiona) em dois núcleos menores, liberando energia e vários nêutrons no processo. Cada um desses nêutrons causam por sua vez a fissão de outro núcleo de 235U. Se a quantidade de material físsil encontra-se acima de certa concentração crítica, a reação em cadeia continua de forma autônoma, motivo pelo qual se não frear o processo a coisa pode acabar em uma grande explosão.
A extinção de uma espécie poderia estar escrita em seus genes

Os pesquisadores que analisam registros fósseis de 200 milhões de anos, chegaram à conclusão que algumas classes de seres vivos não precisam de um cataclismo para desaparecer, parecem destinadas à extinção. Algumas vezes tudo depende de ser membro da família correta.
A longa e variada história da vida na Terra esta cheia de extinções. Podemos assinalar o final de uma espécie determinada, de uma geração ou inclusive de uma família de seres vivos. Algumas vezes a extinção chega de repente e de forma massiva, como a catástrofe ocorrida há 65 milhões de anos no final do Cretáceo. Ou podem ocorrer como na atualidade, aonde as espécies vão perdendo seus hábitats e sua existência vai se desvanecendo em silêncio.
O CERN está bem próximo de descobrir a antigravidade

Ainda que não tenhamos por enquanto nenhuma novidade em relação ao bóson de Higgs, cientistas da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN) anunciaram que conseguiram coletar 309 átomos de antihidrogênio durante mais de 1.000 segundos (ou 15 minutos), um tempo mais que suficiente para que logo sejamos capazes de determinar se é a antimatéria é regida pelas leis da gravidade ou se -ao contrário- é repelida por matéria normal fazendo com que "caia para cima".
Se dorme pouco, seus neurônios tiram uma soneca enquanto está acordado

Quando não dormimos o suficiente, parte dos neurônios de nosso córtex cerebral tiram um descanso em forma de uma breve "soneca" enquanto permanecemos acordados.
- "Estes "apagões" neuronais podem ser responsáveis pelos lapsos de atenção, baixo rendimento cognitivo, deterioração da capacidade de julgamento ou a irritabilidade que aparecem depois de permanecer muitas horas acordado, inclusive se não sentimos sono", esclarece Giulio Tononi, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e coautor do estudo. O mais curioso, segundo Tononi, é que no cérebro privado de sono, grupos de neurônios se desligam em zonas do córtex cerebral enquanto o resto permanece acordado.