Não dormiu bem ontem? Aqui um incomum truque para que não afete seu desempenho

LuisaoCS

Não dormiu bem ontem? Aqui um incomum truque para que não afete seu desempenho

Todos já passamos por uma noite de insônia ou simplesmente com sono sem qualidade por fatores incontroláveis que nos colocam em um aperto no seguinte dia, especialmente quando temos que render e realizar algo importante. Como evitá-lo? Muitas pessoas tomam café ou inclusive estimulantes para poder desempenhar efetivamente sob pressão, mas esta solução tem numerosos efeitos colaterais que vão desgastando nosso organismo.

Existe outra possibilidade mais suave. Uma pesquisa recente realizada por psicólogos do Colorado College mostra que basta apenas alterar o que uma pessoa crê sobre a forma em que dormiu para ter efeitos significativos em sua agilidade mental. Em outras palavras, quando conseguimos fazer alguém pensar que dormiu bem, seu funcionamento cognitivo não ressente a privação de sono. Isto ocorre devido ao (quase-onipotente) efeito placebo.


Os pesquisadores primeiro pediram aos voluntários do estudo que reportassem as condições em que tinham dormido no dia anterior. Depois atribuíram aleatoriamente uma pontuação de "superior à média" ou "inferior à média" e submeteram os mesmo a uma medida em um aparelho, o qual informaram, que podia medir a qualidade do sono da noite anterior conforme à freqüência cardíaca e as ondas cerebrais -o aparelho também era placebo-. O experimentador assim calculou uma percentagem de sonho REM, sob um parâmetro de 25% superior à média e menos de 25% inferior à média.

Os participantes, após receberem sua pontuação, completaram um teste de função cognitiva. Os resultados mostraram que manipular a percepção da qualidade do sono afetou os resultados das provas dos participantes, não obstante que tão bem tinham dormido em realidade. Os resultados finais foram consistentes com os efeitos reais da privação do sono no funcionamento cognitivo.

Evidentemente esta ilusão criada pelos pesquisadores é difícil de replicar quando uma pessoa é acordada pela barulheira de seu vizinho ou quando lembra ter chegado às 4 da manhã após uma noite de bebedeira -nesse caso seria efetivo que alguém nos desse uma bebida com cafeína placebo, algo que também foi documentado cientificamente como uma forma de melhorar o desempenho cognitivo-. Mas existem alguns casos em que o sono se esmaece na memória e não sabemos se dormimos 3 horas ou em realidade foram 5 horas ou não sabemos se estamos realmente cansados ou só estamos despertando. Nesses casos repetir para nós mesmos que sim dormimos bem pode ser muito útil. Tão útil quanto saber como funciona a mente humana e o poder que exerce o prazer proponente (o placebo), sempre um veículo para autoprogramar-se.

Via | SciAm.


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