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Índia está construindo o maior imã do mundo

O gigantesco imã que estão construindo na Índia supera tudo o que é conhecido até agora e com bastante diferença. Até agora o imã de 37.500 toneladas do CERN era o maior do mundo, mas as 50.000 toneladas de ferro imantado que a Índia está construindo sob a terra o superará quando a obra terminar.
Mas para que se dedicam a enterrar essa ingente quantidade? Trata-se de um observatório de neutrinos. A razão de construí-lo sob a terra é para que não seja afetado pelos raios cósmicos.
Outro ano que passa voando
Você também está tendo a sensação de que o tempo passa voando? A cada Ano Novo sinto o mesmo, olho para trás, vejo tudo o que passou e não posso evitar pensar no quão rápido passou o ano.
Quase sem dar-nos conta, voltamos ao mesmo ponto do espaço da rotação ao redor do Sol. Como sempre, tentamos e prometemos não cometer os mesmos erros no ano vindouro, trabalhar mais, cuidar mais da família e nos esforçar para ser mais feliz. Poderemos conseguir tudo alguma vez?
Este 2012 brindou-nos com grandes descobertas e notícias tecnológicas e científicas, vivemos um boom. Mas também conseguiram pequenos passos em outros campos da Ciência que passaram inadvertidos, talvez não fossem tão importantes, mas que podem dar lugar a algo grandioso no futuro.
Recordemos o salto de Felix Baumgartner, o fim da era dos ônibus espaciais, o monte de labaredas solares que preocupou tanta gente, a viagem do Curiosity, o fail épico do Neutrino, os inumeráveis e incríveis vídeos em time-lapse, o adeus a Neil Armstrong, o projeto Encode e, porque não, o Bóson de Higgs, o favorito.
Tantas e tantas notícias que não teria tempo de relembrá-las de novo, em vez disso melhor pedirmos ao próximo ano novas e melhores notícias, dessas que nos emocionam e nos pintam um sorriso na cara. Esperamos ter mais tempo e estar à altura para poder contá-las.
Feliz 2013 para todos!
Definitivo: Os neutrinos não são mais rápidos que a luz

E finalmente, os neutrinos não são mais rápidos do que a luz. Há algum tempo que a afirmação do ano passado vem sendo desmentida sucessivamente, mas foi agora que os encarregados do projeto Opera fecham o tema e corrigiram suas medições iniciais. De fato, foi o próprio diretor do projeto, Sergio Bertolucci, quem fez um comunicado oficial no marco da conferência sobre os Neutrinos no Japão:
- "Ainda que os novos resultados não sejam tão emocionantes como muitos gostariam, é o que todos na verdade esperávamos". Bertolucci também agrega que a história "...cativou a imaginação do público", e de passagem serviu pára que as pessoas tivessem a oportunidade de ver o método científico em ação: um resultado inesperado foi colocado sob a lupa, pesquisado profundamente e finalmente chegou-se à conclusão final.
- "Assim é como avança a ciência", finaliza Bertolucci. E em relação a velocidade final dos neutrinos?
Segundo os resultados oficiais, estes seriam "quase" tão rápidos como a velocidade da luz, o que termina por manter os razoamentos de Einstein e toda sua teoria da relatividade. Em qualquer caso, os resultados e todo o experimento não foram uma perda total de tempo para os cientistas, que descobriram um segundo neutrino tipo tau, e que seguirão observando para entender de melhor maneira a oscilação dos neutrinos.
Para os que não estão muito a par dos acontecimentos relacionados aos neutrinos, saibam que estes -pese a não ser tão rápidos como a luz- podem atravessar paredes e planetas sem muito problema.
Via | CERN.
A diferença entre um bom pesquisador e um mau pesquisador

Como já escrevi em outros artigos, algumas pessoas tem um feio costume de atacar a ciência, sem saber citar ao menos um argumento sobre o assunto. Desconhecem, ou se fazem de tontos, que a ciência dispõe de alguns protocolos dificilmente criticáveis e que são os cientistas, as pessoas, que às vezes a usam malevolamente.
O melhor exemplo para discernir entre um bom cientista ou um mau cientista (isto é, entre um pesquisador que emprega corretamente os protocolos da ciência e um que não), é a história de Wilhelm Conrad Röntgen, um físico alemão que em 8 de novembro de 1895 produziu radiação eletromagnética no comprimento de onda correspondente ao que chamamos atualmente de raios X. Mas Röntgen tentou por todos os meios demonstrar que ele estava equivocado.
Um pesquisador de fenômenos pseudo-científicos raramente apresentará seus indícios com essa modéstia, levando em conta que está desafiando o conhecimento acumulado durante séculos: simplesmente afirmará que descobriu algo e que a ciência ortodoxa é muito cega para admitir que tem razão ou outro destes argumentos vagos, próprios de quem tem pouco à contribuir e ponto
Röntgen, no entanto, não deixou de confiar no método científico. Durante seus experimentos, descobriu que podia ver através das coisas, como um super-herói. Testou com objetos dentro de caixas de madeira e também conseguiu vê-los. O momento mais assustador foi quando viu boquiaberto os ossos de sua própria mão. Mas Röntgen não correu imediatamente aos meios de comunicação para anunciar sua descoberta. Sabe o que pensou?