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Henrietta Lacks, a mulher que segue imortal 60 anos após sua morte

LuisaoCS

Henrietta Lacks, a mulher que segue imortal 60 anos após sua morte

Chamava-se Henrietta Lacks, mas para os cientistas converteu-se simplesmente em HeLa. Nossa protagonista era uma pobre trabalhadora rural das lavouras de fumo do sul dos Estados Unidos, que labutou nas mesmas terras onde seus antepassados cultivavam a plantação usando grilhões. Morreu em 1951 por causa de um câncer de colo, e mesmo assim atingiu a imortalidade.

Sua família não sabia até então, mas quando Henrietta lutava contra o tumor que lhe arrebataria a vida, os médicos praticaram uma biopsia para extrair parte de suas células tumorais. Os médicos decidiram conservá-las sem informar a ninguém, costume habitual naquela época. Aquelas células terminaram por converter-se em uma das ferramentas mais importantes com as quais a medicina conta por causa de uma característica incrível: mantêm-se vivas e crescem vigorosamente. Trata-se da primeira linha celular humana "imortal" que pode ser cultivada a grande escala.


As células imortais de Henrietta Lacks

Luna

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Em setembro de 1951, uma mulher chamada Henrietta Lacks estava morrendo. Há alguns meses, a americana de 30 anos havia sido diagnosticada com um câncer que a minava por dentro.

Internada no único hospital do estado que atendia negros. O câncer de Henriettta se espalhara rápido demais. O tratamento não surtia efeito. Pasmos, os médicos não entendiam como os tumores haviam tomado vários de seus órgãos em tão pouco tempo.

No dia 4 de outubro, Henrietta morreu aos gritos provocados por uma dor lancinante. Mas não completamente, um pedaço dela sobreviveu - está vivo até hoje e revolucionou a ciência do século 20.

Nanomotores são controlados pela primeira vez dentro de células humanas vivas

LuisaoCS

Nanomotores são controlados pela primeira vez dentro de células humanas vivas

Pesquisadores da Universidade Estatal da Pensilvânia (EUA) conseguiram pela primeira vez introduzir e controlar nanomotores em células humanas vivas. As minúsculas obras de engenharia utilizam sondas ultra-sônicas como método de propulsão e são manejadas com ímãs criados a tal efeito. Trata-se de um avanço significativo já que os nano-robôs que tinham desenvolvido até a data só forma estudados em condições muito controladas em laboratório, mas não em células humanas vivas.

Para seus testes utilizaram células HeLa, que podem se dividir um número ilimitado de vezes em um cultivo de laboratório e que, por suas qualidades, são utilizadas frequentemente em pesquisa científicas. Uma vez que estas células ingeriam os nanomotores, estes podiam se mover pelo interior das mesmas, interagir com os organelos que continham e perfurar as membranas celulares. No vídeo logo após o nano-salto é possível ver nano-robôs (em tons dourados) no interior de uma célula HeLa:


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